Polícia Civil indicia dez pessoas pela morte de Luiz Cláudio Marigo


Por Igor Waltz*

15/07/2014


O presidente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) do Rio, José Leôncio de Andrade Feitosa, e mais nove funcionários da unidade, entre diretores, recepcionistas e vigilantes, foram indiciados pela polícia homicídio doloso — quando há intenção de matar —, no caso da morte do fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, de 63 anos.

O inquérito, concluído na sexta-feira, 11 de julho, será entregue ao Ministério Público estadual. No mês passado, Luiz Cláudio estava dentro de um ônibus quando começou a passar mal, com fortes dores no peito, e foi levado pelo motorista do veículo para a porta do hospital, em Laranjeiras. Ele morreu de ataque cardíaco sem que qualquer médico do instituto tenha aparecido para socorrê-lo.

O delegado Roberto Gomes da 9ª DP (Catete), que investiga o caso, disse que os funcionários da portaria afirmaram ter uma ordem expressa da administração para não atender casos de emergência. Eles teriam confessado que já foram repreendidos por descumprir a determinação.

O cardiologista Roberto Moura, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, disse que a triagem na porta do hospital não poderia ser feita por um segurança. “A triagem feita não conseguiu determinar a necessidade de ele ser atendido de forma emergencial”.

Após 13 minutos na porta do INC, Luiz Cláudio foi atendido por paramédicos da prefeitura e por agentes da Defesa Civil, mas não resistiu. Segundo a reportagem, os indiciados foram procurados, mas não quiseram falar sobre o caso.

*Com informações do jornal O Globo.

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