18 de agosto de 2022


Jornais e revistas: assembleia aprova reajuste no Rio


16/12/2016


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Em uma votação apertada (73 a 54), os jornalistas de jornais e revistas do Rio aprovaram nesta quarta-feira (14/12), em assembleia, a proposta das empresas para a Convenção Coletiva de 2015 e 2016. Assim, os profissionais deste segmento terão seus salários reajustados em 12,48% (7,13% relativo a 2015 e 5% sobre 2016) a partir de janeiro de 2017.

A assembleia foi realizada em dois turnos: à tarde, no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, e, à noite, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ).

O reajuste aprovado vai trazer perda real de 6% no salário dos trabalhadores, já que a inflação acumulada nos últimos dois anos foi de 19,24%, de acordo com o Dieese. Os votos contrários à proposta patronal surpreenderam e mostraram que a categoria não está satisfeita com a resistência dos patrões nos acordos salariais – já que estão há dois anos sem firmar Convenção Coletiva.

As empresas deverão ainda pagar retroativos dos reajustes de 2015 e 2016 em modelos esquematizados para quem emprega mais ou menos de 200 jornalistas. Nas empresas com mais de 200 profissionais, o retroativo de 2015 será 7,13% desde fevereiro de 2015 – descontando as antecipações já pagas – a ser pago integralmente em fevereiro do ano que vem.  Para 2016, será calculado o retroativo de 5% entre fevereiro e novembro deste ano, que será pago em janeiro de 2017.

Nas empresas com menos de 200 jornalistas, a perda é maior. Para 2015, os profissionais vão receber apenas 40% do salário, e que ainda poderá ser parcelado em até cinco vezes a partir de janeiro de 2017. Já sobre 2016, esses trabalhadores terão os 5% calculados entre fevereiro e novembro deste ano e pagos em até cinco parcelas de janeiro de 2017 em diante.

Jornalistas que foram demitidos de empresas de jornais e revistas em 2015 e em 2016 também terão direito ao retroativo da convenção coletiva do período em que estiveram empregados.

Além de corrigir o salário, o percentual de 12,48% será aplicado às cláusulas de auxílio-creche, vale alimentação, vale-refeição, seguro de vida e auxílio-funeral. Para estes benefícios, porém, não haverá pagamento de retroativo.

A cláusula de participação nos resultados de 2016, mais conhecida nas redações como ‘abono’, prevê escalonamento de acordo com o número de jornalistas na empresa de 20%, com valor mínimo de R$ 539,94 e máximo de R$ 980,88, mais um adicional correspondente a 10% do salário, sendo os valores mínimo R$ 269,96 e máximo R$ 490,44. O pagamento poderá ser efetuado em, no máximo, duas parcelas até agosto de 2017.

A proposta dos patrões fixa ainda pisos salariais de R$ 1.600 para 2015 e R$ 1.680 para 2016, considerando a jornada legal de cinco horas. Os patrões foram intransigentes na manutenção desta cláusula, apesar das tentativas da direção do SJPMRJ de excluí-la da convenção coletiva.

Informações do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro

 

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