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Encontro com a imprensa internacional


23/06/2026


 

O crime organizado no Brasil deixou de ser um problema apenas de segurança pública e tornou-se um desafio de soberania nacional, economia e geopolítica. As facções brasileiras se internacionalizaram, operam como empresas transnacionais e movimentam cerca de 5% do PIB, segundo estimativas, infiltrando-se em setores estratégicos e no sistema financeiro.

A presença do crime na Amazônia e em centros como a Faria Lima evidencia que o fenômeno ultrapassa territórios periféricos. O debate internacional, especialmente nos EUA, sobre classificar facções como terroristas amplia riscos de sanções e interferência externa.

Por isso, o combate ao crime passa também por evitar enquadramentos que afetem o país. A segurança deixa de ser tema regional e assume caráter internacional.

O foco precisa ir além da repressão armada, priorizando inteligência e asfixia financeira. Cooperação internacional é essencial, mas deve preservar a autonomia brasileira.

O tema ganhará centralidade nas eleições de 2026. Segurança pública hoje é também política econômica e defesa nacional.

Direção: jornalista Sergio Caringi

AIE – Associação da Imprensa Estrangeira – www.aie.org.br

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