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Frei Betto denuncia agravamento do bloqueio norte-americano e reforça pedido de apoio ao povo cubano


O escritor e jornalista Frei Betto reforçou o pedido de apoio à campanha em solidariedade e ajuda ao povo cubano, diante do agravamento do criminoso bloqueio imposto pelo governo Trump. “O colapso da revolução cubana seria o colapso da nossa utopia, da nossa esperança, da nossa luta por um mundo melhor. Defender Cuba é defender os nossos ideais, a nossa convicção de que é possível, sim, um mundo sem opressores e oprimidos”, afirmou.

Veja aqui.

https://youtube.com/shorts/5VoQMDvt6CM?si=5xpjNKEcx9Ztpu0N

Por Fernanda Alcântara (MST), em Resumo Latino-Americano

Em Cuba, a saúde é um direito, mas o bloqueio criminoso dos EUA tenta transformá-la em um privilégio. Há mais de 60 anos, o povo cubano enfrenta o estrangulamento econômico imposto pelos Estados Unidos, que hoje se reflete na falta de medicamentos básicos em farmácias e hospitais. Em resposta, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se mobiliza em solidariedade e convoca a todos a participarem de uma campanha para salvar vidas: arrecadar fundos para comprar medicamentos para a ilha.

Atualmente, quase 70% dos medicamentos básicos estão em falta, o que significa que crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e câncer, correm risco de morte devido à falta de antibióticos, analgésicos e tratamentos essenciais.

Para Messilene Gorete, do Setor Internacionalista do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), esta campanha é uma forma de agradecer a Cuba por tudo o que ensinou ao mundo. “A Campanha de Solidariedade com Cuba é uma forma de retribuir toda a solidariedade internacionalista que Cuba nos demonstrou. Todos sabemos que Cuba sofre um bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e resiste há mais de 60 anos à tentativa de estrangular sua economia e seu povo”, afirma.

Mais do que um gesto humanitário, é uma denúncia política

É impossível discutir a falta de medicamentos sem apontar o culpado: o embargo econômico. Entre 2024 e 2025, essa política causou perdas de mais de US$ 7 bilhões para Cuba, impactando diretamente a compra de alimentos, energia e, claro, suprimentos médicos. Embora a legislação dos EUA permita exceções humanitárias, na prática, o medo de sanções faz com que poucas empresas vendam para a ilha.

A campanha, portanto, é também um grito de protesto. Messilene Gorete enfatiza que a solidariedade é uma ferramenta para romper o bloqueio e manter o debate vivo. “O objetivo desta campanha é manter vivo o debate sobre o que está acontecendo em Cuba, denunciando o bloqueio econômico, denunciando todas as consequências catastróficas para o povo e anunciando que, com solidariedade, outro mundo é possível”, explica ela.

Isso também reforça a necessidade de Cuba permanecer na lista de países patrocinadores do terrorismo. “É inaceitável que Cuba continue na lista de países terroristas. Cuba é um exemplo na educação e formação de seus cidadãos, sempre demonstrou solidariedade com outros povos e nos ensinou o verdadeiro significado da solidariedade internacionalista”, argumenta ele.

Cada doação se traduz em alívio e esperança. A campanha tem um objetivo claro: arrecadar fundos para comprar grandes quantidades de medicamentos e enviá-los diretamente ao sistema de saúde cubano. Messilene explica que a logística é gerenciada em diálogo direto com a população da ilha para garantir a eficácia da ajuda.

A lista de medicamentos a serem doados foi enviada pelo próprio Ministério da Saúde de Cuba, que detalhou as maiores necessidades e a escassez de medicamentos e suprimentos médicos. A doação terá um impacto significativo na saúde de homens e mulheres cubanos, explica o ministério.

E essa mobilização não tem prazo final, como afirma o líder do MST. “Nossa campanha não tem um objetivo fixo; o que sabemos é que, enquanto o bloqueio existir, continuaremos nosso trabalho de ajuda. Se conseguirmos enviar um contêiner de medicamentos, que salvará muitas vidas, precisaremos continuar nos mobilizando e demonstrando solidariedade a Cuba até o fim do bloqueio.”

Resista e apoie

Apoiar Cuba é, acima de tudo, fortalecer nossa própria luta por um mundo mais justo. A ilha, que mesmo sob ataque exporta médicos e solidariedade, é um farol de resistência para todos os povos da América Latina.

A mensagem do MST com essa mobilização é clara e contundente, como Messilene resume: “Se Cuba resistir, nos ajuda a resistir no Brasil. Se Cuba avançar, toda a América Latina avança com ela. Precisamos nos mobilizar e nos organizar juntos, defendendo Cuba, defendendo os direitos fundamentais, a saúde e o direito de sermos um povo livre e soberano.”

Cada doação, por menor que seja, é um ato de resistência contra o imperialismo e um gesto concreto de apoio à vida. Em cada medicamento que chega a um hospital cubano reside a força daqueles que acreditam que a solidariedade pode, de fato, derrubar muros e construir um futuro.

Como ajudar?

Cada contribuição, independentemente do valor, faz a diferença e traz alívio e esperança ao povo cubano. Sua solidariedade transcende fronteiras e ajuda a salvar vidas. 

Informações para doação (PIX):
CNPJ: 11.586.301/0001-65
Instituto Cultivar
Caixa Econômica Federal