
A ABI, em parceria com o Arquivo Central, principal órgão do Sistema de Arquivos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (SIARQ/UFRJ), apresentou a exposição com parte do acervo da Divisão de Arquivo Permanente (DAP), constituído por processos administrativos referentes ao período da Ditadura Militar (1964-1985), considerado um dos momentos mais tenebrosos da história do Brasil contemporâneo.
Os documentos, dada a sua função de prova e testemunho, evidenciam fatos que envolvem unidades da então Universidade do Brasil – atual UFRJ, como também a participação efetiva de estudantes nas lutas e decisões em vista dos acontecimentos que comprometiam a liberdade assim como a autonomia da universidade. Destacam-se, neste cenário, a Faculdade Nacional de Direito (FND), a Escola Nacional de Engenharia (ENE) e, sobretudo, a Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi), onde se notam o engajamento e conflitos de seu corpo discente frente a questões políticas.
A exposição faz um breve retrato do contexto de época em âmbito universitário a partir de recortes documentais que constatam tanto o envolvimento quanto o descontentamento da comunidade acadêmica. Para complementar, registros presentes nos livros de atas do Conselho Universitário da UFRJ (CONSUNI) que agregam relatos em respeito à conjuntura conturbada daquele momento.
Nesta perspectiva, notabiliza-se a importância dos arquivos permanentes, ora conhecidos como arquivos históricos, que são primordiais para salvaguardar a história e a memória institucionais.
Ao promover esta exposição, a DAP cumpre seu papel não somente na preservação dos originais, mas também na disseminação e acesso à informação.
No lançamento da exposição, no dia 23/6, a ABI e a UFRJ convidaram o historiador Carlos Addor, o antropólogo José Sérgio Leite Lopes e Victoria Grabois, aluna da UFRJ à época, para uma roda de conversa que será comandada pelo jornalista Ricardo Moraes e a historiadora e arquivista Carolina Miotti.

Antes da Roda de Conversa foi feita a projeção do filme “Não tem água que apague esse fogo”, um documentário que resgata a história da resistência camponesa em defesa da democracia e da reforma agrária.
A exposição estará aberta para visitação de segunda à sexta-feira, 23/6 à 14/7/2026, das 10h às 17h.
Local: Hall do 9º andar da ABI
Rua Araújo Porto Alegre, 71 – Centro – Rio de Janeiro
🕙 Visitação de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, até 14 de julho.
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