27 de setembro de 2022


O olhar sempre atento para imortalizar momentos


09/10/2006


Claudio Carneiro
11/10/2006

A lente de Wagner Reyes sempre aponta para as questões sociais e para o meio ambiente. A preocupação com estes temas é sua marca registrada. Com 45 anos de idade, 28 deles dedicados ao fotojornalismo, ele vive a fotografia a cada instante, de forma intensa. A cidade de Teresina é o território de atuação deste piauiense que já flagrou ali instantâneos que fazem a rotina das grandes cidades: violência, intolerância, poluição, desmandos e abandonos.

Ele é capaz de dizer — com precisão — quando começou a fotografar profissionalmente: foi no dia 29 de maio de 1978, quando ingressou no jornal O Dia, que circula em todo o estado. O equipamento, que classifica como precário, era uma máquina Pentax K-1000 e um flash Frata 100:
— Em 77 eu já fotografava para um jornal em Fortaleza, mas como frila.

No ano seguinte, recebeu o que considera um presente dos céus e a cobertura mais importante de sua vida:
— O Papa João Paulo II fazia sua primeira viagem ao Brasil e visitou diversas capitais. A do Piauí não estava no roteiro. De Belém, ele seguia para Fortaleza, mas teve de fazer um pouso em Teresina para reabastecimento. Ao saber disso, nossas autoridades foram ágeis. O Governador, o Prefeito e o Cardeal se uniram e pediram aos organizadores da excursão que o Papa descesse do avião e desse a bênção ao povo piauiense. Foi uma cobertura emocionante.

Logo o trabalho de Wagner Reyes foi ganhando consistência e reconhecimento. Já considerado um dos melhores repórteres-fotográficos de seu estado, ele foi, em 81, para o Jornal da Manhã, onde permaneceu até 88. No mesmo ano, transferiu-se para o Diário do Povo, onde trabalha até hoje.

Em 92, a seca no interior o levou a 400 quilômetros de distância da capital:
— Eu e o companheiro Orlando Portela passamos por maus pedaços e as mesmas dificuldades de um povo sofrido, com fome e sede. Tivemos de beber da mesma água que os animais. Foram dias difíceis. Contraímos verminoses.

Wagner acha que a fotografia é a leitura da imagem com os olhos e que ser fotógrafo é praticar essa leitura, imortalizando determinados momentos. Aos novos profissionais, diz que a fotografia digital banalizou a arte de fotografar e sugere que não abandonem a analógica — “é ela que forma os melhores repórteres fotográficos”. Embora reconheça que as inovações tecnológicas trouxeram mais agilidade, nem tudo, para ele, é avanço:
— A remessa imediata de fotos foi boa mesmo para os donos de meios de comunicação, mas diminuiu o campo de trabalho para o fotojornalista. O mercado foi invadido por digitais amadoras e pelo telefone celular com câmera. Qualquer um fotografa e se considera profissional.

Clique nas imagens para ampliá-las: 

“Esta foi 
uma ação de despejo…”

“No mesmo lugar, a seqüência…”

“Aqui vê-se 
o Poty invadido
…”

“Este lago foi tomado pelos…”

“Estes são assaltantes presos…”

“Outra vez
o Poty, 
um dos…”

“O Ibama desenvolve um…”

“Este é 
um ponto 
turístico do…”

“O delta 
do Parnaíba 
é um…”

“Nos 
períodos mais…”

“Este lago
é uma pequena…”

“Com o assoreamento dos rios…”

 

           

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