Fonte ajuda na formação de novos jornalistas


26/03/2008


Criado pelo Núcleo de Comunicação Social do Centro Universitário Augusto Motta (UniSuam), o jornal-laboratório Fonte tem sido muito elogiado pelos professores responsáveis pela orientação dos estudantes que cuidam de sua edição. O veículo é produzido por alunos do 3º ao 7º período do curso de Comunicação Social da universidade (Jornalismo e Publicidade) e tem distribuição gratuita, 16 páginas coloridas e tiragem de 5 mil exemplares.

A responsabilidade de coordenação e edição do Fonte é do Departamento de Jornalismo, com o apoio do Departamento de Publicidade, cuja agência modelo cuida dos produtos promocionais. As peças publicitárias são institucionais, não comerciais, a exemplo das campanhas de marketing social promovidas pela UniSuam.

Criado em agosto de 1974 e reconhecido em 26 de outubro de 1977, o curso de Comunicação Social da UniSuam é um dos mais antigos do Rio e forma em média 40 alunos por ano. De acordo com o editor-chefe e coordenador de Jornalismo da faculdade, professor Ovídio Mota Peixoto, o jornal-laboratório foi criado para atender à demanda de estágios:
— Quando criamos o Fonte, na verdade estávamos atendendo a uma exigência do Ministério da Educação, que foi implementada no fim dos anos 80 e determina que os cursos de Comunicação tenham laboratórios de publicidade e jornalismo, para ampliar as oportunidades de estágio dos alunos.

Para fazer parte da equipe do jornal-laboratório, os alunos — a partir do 3º período — passam por um processo seletivo. Os escolhidos têm direito a um ano de estágio, prorrogado a cada seis meses e os dois primeiros colocados ganham bolsa de estudos integral durante o período em que estão vinculados ao jornal.

Homenagem

Em 7 de março do ano passado, a UniSuam inaugurou um núcleo de Comunicação Social, batizado de Hans Donner em homenagem ao designer da TV Globo. Trata-se de um prédio de quatro andares, onde funcionam os laboratórios de publicidade, jornalismo, rádio, TV e produção gráfica:
— A construção é moderna e conta com bons equipamentos. No primeiro piso fica o laboratório de TV, com duas ilhas de edição não-linear; no segundo funcionam a redação do Fonte e a agência modelo de publicidade; no terceiro, o laboratório de informática e de comunicação gráfica; e no quarto e último andar, o núcleo de rádio. Isso permite que os nossos alunos experimentem de maneira muito produtiva as rotinas do jornalismo eletrônico e impresso — diz o professor Ovídio.

Ainda segundo ele, o jornal-laboratório segue uma linha de produção que obriga aos alunos pensar as pautas e a defendê-las com bons argumentos:
— Dessa forma os alunos passam a lidar com os níveis de dificuldades que vão encontrar no mercado profissional. Durante o estágio, eles aprendem que em um veículo de comunicação o bom resultado de cada edição depende de articulação entre as várias funções do jornalismo, dos múltiplos esforços de todos os envolvidos com texto, editoração, fotografia, diagramação e revisão.

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