O cartunista Ykenga lança “Casa Grande & Sem Sala” na ABI


19/11/2015


Ykenga com livro

O cartunista Ykenga, a Editora Nitpress e a Associação Brasileira de Imprensa convidam para o lançamento do livro “Casa Grande & Sem Sala” dia 24 de novembro de 2015, a partir das 19h, no 9º andar da ABI, na Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro do Rio. A noite de autógrafos conta com o apoio da Academia Brasileira da Cachaça e da Cachaçaria Magnífica.

Na sua obra, o chargista aborda temas como segregação, preconceito e discriminação, apresentados de forma sarcástica e bem humorada.

O nome do livro é uma referência ao livro do sociólogo Gilberto Freyre“Casa Grande e Senzala”. Um trocadilho para brincar com a palavra senzala e desconstruir “a falsa teoria da democracia racial” através do humor.

Capa-editora.inddA obra é uma coletânea de charges que ele criou ao longo do seu trabalho de militância no movimento negro e o livro do Gilberto Freyre é tido como base no estudo da formação social do Brasil. O cartunista defende a tese de que não existe democracia racial nem harmonia étnica no Brasil. Para ele, existe um racismo “muito duro” e velado no País. “O branco está sempre nas melhores condições e os negros estão nas piores estatísticas dos institutos de pesquisa. Meu livro é um contraponto a essa suposta democracia racial”, diz o cartunista.

Segundo Ykenga, muitas pessoas perguntam se ele o único cartunista negro. “Eu não gosto de dizer que sou o único chargista negro. Sou apenas mais um jornalista que trabalha em cima da questão racial, e há muitos, e bons. O principal espaço das charges é o veículo de comunicação impresso, não tem espaço nem para os brancos, quanto mais para os negros”, brinca Ykenga.

Casa Grande & Sem Sala

A trajetória dos negros no Brasil, desde a época do Descobrimento até os dias de hoje, é retratada com humor e fina ironia em dezenas de cartoons que compõem o livro, prefaciado pelo também chargista Chico Caruso. O sarcasmo dá o tom da crítica social presente nos desenhos de Ykenga, onde temas como escravidão, preconceito e injustiça são tratados sem rodeios.

Embora seja destinado ao público em geral, o livro desperta grande interesse dos adolescentes, tanto pelo apelo das ilustrações como pela empatia com a realidade social desenhada, o que o torna um bom instrumento paradidático na abordagem da temática afro-brasileira pelas escolas. Ykenga, como o chamava sua avó africana, foi o pseudônimo adotado por Bonifácio Rodrigues de Mattos, que vem publicando há vários anos os seus cartoons na imprensa carioca e fluminense.

Ykenga começou a carreira no semanário O Pasquim e passou por vários jornais, como O Dia, Última Hora, O Fluminense, entre outros. Atualmente atua no jornal Extra. Milita também desde os anos 80 no movimento negro, é diretor da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e membro da Academia Brasileira da Cachaça.

Clique nas imagens abaixo para ver a coletânea de charges:

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