12 de agosto de 2022


Jornalista José Maria Rabelo morre em Belo Horizonte


29/12/2021


Fundador do semanário “Binômio”, Rabelo será velado na Casa dos Jornalistas, nesta quarta-feira (29/12)

O jornalista, escritor e editor José Maria Rabelo, fundador do jornal “Binômio”, morreu aos 93 anos, em Belo Horizonte, na madrugada desta quarta-feira (29). Ele estava internado havia um mês no Hospital Felício Rocho, na Região Centro-Sul, e sofreu falência múltipla de órgãos.

     Rabelo presidiu o Partido Democrático Trabalhista (PDT), em Minas Gerais, durante 18 anos, e foi vice-presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro, nos dois governos de Leonel Brizola (1983 a 1987 e 1991 a 1994).

     Ele também é autor dos livros “Binômio – O jornal que virou Minas de cabeça para baixo”, “Diáspora – Os longos caminho do exílio”, “Residência Provisória (poemas)”, “Belo Horizonte – Do arraial à metrópole – 300 anos de história” e “Cores e Luzes de Belo Horizonte”.

     Viúvo, Rabelo deixa seis filhos. O fotógrafo Fernando Rabelo lamentou a partida do pai nas redes sociais: “Obrigado, pai, pelos seus ensinamentos, que guiarão a minha vida. Te amaremos para sempre”, escreveu.

     A Casa do Jornalista de Minas Gerais também homenageou José Maria Rabelo: “Vá em paz, Zé Maria. Obrigada por toda coragem, lucidez, esperança e amor ao jornalismo. Um abraço especial dos jornalistas de Minas nos familiares e amigos. Força. Zé Maria Rabelo, presente!”

     O título do jornal era uma provocação ao então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitscheck (1951 a 1955), que, à época, lançou o plano “Binômio: Energia e Transporte”.

     Por suas atividades no jornalismo e na política, Rabelo foi exilado durante a ditadura militar, na Bolívia, onde atuou nos principais jornais de La Paz; no Chile, onde criou uma rede de livrarias especializada em ciências sociais; e na França. Em Paris, dirigiu uma livraria de línguas espanhola e portuguesa.

     Ao retornar para o Brasil, em 1979, assumiu a direção do semanário “O Pasquim” e da revista “Cadernos do Terceiro Mundo”, segundo informações do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais.

Informações do G1

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