Festa da posse dificulta trabalho dos jornalistas


02/01/2019


Os jornalistas credenciados foram convocados a comparecerem ao CCBB ( Centro Cultural do Banco do Brasil ) às sete da manhã  de terça-feira para participarem da cobertura de solenidades que só começariam às três da tarde. Na ocasião,  foram informados das
restrições impostas ao seu trabalho, por determinação dos responsáveis pelo esquema de  segurança da cerimônia de posse. Em seguida, foram conduzidos em 13 ônibus para os diferentes locais do evento com instruções de  não se afastarem das áreas reservadas à imprensa. O fotógrafos foram alertados de que não deveriam fazer movimentos bruscos com seus equipamentos, diante do risco de serem confundidos com possíveis agressores, e serem alvejados por um sniper ( atiradores de elite do Exército ).

Jornalistas no chão do plenário do salão verde (Folhapress)

Os jornalistas foram também proibidos de circularem pelas ruas e impedidos de manter contato com o público. Haviam recomendações expressas de que não deveriam pular as cercas e tentar subir as rampa do Palácio pelo mesmo motivo: podiam ser confundidos com autores de um possível atentado contra o presidente e seus acompanhantes.

Ao chegarem ao Congresso e serem levados para o Salão Verde da Câmara, constataram que haviam retirado todas as cadeiras e poltronas, obrigando centenas de jornalistas a sentarem-se no chão. No Itamaraty , onde seria servido um coquetel às autoridades presentes, o ambiente era igualmente hostil à imprensa.  Era proibido entrevistar os convidados. Vários correspondentes estrangeiros retiraram-se em sinal de protesto.

 

 

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