Universidade Mackenzie e ABI realizaram seminário de jornalismo em São Paulo


23/09/2015


 

ABIvaiaescola

O mais novo projeto desenvolvido pela atual diretoria da ABI tem como principal objetivo promover e consolidar a aproximação da entidade com o universo dos estudantes e professores de jornalismo. Essa iniciativa visa rejuvenescer o quadro social da ABI com o ingresso dos que estão se preparando para entrar no mercado de trabalho.
A primeira parceria está sendo estabelecida com a Universidade Mackenzie de São Paulo. Nesse sentido, a ABI participou, como informamos em nossa edição anterior, de dois debates da Semana de Comunicação e Letras: Jornalismo no Cinema e O Repórter Ontem, Hoje e Amanhã.

O primeiro abordou desde o clássico americano “Cidadão Kane” ao brasileiro “Beijo no Asfalto” baseado na obra de Nelson Rodrigues.
O segundo, que discutiu o papel do repórter no jornalismo brasileiro, contou com a participação do presidente Domingos Meirelles e dos diretores Arcírio Gouvêa e Moura Reis, pela ABI; de Gabriel Prado, da Globo News; dos professores Denise Paiero, André Santoro e Daniel Dias. O estudante Luan Henrique participou da mesa. Os dois debates tiveram intensa participação dos estudantes, que lotaram os auditórios.

 

Papel do  repórter ontem, hoje e amanhã

A participação  em debates  da Semana de Comunicação e Letras da Universidade Mackenzie, em São Paulo, marcou o início da implantação do mais novo projeto da diretoria: “A ABI Vai à Escola”, que tem como  principal objetivo promover e  consolidar a aproximação da entidade com o universo brasileiro de alunos e professores de jornalismo.

Acompanhado de Arcírio Gouvea, diretor de Assistência Social, e de Moura Reis, da representação paulista, o presidente Domingos Meirelles destacou,  na mesa de debate, que  o olhar atento, sensibilidade e sorte são fatores importantes para se alcançar o alto padrão da boa reportagem.

O presidente da ABI considerou, para a plateia de estudantes no auditório da Escola Americana do Mackenzie,   as atuais dificuldades do mercado de trabalho dos jornalistas decorrentes de mais um processo de mudanças de  tecnologia que, a partir da internet,  afeta, em especial, a mídia impressa. Citou o impacto similar ocorrido no início dos anos de 1960, quando as coberturas ao vivo da televisão forçaram os veículos impressos à melhoria do padrão de qualidade. A grande reportagem revigorou-se e, com ela, o jornalismo.

Na mesa do debate, ao lado do repórter Gabriel Prado, da Globo News, do  professor André Santoro e do estudante  Luan Henrique, Arcírio Gouvêa e Moura Reis recordaram as redações nos tempos das barulhentas, hoje extintas, máquinas manuais e de telex como exemplos da evolução  tecnológica que conduziu  ao  aperfeiçoamento dos métodos de trabalho. Gabriel Prado, ex-aluno do Mackenzie , transmitiu aos futuros repórteres na plateia,  a importância da busca  permanente de  melhoria na produção de  conteúdos dos noticiários da televisão.

O presidente da ABI sugeriu novos debates  sobre o futuro do mercado de trabalho e informou que  estudos  produzidos, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, apontam caminhos novos para o exercício profissional.

Makeinse e ABIp

Gabriel Prado, Moura Reis, Arcírio Gouvêa e Domingos Meirelles

As duas faces do jornalismo no cinema

Herói  ou  bandido tem sido, pendularmente,  ao longo da história do cinema, o papel do jornalista como protagonista ou coadjuvante em filmes dos mais variados gêneros e qualidade.

De clássicos americanos da importância de Cidadão Kane, de Orson Wells, realizado  em 1940, e considerado um dos melhores da história, a O Homem  que Matou o Facínora, de John Ford,  lançado em 1962, o cinema tanto exalta quanto critica nosso universo profissional. Nesse contra campo se coloca em destaque o brasileiro Beijo no Asfalto, dirigido por Bruno Barreto em 1980, baseado na peça homônima de Nelson Rodrigues. O personagem do jornalista Amado Pinheiro, interpretado por Daniel Filho, tem lugar garantido na galeria dos vilões do cinema.

Esse diversificado panorama, que coloca os jornalistas em quilometragem não muito distante à dos policiais como personagens de filmes, foi tema de um dos debates  da Semana de Comunicação e Letras da Universidade Mackenzie, em São Paulo.

Pela ABI, o diretor da representação paulista, Moura Reis, participou da mesa ao lado do crítico Sérgio Rizo e do professor Vanderlei Dias de Souza. Seguida de perguntas dos alunos, os comentários da mesa incluíram o curta-metragem  “Maranhão 66”, dirigido por Glauber Rocha. Apresentado nos letreiros como reportagem, o curta  se tornou polêmico pelas circunstâncias da produção, contratada para exaltar em imagens o discurso de posse de José Sarney no Governo do Maranhão.

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