USP avalia impacto da pandemia entre jornalistas


13/04/2020


Um dos mais importantes núcleos de pesquisa sobre o trabalho de jornalistas brasileiros lançou um novo estudo para avaliar o impacto da cobertura do novo coronavírus entre os profissionais ligados à comunicação. A ideia do projeto é entender melhor os processos laborais da categoria durante a pandemia da covid-19 e mostrar à sociedade a relevância desses profissionais em momentos tão cruciais.

O Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) funciona desde 2003 na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Coordenado pela professora Roseli Fígaro, o grupo reúne doutorandos, mestrandos e jovens pesquisadores de iniciação científica. O foco é estudar a imbricação entre a comunicação e o mundo do trabalho.

A pesquisa “Como trabalham os comunicadores em tempos de pandemia da covid-19” está sendo feita pela internet a partir de um questionário que pode ser respondido aqui. O público-alvo para o questionário é formado por uma gama ampla: jornalistas, relações públicas, publicitários, educomunicadores, gestores e técnicos que organizam e tratam a informação. Ou seja, “profissionais que estão no olho do furacão, ajudando a sociedade a enfrentar a crise pandêmica”.

Para Roseli Fígaro, um dos objetivos é encontrar procedimentos de segurança para os comunicadores e para a saúde deles.

“Nesses momentos, a informação é uma arma fundamental na defesa do cidadão, dos direitos e da própria vida. Nós estamos vivendo esse embate no cotidiano, no dia a dia. E o trabalho de qualidade do comunicador é fundamental. Para isso, o profissional tem que ter condições de trabalho e de saúde mental e física para poder desenvolver um bom trabalho”, declara.

Depois de concluída, a pesquisa será publicada por meio de artigos e compartilhada com associações e sindicatos, na tentativa de indicar possíveis políticas públicas para ajudar os profissionais.

“Tradicionalmente, o trabalho do comunicador é um trabalho de muito ritmo, intensidade e estresse. Nós temos como hipótese que, em situações como essa que estamos vivendo, esse estresse, essa intensidade de trabalho e essa tensão aumentam. Então, nós queremos saber como eles estão enfrentando essas dificuldades, que apoio têm e estão obtendo para o exercício do seu trabalho”, complementa Fígaro.

Exemplos de perguntas do estudo:

Os meios de trabalho (equipamentos, por exemplo) pertencem a você ou à instituição/organização/veículo para o qual você trabalha?

Qual é o seu principal medo nesta situação de pandemia?

Comente sobre as decisões tomadas pela organização em que você atua durante esse período, as decisões tomadas por você, suas angústias e expectativas, etc.

Você está trabalhando de forma remota, em home office? Ou parte home office e parte na empresa ou em cobertura externa?

Como você está se sentindo em relação ao ritmo de trabalho comparativamente em relação ao período antes da pandemia?

:: Leia também: Manual dá dicas para jornalistas e gestores de redação durante a pandemia ::

Fonte: ABRAJI

A Diretoria decidiu reabrir o prédio da ABI de 07/07/2020 até 10/07/2020 das 9h às 17h, apenas com serviço de portaria, ascensoristas e funcionários da limpeza, seguindo protocolos mínimos:

– Uso de máscaras;
– Termômetro digital para medir a temperatura dos usuários do prédio;
– Distanciamento de 1,5 metros na portaria entre as pessoas para subir no elevador;
– Os elevadores só poderão levar no máximo 2 pessoas e levarão passageiros do 4° ao 8° andar, o acesso ao 2° e 3° andar será feito pelas escadas;
– Os elevadores terão um recipiente de álcool gel para ser utilizado e serão desinfetados a cada 2 horas ;
– Não poderá haver aglomeração em nenhum andar.

Antero Luiz Martins da Cunha
Diretor Administrativo