31/03/2025
Em Focas, informativo de cobertura dos alunos da FCS
Foto: Bernardo Iglesias
Os alunos da disciplina de Radiojornalismo da Faculdade de Comunicação Social da Uerj marcaram presença no evento Mulheres e Meninas: Direitos, igualdade de gêneros e empoderamento, que ocorreu no dia 20 de março. A iniciativa foi da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e teve como lastro o Dia da Mulher ocorrido na semana anterior.
Esta foi a primeira atividade de cobertura de eventos realizada pelos estudantes, sendo a maioria do quarto semestre da graduação. Acompanhados pelo professor Andriolli Costa, os grupos foram divididos por pautas organizadas a partir da programação do evento.
Movimento usa arte como alerta sobre violência contra mulher
Por Bernardo Iglesias e Matheus Rogers, em Focas
“Parem de nos estuprar”, diz o cartaz em vermelho em cima do palco. Esta é apenas uma das várias palavras de ordem escritas e entoadas pelo Movimento OCA Viradouro no último 20 de março. A apresentação integrou a programação do evento “Mulheres e Meninas: Direitos, igualdade de gêneros e empoderamento”, organizado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
O grupo apresentou a intervenção artística intitulada “180 neles!” com intenção de denunciar e debater acerca do tema violência doméstica. A apresentação focou em estimular a denúncia desses casos por meio o da Central de Atendimento à Mulher, propondo que a sociedade tenha uma postura mais incisiva em relação a esses casos, afirmando que “em briga de marido e mulher, se mete a colher sim!”
Sob os gritos de “Lar de morador. Respeite!”, A Ocupação Cultural Artística do Viradouro é uma manifestação estética e cultural fundada no Complexo do Viradouro, em Niterói, e que surgiu como resposta à violência do Estado após uma ocupação policial iniciada em 2020.
Segundo Eleonah Gentil, uma das integrantes do movimento, o objetivo é “potencializar as artes de favela como ferramenta de enfrentamento ao extermínio da população negra” focando em uma linguagem simples para dialogar com a comunidade.
“A nossa arte atua, primeiro, na denúncia informando que há um canal de denúncia. Depois, entendendo quais são as políticas públicas que estão acessíveis, e vendo como elas podem alcançar o contexto de favela.”
Em levantamento feito pelo Instituto de Segurança Pública do Rio, quase 500 casos de feminicídio e tentativas foram registrados em 2024, representando um crescimento de 8% em relação ao ano de 2023.