12/09/2025
Foto: Reprodução
Com informações do SinJorba
O fotojornalista baiano, Anízio Carvalho, faleceu, na sexta-feira (12). Ele é considerado o profissional que exerceu por maior tempo a atividade no Brasil. Foram cerca de sessenta anos dedicados a arte da fotografia. Durante esse período Anízio registrou diversos momentos importantes para a história do Estado da Bahia e do Brasil. Anízio enfrentava uma série de problemas de saúde associados à idade longeva.
Em nome da categoria, o Sindicato dos Jornalistas no Estado da Bahia (Sinjorba) manifesta solidariedade à família e reforça que o legado de Anízio Carvalho se perpetuará pelas futuras gerações. “Não tive o privilégio de trabalhar com Anízio, mas conheço sua história. Quando cheguei à Bahia, ele já era uma lenda”, diz a presidente Fernanda Gama, para quem o nome do fotojornalista é uma referência de ética, profissionalismo e dignidade. A representação da Associação Brasileira de Imprensa na Bahia lamenta o seu falecimento e envia seu abraço solidário a todos os seus familiares e amigos.
Casado há quase 70 anos com dona Terezinha, Anízio teve com ela seis filhos: Iguatemi, Itamar, Juarez, Jussara, Jucivalda e Jucimara. De um relacionamento anterior, já era pai de Francisco – único dos descendentes que escolheu a fotografia como profissão.
Indicado por um amigo, passou a trabalhar na UDN (União Democrática Nacional) cobrindo a campanha do então candidato ao governo da Bahia Juracy Magalhães, que lhe prometeu a vaga de fotógrafo oficial do governo caso fosse eleito. Em 1959, com Juracy Magalhães assumindo o governo da Bahia, Anízio Carvalho foi efetivado no Serviço de Divulgação do Governo.
Em paralelo ao trabalho na eleição, Anízio começou a trabalhar como fotojornalista no Jornal da Bahia, onde ganhou reconhecimento internacional. Acompanhou e fotografou acontecimentos notáveis, tanto no Estado quanto no resto do país, como dois grandes incêndios que ocorreram na cidade de Salvador (no antigo Mercado Modelo e na Rua Chile) e a histórica visita da Rainha Elizabeth II, quando fez um registro informal não-autorizado da rainha britânica.