7 de outubro de 2022


Eliana Losekann


08/03/2007


“Ser mulher é assumir novos desafios a cada dia. É conquistar espaços. Mas, acima de tudo, é vencer principalmente as barreiras do preconceito. No jornalismo, acredito que conquistamos muitas batalhas, garantimos nossos direitos de liberdade e expressão, mas há muito ainda para ser superado, há muitos paradigmas que precisam ser renovados, há pontos de vista que devem ser repensados e avaliados pela sociedade.

Na experiência que tive como repórter esportiva, acompanhei de perto e senti na pele o desdém, a falta de respeito dos próprios colegas de profissão que não aceitavam ver uma MULHER no campo, cobrindo uma partida de futebol. Será que nós mulheres não somos capazes?

A verdade é que a mulher está ocupando funções e cargos antes exercidos somente por homens, que durante milhares de anos trataram a figura feminina como um ser apenas frágil e sensível. Adjetivos que cabem à mulher, mas, com certeza, somos muito mais fortes do que se pensava, podemos assumir posição de líder porque sabemos dosar o bom senso. E é, por este motivo, que se nota a crescente presença feminina nas redações. A mulher tem o jogo de cintura, sabe lidar com todas, ou quase todas as situações, com inteligência, discernimento, confiança e paciência.

Hoje, muitas mulheres estão à frente de grandes veículos de comunicação, é a prova de que estamos ganhando espaço e reconhecimento, o trabalho está em fase de crescimento, amadurecimento… estamos num processo de consolidação no mercado de trabalho, para conquistar finalmente o respeito e o valor que merecemos. E eu luto por esta valorização todos os dias, sou apaixonada pelo que faço, amo o meu trabalho, a minha profissão… é uma rotina cansativa, não há fins de semana, o horário é sempre uma surpresa, mas definitivamente não consigo viver sem essa adrenalina da televisão, o corre-corre atrás da notícia. Todo o esforço e a dedicação valem a pena… pois nosso trabalho tem uma importante função social, temos a oportunidade de mudar e transformar o mundo, as palavras têm poder.

Ser Mulher-Jornalista é acima de tudo romper as barreiras, superar as limitações… É partir como guerreira, sem medo, com coragem e garra… com objetivos para saber onde se quer chegar!!! E o ponto de chegada é apenas o recomeço para novos sonhos…”  

Eliana Losekann — Repórter da TV RBS (Chapecó-SC) 

    

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