27 de setembro de 2022


Dicas da semana: Trem do Samba, festivais de Cinema de Brasília, do Rio e Bienal do Livro


03/12/2021


Por Vera Perfeito, diretora de Cultura e Lazer da ABI.

 

Samba, livros, filmes e Homenagem a Zé Keti

estão em Dicas da semana

Samba não falta nesse final de semana: três palcos em Oswaldo Cruz com shows de Moacyr Luz e muitos sambistas, festejando o Dia Nacional do Samba, que foi ontem. Zé Keti recebe a Medalha Tiradentes “pos mortem,”  mesas com temas jornalísticos com Míriam Leitão e lançamentos de livros fazem a festa da Bienal enquanto filmes ótimos, presencialmente, estão no Festival do Rio de cinema. No Festival de Brasília são exibidos on line. Aqui, tem muito para se divertir. Boa semana e sem gripe que está pegando os cariocas!

NA ABI

Segunda-feira

19h30 – ABI EsportesO programa vai ao ar pelo canal da ABI no Youtube – bit.ly/3uZn84f.A pauta é Futebolização, a preferência do jovem torcedor por clubes midiáticos. Identidades Torcedoras da Juventude Pós-Moderna e o livro do jornalista Rodrigp Koch que ajuda você a entender o fenômeno da preferência de crianças e jovens torcedores por clubes como Barcelona, Paris St Germain e Real Madrid. Torcedor do Internacional e morando em Balência, na Espanha,onde aprofunda seus estudos sobre futebolização, Rodrigo Koch, participa do ABI Esporte.

Terça-feira

19h30 – O Cineclube Macunaíma exibe hoje o último filme da Mostra Silvio TendlerA Alma imoral, a partir das 10h e até segunda-feira no canal da Caliban do YouTube. O documentário reflete sobre os conceitos de corpo e alma, tradição e transcendência, obediência e ruptura, através do livro “A Alma Imoral”, publicado pelo rabino Nilton Bonder. Vamos estabelecer pontes entre histórias de personagens da Bíblia que romperam com as tradições em busca de uma nova ordem – como Eva, Abraão, Moisés – e transgressores do nosso tempo em vários campos, como comportamento, ciência, política. No documentário, há israelenses que lutam pela paz ao lado de palestinos, rabinos gays, cientistas que defendem teorias controversas, entre outras histórias que expandem as fronteiras da nossa consciência e produzem a possibilidade de evolução. Às 19h30, haverá debate com Silvio Tendler, o rabino Nilton Bonder,  o editor do filme Ricardo Moreira e a atriz Clarice Niskier que protagoniza a peça teatroa desde 2006. Assista o filme e o debate pelo canal da ABI do YouTube.

Quinta-feira

19h30 –  Rumos do Jornalismo com apresentação da jornalista Andrea Penna, diretora de Jornalismo da ABI.  Pelo canal da Associação Brasileira de Imprensa do YouTube.

 

FESTIVAIS DE FILMES

– A 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) será realizada entre os dias 7 e 14 de dezembro, fazendo uma reflexão sobre a produção audiovisual depois de quase dois anos de pandemia  e embala a edição 2021 que aborda tema ‘O cinema do futuro e o futuro do cinema’.

Com esse tema o Festival de Brasília 2021 pretende debater a desigualdade social e as perspectivas para o setor audiovisual após quase dois anos do início da pandemia de Covid-19. “Nesse ano, temos essa reflexão ampliada. Vamos discutir temas como cinema em tempos remotos, linguagem híbrida e relação com plataformas”, conta Silvio Tendler, curador do festival. Setenta por cento dos filmes selecionados são ficções e o público poderá assistir de graça.

A edição deste ano será, mais uma vez, em formato virtual: os longas da mostra nacional competitiva serão exibidos às 23h30, no Canal Brasil, enquanto os curtas estarão disponíveis na plataforma InnSaei.TV – de graça. Setenta por cento dos filmes selecionados são ficções, vindas de 11 estados brasileiros. Dentre os 985 filmes inscritosseis longas e 12 curtas foram escolhidos para a Mostra Competitiva Nacional. A seleção de longas traz quatro ficções e dois documentários da Bahia, do Distrito Federal, de Goiás, de Minas Gerais, de São Paulo e do Rio de Janeiro. No final, serão escolhidos seis longas-metragens e doze curtas-metragens para a mostra competitiva, e quatro longas-metragens e oito longas-metragens para a mostra Brasília. Longas da Mostra Competitiva: ‘Alice dos Anjos’ (BA), de Daniel Leite Almeida; ‘Lavra’ (MG), de Lucas Bambozzi; ‘Acaso’ (DF), de Luis Jungmann. ‘ Girafa,Ela e eu’ (SP), de Gustavo Rosa de Moura. ‘De onde viemos, para onde vamos’ (GO), de Rochane Torres e ‘Saudade do Futuro’ (RJ), de Anna Azevedo.

Entre os curtas nacionais, são nove ficções e três documentários. Cinco produções de São Paulo e duas do Distrito Federal, sendo as demais da Paraíba, do Amazonas, do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Pernambuco.

Confira a lista de curtas da Mostra Competitiva: ‘Ocupagem’ (SP), de Joel Pizzini, ‘Terra Nova’ (AM), de Diego Bauer, ‘Filhos da Periferia’ (DF), de Arthur Gonzaga, ‘Chão de Fábrica’ (SP), de Nika Kopko, ‘Deus me Livre’ (PR), de Carlos Henrique de Oliveira e Luis Ansorena, ‘Adão, Eva e o Fruto Proibido’ (PB), de R.B. Lima, ‘Como respirar fora d’água’ (SP), de Júlia Fávero e Victoria Negreiros e ‘Cantareira’ (SP), de Rodrigo Ribeyro’Sayonara’ (SP), de Chris Tex, ‘Era uma vez… Uma princesa’ (RS), de Lisiane Cohen e ‘Da boca da noite à barra do dia’ (PE), de Tiago Delácio

‘N.F. Trade’ (DF), de Thiago Foresti.

Filmes selecionados para a Mostra Brasília

Segundo a comissão do festival, os títulos que integram a Mostra Brasília

Entre os curtas que competem na Mostra Brasília estão quatro ficções e quatro documentários: ‘Tempo de Derruba’, de Gabriela Daldegan ‘Tinhosa’, de Rafael Cardim Bernardes, ‘Filhos da Periferia’, de Arthur Gonzaga (selecionado também para a mostra nacional),

‘Cavalo Marinho’, de Gustavo Serrate, ‘Benevolentes’, de Thiago Nune, ‘Ele tem saudade’, de João Campos, ‘A Casa do Caminho’, de Renan Montenegro, ‘Vírus’, de Larissa Mauro e Joy Ballard.

Os longas selecionados para a mostra local são:

‘Mestre de Cena’ (documentário): de João Inácio, ‘Acaso’ (ficção): de Luis Jungmann Girafa (selecionado também para a mostra nacional), ‘Noctiluzes’ (ficção): de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório e ‘Advento de Maria’ (ficção): de Vinícius Machado.

Como assistir

O público poderá assistir a todos os filmes do 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro gratuitamente na plataforma InnSaei.TV (horários a consultar no site do festival). Os longas da Mostra Competitiva Nacional também serão exibidos diariamente no Canal Brasil, às 23h30.

Na sequência, à 1h30, o mesmo longa estreia na plataforma, ficando disponível até às 23h29 do mesmo dia. O Júri Popular – que escolhe os melhores – também vai votar pela mesma plataforma. De acordo com a organização do festival, o campo de votação aparecerá logo após a exibição do filme na íntegra.

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 FESTIVAL DO RIO 2021 – de 9 (quinta-feira) a 19 de dezembro o festival volta aos cinemas. Haverá mostras competitivas e mostras paralelas da Première Brasil 2021 do Festival do Rio, com produções de diretores novos e consagrados de todo o país. As mostras competitivas reúnem filmes de ficção e documentários, longas e curtas. Na programação da Première Brasil, também estão os filmes Hors Concours, a competitiva de novas linguagens, Première Brasil Novos Rumos, e a Première Brasil Especial com grandes homenagens a filmes clássicos e grandes nomes do cinema. Este ano a mostra “O estado das coisas” reúne produções que apontam e discutem questões contemporâneas de grande relevância sob diversas óticas e diferentes formas narrativas.

A seleção deste ano mostra um cinema brasileiro forte, pleno de reflexão e, apesar das batalhas diárias, pronto pra resgatar um lugar junto ao público. O lema este ano é “ganhe duas horas de vida e vá ao cinema ver o mundo”.Os filmes selecionados para a Première Brasil 2021 são: Première Brasil – competição Longa ficçãoA viagem de Pedro, de Laís Bodanzky, Casa Vazia, de Giovani Borba, Cora, de Gustavo Rosa de Moura e Matias Mariani, Medusa, de Anita Rocha da Silveira, Medida Provisória, de Lázaro Ramos, Meu Tio José, de Ducca Rios, Mundo Novo, de Alvaro Campos,O pai da Rita, de Joel Zito Araújo, O livro dos prazeres, de Marcela Lordy, Sol, de Lô Politi.

Première Brasil – competição Longa documentárioBR Trans, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, Cafí, de Lírio Ferreira e Natara Ney

Manguebit, de Jura Capela, O melhor lugar do mundo é agora, de Caco Ciocler, Rolê – Histórias de Rolezinhos, de Vladimir Seixas e Uma baía, de Murilo Salles.

Première Brasil – NOVOS RUMOS competição LongasBarragem, de Eduardo Ades, Diário de Viagem, de Paula Kim, Os Grandes Vulcões, de Fernando Kinas e Thiago B. Mendonça, Os Dragões, de Gustavo Spolidoro, Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira, O Dia da Posse, de Allan Ribeiro, Rio Doce, de Fellipe Fernandes.

Première Brasil – competição curtas: Colmeia, de Maurício Chades (GO), Da janela vejo o mundo, de Ana Catarina Lugarini (PR), Depois quando, de Johnny Massaro (RJ), Fim do dia, de Rafael Raposo (RJ) e

Jamary, de Begê Muniz (AM), Masar – caminhos à mesa, de Amina Nogueira e Ana Sanz (RJ), Modelo vídeo, de Leonardo Lacca (PE), O Nascimento de Helena, de Rodrigo Almeida (RN), Quando o tempo de lembrar bastou, de Felipe Quadra (RJ), Solitude, de Tami Martins e Aron Miranda (AP), Tecido, sigilo de Lucílio Jota (RJ), Tereza Joséfa de Jesus, de Samuel Costa (RJ), VIVXS!, de Claudia Schapira, Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann (SP).

Première Brasil NOVOS RUMOS – competição curtas: Centelha, de Renato Vallone (RJ), Chão de fábrica, de Nina Kopko (SP), Ibeji Ibeji, de Victor Rodrigues (RJ), Lina, de Melise Fremiot (RJ), O fundo dos nossos corações, de Letícia Leão (RJ), Okofá, de Daniela Caprine, Mariana Bispo, Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues e Thamires Case (SP), Meu coração já não aguenta mais, de Fabrício Brambatti (SP) e Uma paciência selvagem me trouxe até aqui, de Érika Sarmet (RJ)

 

Première Brasil HORS CONCOURS longas: Alemão 2, de José Eduardo Belmonte, A suspeita, de Pedro Peregrino, Capitu e o capítulo, de Júlio Bressane, Eduardo e Mônica, René Sampaio, Ela e eu, de Gustavo Rosa de Moura,Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz,

Meu álbum de amores, de Rafael Gomes, O Circo voltou, de Paulo Caldas, Papai é Pop, de Caíto Ortiz, Turma da Mônica 2: lições, de Daniel Rezende.

Première Brasil HORS CONCOURS curtasAto, de Bárbara Paz, Romance, de Karine Telles

 

Première Brasil ESPECIALDona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto, Chico Mario – A Melodia da Liberdade, de Silvio Tendler que ninguém me tira para dançar, de Ana Maria Magalhães, Nelson filma o Rio, de Luiz Carlos Lacerda, Tempo Ruy, de Adilson Mendes, Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas e Ziraldo – Era Uma Vez um Menino, de Fabrizia Pinto.

Première Brasil – O ESTADO DAS COISASAmerican Thief, Miguel Silveira, Antígona 442 A.C, de Maurício Farias, Nuhu Mu Yõg HãmEssa Terra é Nossa, de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero, Saudade do futuro, de Anna Azevedo, Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles, The Last Election and Other Love Stories, de Miguel Silveira e Você não sabia de mim, de Alan Minas

Mais informações sobre a Première Brasil 2021 no site do Festival do Rio.

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– XINGU 60 anos – a Mostra Ecofalante de Cinema preparou o especial Xingu 60 Anos, que marca as seis décadas de existência do Parque Indígena do Xingu, com 31 filmes realizados de 1932 a 2021, assinadas por Aurélio Michiles, Mari Corrêa, Maureen Bisilliat, Paula Gaitán, Vincent Carelli, Washington Novaes, Jesco von Puttkamer, e uma nova geração de cineastas indígenas representada por Takumã Kuikuro e Kamikia KisêdjêA mostra acontece até domingo, online e gratuita para todo Brasil.

Até hoje inédito comercialmente no Brasil, “Uaka” (1988) documenta delicadamente o universo e os movimentos de um dos rituais mais famosos dos povos indígenas xinguanos, o Kuarup, obra de estreia na direção de longas da premiada diretora Paula Gaitán, viúva do cineasta Glauber Rocha. Produções pioneiras como Ao Redor do Brasil” (1932), do major Luiz Thomaz Reis, acompanhando diferentes episódios do projeto militar-científico-civilizatório conhecido como Comissão Rondon “Kuarup”, do fotógrafo e cineasta alemão Heinz Forthmann; o diretor Jesco von Puttkamer, considerado um dos precursores da antropologia visual no Brasil, tem na programação três títulos, um deles inédito no Brasil: “O Destino das Mulheres Amazonas” (1960), sobre a lenda das amazonas e como essas mulheres e seus costumes podem ter sobrevivido em outras tribos da região.

Além dos filmes, a programação conta com importantíssimos debates com o objetivo de conhecer e entender melhor o Parque Indígena do Xingu com participações de André Villas-Bôas (antropólogo e secretário executivo do ISA – Instituto Socioambiental), Maiware Kaiabi (líder do povo Kaiabi),  Mekaron Txucarramãe (líder Kayapó e primeiro indígena a se tornar diretor do PIX), Vincent Carelli (indigenista, documentarista e fundador do projeto Vídeo nas Aldeias) e Watatakalu Yawalapiti (liderança das mulheres indígenas do Alto Xingu), entre outros. Os filmes e demais atividades podem ser acessados gratuitamente através do site do evento [https://www.ecofalante.org.br/], sendo parceira a plataforma Cultura em Casa [https://culturaemcasa.com.br/].

Raoni – Coprodução de 1978 entre a França, Brasil e Bélgica, foi indicado ao Oscar de melhor documentário (em sua versão norte-americana, com locução de Marlon Brando). Na versão brasileira, com a voz de Paulo César Pereio, conquistou quatro premiações no Festival de Gramado, incluindo a de melhor filme. É esta a versão exibida na mostra. A obra acompanha a luta do cacique Raoni pela preservação do Parque Nacional do Xingu, ameaçado por grileiros, caçadores e madeireiras. O longa-metragem foi filmado clandestinamente no Parque Nacional do Xingu no princípio de 1975, durante a ditadura militar brasileira. A direção é assinada pelo cineasta e escritor belga Jean-Pierre Dutilleux (de “Amazon Forever” e “Une Histoire Amazonienne”) e pelo fotógrafo e montador brasileiro Luiz Carlos Saldanha. Na mostra, o filme é exibido em cópia recentemente digitalizada em resolução 4K, que oferece a maior qualidade de imagem. 

Xingu/Terra” (1981), da fotógrafa Maureen Bisilliat, que foi parceira dos irmãos Villas-Bôas, a programação exibe um retrato do cotidiano de uma aldeia do grupo indígena Mehinaku, no Alto Xingu, contemplado com dupla premiação no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.  Plantação, pesca, cerâmica, a preparação da tinta de urucum, a modelagem da cerâmica doméstica, o relacionamento entre pais e filhos e o cerimonial de casamento são alguns dos aspectos abordados na obra. Inglesa radicada no Brasil, Bisilliat fez uma série de viagens ao Xingu, tendo lançado em 1979, em coautoria com os irmãos Cláudio e Orlando Villas-Bôas, o livro “Xingu: Território Tribal”. Segundo especialistas, ela desenvolveu um dos mais sólidos trabalhos de investigação fotográfica, focalizando temas como os sertanejos e indígenas.

Em “O Brasil Grande e os Índios Gigantes” (1995), o cineasta Aurélio Michiles (dos longas-metragens “O Cineasta da Selva” e “Tudo por Amor ao Cinema”) narra a saga da tribo Krenakarore (também conhecidos como Panará) e retrata a violenta mudança no destino dos indígenas após seu contato com os homens brancos. A obra inclui depoimentos do antropólogo Darcy Ribeiro e do economista Roberto Campos. Participam ainda os sertanistas Orlando e Cláudio Villas-Bôas, os primeiros brancos a entrarem em contato com os Krenakarore. O filme é uma produção do ISA – Instituto Socioambiental.

“Uaka” (1988) é até hoje inédito comercialmente no Brasil, documenta delicadamente o universo e os movimentos de um dos rituais mais famosos dos povos indígenas xinguanos, o Kuarup. Premiado no Festival de Amiens (França), a obra marcou a estreia na direção de longas-metragens de Paula Gaitán, realizadora homenageada em 2021 pela Mostra de Cinema de Tiradentes. Viúva do cineasta Glauber Rocha, Gaitán dirigiu longas como “Diário de Sintra” e “Exilados do Vulcão” – este último vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

“Coração do Brasil” (2012) – dirigido por Daniel Solá Santiago (de “Família Alcântara”) e exibido no festival É Tudo Verdade, “Coração do Brasil” (2012) reúne três integrantes da expedição que demarcou o centro geográfico do Brasil em 1958 – o explorador Sérgio Vahia de Abreu, o documentarista Adrian Cowell e o cacique Raoni. Eles revisitam aldeias, reencontrando personagens e verificando a condição dos indígenas passados 50 anos da criação do Parque Indígena do Xingu.

O Último Kuarup Branco (2008) – curta-metragista e documentarista premiado em festivais como Havana e Brasília, o cineasta Nilson Villas-Bôas promove em uma reavaliação do Parque Indígena do Xingu após 50 anos de sua criação. Na obra, os indígenas mais velhos ainda não esqueceram as terras originais, que deixaram para trás, e alguns querem voltar às suas antigas origens.

 “Contato com uma Tribo Hostil” (1965) documenta os primeiros contatos dos irmãos Villas-Boas com os indígenas Txicão (Ikpeng) em 1965; “Incidente no Mato Grosso” (1965), por sua vez, focaliza a transferência do grupo indígena Kaiabi para o Parque do Xingu. Está programado ainda “Bubula, o Cara Vermelha” (1999), documentário sobre Jesco von Puttkamer dirigido por Luiz Eduardo Jorge, que narra sua trajetória histórica durante quatro décadas e foi premiado no Festival de Brasília e no Cine-PE | Festival Audiovisual (Recife), entre outros eventos.

Grande homenageado na terceira edição da Mostra Ecofalante de Cinema, em 2014, Washington Novaes (1934-2020) foi um jornalista que tratou com especial destaque os temas de meio ambiente e culturas indígenas. Em “Xingu – Terra Ameaçada”, série de 2007, cujo primeiro episódio é exibido na mostra, ele revisita a região do Xingu, na qual havia realizado outra série documental, “Xingu – Terra Mágica”, na década de 1980, e encontra os mesmos grupos indígenas anteriormente retratados, só que agora sofrendo com a pressão do desenvolvimento econômico.

Xingu 60 Anos exibe seis produções do Vídeo nas Aldeias, projeto criado em 1986 que utiliza recursos audiovisuais para fortificar a identidade dos povos indígenas e sua cultura. O grande destaque é “Itão Kue-gü – As Hiper Mulheres” (2011), dirigido por Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro. A obra venceu o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, foi premiada no FICA – Festival Internacional de Cinema Ambiental (Goiás) e nos festivais de Brasília e Gramado, além de ter sido selecionado para eventos internacionais prestigiosos, como os festivais de Roterdã, Bafici-Buenos Aires e World Cinema de Amsterdã. O longa focaliza o maior ritual feminino da região do Alto Xingu.

Também oriundos do mesmo projeto são “Kiarãsâ Yõ Sâty – O Amendoim da Cutia” (2005, eleito melhor documentário na Jornada Internacional de Cinema da Bahia e no forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte), de Paturi Panará e Komoi Panará, sobre a colheita do amendoim e o cotidiano em uma aldeia Panará; “Imbé Gikegü – Cheiro de Pequi” (2006), de Takumã Kuikuro e Maricá Kuikuro, que explica, com muito humor, porque o pequi tem cheiro forte, segundo a lenda Kuikuro; e “Kîsêdjê ro Sujareni – Os Kisêdjê Contam a Sua História” (2011), de Kamikia Kisêdjê e Whinti Suyá, reunindo narrativas sobre os primeiros contatos com o homem branco e a história recente do povo Kîsêdjê.

Codirigido por Mari Corrêa – que tem outros três filmes no evento – e Vincent Carelli (dos longas “Corumbiara” e “Martírio”), “De Volta à Terra Boa” (2008) narra a trajetória do grupo indígena Panará, do desterro ao reencontro com seu território original. A narrativa parte do primeiro contato com o homem branco, em 1973, passa pelo exílio no Parque Indígena do Xingu e chega até a luta e reconquista da posse de suas terras. A produção venceu dois prêmios na Mostra Internacional do Filme Etnográfico (Rio de Janeiro).

Da cineasta Mari Corrêa, a programação apresenta outras três realizações. “Pïrínop: Meu Primeiro Contato” (2007, codirigido com Karané Ikpeng) traz as lembranças do primeiro contato dos indígenas Ikpeng com o homem branco, o exílio, a terra abandonada, o desejo e a luta pelo retorno. Já “O Corpo e os Espíritos” (1996) relata o encontro entre duas visões opostas da saúde, com médicos e pajés tentando conciliar medicina moderna e xamanismo. Por sua vez, “Para Onde Foram as Andorinhas?” (2015) alerta sobre as mudanças climáticas e o crescente calor, que prejudicam as árvores, queimam a floresta, calam as cigarras e estragam os frutos da roça. O filme, co-realizado com o ISA, foi exibido na Conferência do Clima em Paris (COP 21).

Também integra a programação o filme “Yarang Mamin” (2019), uma corealização do Instituto Catitu e do Instituto Socioambiental (ISA) dirigida pelo cineasta Kamatxi Ikpeng. O documentário retrata o dia a dia de mulheres que formaram um movimento para coletar sementes florestais, um trabalho que possibilitou o plantio de cerca de 1 milhão de árvores nas bacias do Rio Xingu e Araguaia.

Do cineasta Takumã Kuikuro, codiretor de “Itão Kue-gü – As Hiper Mulheres” e “Imbé Gikegü – Cheiro de Pequi”, o evento promove a estreia de dois trabalhos inéditos. “Kukuho – Canto Vivo Wauja” (2021) focaliza um músico, contador de histórias e líder da comunidade Waujá do Xingu que tenta preservar e compartilhar a música tradicional do seu povo. “Território Pequi” (2021) mostra como o pequi se tornou símbolo de vasto patrimônio cultural e genético. Membro da aldeia indígena Kuikuro e atualmente vivendo na aldeia Ipatse, no Parque Indígena do Xingu, Takumã Kuikuro recebeu em 2017 o prêmio honorário Bolsista da Queen Mary University of London. Foi, em 2019, o primeiro jurado indígena do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Outros três filmes são dirigidos ou codirigidos pelo cineasta Kamikia Kisêdjê. “A Última Volta do Xingu” (2015, de Kamikia Kisêdjê e Wallace Nogueira) expõe os arrasadores impactos socioambientais da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte sobre os povos da Volta Grande do rio Xingu. Vencedor de menção honrosa na Mostra Ecofalante de Cinema, “Topawa” (2019, de Kamikia Kisêdjê e Simone Giovine) traz depoimentos de mulheres da Terra Indígena Apyterewa sobre os primeiros contatos com os homens brancos, enquanto confeccionam redes e cestas a partir da palmeira de tucum. “Wotko e Kokotxi, Uma História Tapayuna” (2010, de Kamikia Kisêdjê) conta a trágica história do povo Tapayuna, que, durante décadas, combateu a invasão de suas terras. No final dos anos 1950, com a intensificação da exploração da borracha na região, alguns brancos deram a eles carne envenenada, fazendo com que grande parte do grupo morresse. O filme aborda também o ressurgimento desse povo Tapayuna, com narração por um casal sobrevivente.

Já “A História da Cutia e do Macaco” (2012) é assinado por mulheres cineastas indígenas – Wisio Kayabi e Coletivo das Cineastas Xinguanas. A obra é baseada em uma história tradicional do povo Kawaiweté.

A programação de filmes completa-se com três títulos recentes. “O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels” (2020), de Tiago Carvalho, reúne imagens inéditas do acervo do médico sanitarista Noel Nutels (1913-1973), que percorreu o Brasil tratando da saúde de indígenas, ribeirinhos e sertanejos, nunca deixando de registrar essas experiências com uma câmera de cinema. Multipremiada, a obra foi vencedora do prêmio de público de melhor documentário, menção especial do júri e prêmio dos estudantes no Festival de Biarritz.

“Olhares Cruzados – Parque Indígena do Xingu 50 Anos” (2011), de João Pavese, tem como fio condutor depoimentos de indígenas e não indígenas sobre a história, dilemas e desafios da consagrada terra indígena, situada no coração do Brasil. Já em “O Segundo Encontro” (2019), a cineasta Veronique Ballot recupera os passos de seu pai, o repórter-fotográfico Henri Ballot, que integrou a expedição dos irmãos Villas-Bôas na qual se deu o primeiro contato entre homens brancos e indígenas Metuktire, no norte de Mato Grosso.

Debates: com o objetivo de conhecer e entender melhor o Parque Indígena do Xingu – em que circunstâncias ele foi criado, o impacto da criação da primeira grande Terra Indígena demarcada pelo governo federal e os desafios que enfrenta – Xingu 60 Anos organizou três debates

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– FESTIVAL VARILUZ DO CINEMA FRANCÊS

Debates

Lagoon, Rio Design Barra, Cinesystem Américas Shopping, Espaço Itaú de Cinema Botafogo, Estação Botafogo, Estação Net Gávea e Estação Net Rio. E ainda no Espaço ao ar livre do Parque Lage.  Acompanhe a programação pelo site do festivalvariluxcinefrances.com.

3/12 – 18:45 – Um conto de amor e desejo – Leyla Bouzid. Com: Sami Outalbali, Zbeida Belhajamor, Diong-Keba Tacu. Ahmed, 18 anos, é francês de origem argelina. Cresceu nos subúrbios parisienses. Nas bancadas da universidade, ele conhece Farah, uma jovem tunisiana cheia de energia que acaba de chegar de Túnis. Ao descobrir uma coletânea de literatura árabe sensual e erótica da qual ele nunca soube, Ahmed apaixona-se perdidamente por esta jovem e, apesar de literalmente inundado de desejo, ele vai tentar resistir.Selecionado para a Semana da Crítica de Cannes 2021 e Prêmio de melhor filme no Festival du film francophone d’Angoulême 2021.

21:15 – Ilusões perdidas – Xavier Giannoli. Com: Benjamin Voisin, Cécile de France, Vincent Lacoste. Lucien é um jovem poeta desconhecido da França do século XIX. Ele tem grandes esperanças e quer escolher seu destino. Ele larga a gráfica de sua província natal para tentar a sorte em Paris, nos braços de sua protetora. Logo deixado por conta própria na fabulosa vila, o jovem rapaz vai descobrir os bastidores de um mundo condenado à lei do lucro e das falsidades. Uma comédia humana na qual tudo se compra e se vende. Indicado para o Leão de Ouro e outras duas categorias no Festival de Veneza

4/12 – 18:45 – A travessia – Florence Miailhe. Com: Emilie Lan Dürr, Florence Miailhe, Maxime Gémin. Uma aldeia saqueada, uma família em fuga e duas crianças perdidas nos caminhos do exílio… Kyona e Adriel tentam escapar daqueles que os perseguem para chegar a um país com um regime mais brando. Durante uma jornada que os levará da infância à adolescência, eles passarão por muitas provações envoltas em um misto de fantasia e realidade para chegar ao seu destino.Menção do júri do Festival Internacional du Film d’animation d’Annecy.

21h – Mentes extraordinárias (Reprise)

5/12 – 18h45 – Caixa preta  (Reprise)

21:45 –  Tralala (Reprise)

6/12 – 18:45 – Está tudo bem (Reprise)

21:30 – Madrugada em Paris – Elie Wajeman. Com: Vincent Macaigne, Sara Giraudeau, Pio Marmai. Mikaël é um médico noturno. Ele cuida de pacientes de bairros vulneráveis, mas também daqueles que ninguém quer ver: os viciados. Dividido entre a mulher e a amante e arrastado pelo primo farmacêutico para um perigoso esquema de receitas falsas, sua vida se torna um caos. Mikaël não tem escolha: esta noite, ele deve decidir seu destino. Seleção Oficial do Festival de Cannes 2021

7/12 – 18:45 – O Magnífico – Philippe de Broca (1973). Com: Jean-Paul Belmondo, Jaqueline Bisset, Vittorio Caprioli, Jean Lefebvre. François é um escritor de romances de espionagem, cuja figura principal é Bob Saint Clair, um espião muito esperto, inteligente e sedutor. Sua obra desperta o interesse acadêmico de Christiane, uma estudante inglesa de sociologia. Aos poucos, o estudo e o relacionamento entre eles começam a se confundir com trechos do novo livro do escritor.

21:15 – Pequena lição de amor –  Eve Deboise. Com: Laetitia Dosch, Pierre Deladonchamps, Lorette Nyssen. Uma jovem se abriga num café para escapar da chuva. Lá, encontra provas de matemática esquecidas e uma inquietante carta de amor.

8/12 – 18:45 – Ilusões perdidas (Reprise)

22:25 – Um conto de amor e desejo (Reprise)

NO PARQUE LAGE

Na tenda armada no local com tela gigante desde ontem recebe as produções do Festival. Haverá duas ou três sessões todas as noite, até o o dia 8 (quinta-feira próxima), quando o festival termina. Preço:R$ 30 (inteira). Confira a programação completa no site do festival: www.variluxcinefrances.com

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FILMES

Nelson Freire (2003) – de João Moreira Salles. Documentário sobre o pianista brasileiro de projeção internacional que morreu em 1º de novembro.  O filme está disponível no Globoplay e na plataforma Looke.

 

MUBI – Anette: estrelada por Adam Driver e Marion Coutillard, a comédia musical estreou na plataforma de streaming Mubi. O diretor Leos Carax venceu o prêmio de direção no Festival de Cannes deste ano. O diretor quis inovar com “Anette”,  filme que causa estranheza ao transitar entre o pop e a música clássica para contar a história de um casal inusitado. cHenry (Adam Driver) é um famoso comediante de stand up que fez sua carreira ofendendo sua plateia. Ele se apaixona por Ann Defrasnoux (Coutillard), uma cantora de ópera cujo sucesso desperta o que há de pior em seu parceiro após o casamento. Os dois viram alvo da imprensa de celebridades e têm uma filha, Anette – que desenvolve um dom especial e tem papel central na história na segunda metade do filme. Anette é interpretada por uma marionete por questões de efeitos especiais, mas também para representar uma metáfora sobre alienação parental. O personagem de Driver é o que se chama de masculinidade tóxica. Há uma cena famosa no filme quando Driver faz sexo oral na parceira e interrompe o ato  para cantar um verso de uma canção e retorna à atividade anterior.

Amor, sublime amor – inspirada no clássico da Broadway, o primeiro filme feito sobre o musical chegou à telas há 60 anos. A nova versão do filme estreia quinta-feira nos cinemas dirigida por Steven Spielberg. São conflitos de gangue e temas como a xenofobia e racismo, além de uma história tipo Romeu e Julieta ambientada em Nova York, cenário do romance proibido entre Maria e Tony.

GLOBOPLAY  MARIGHELLAa partir de amanhã, o filme Marighella, de Wagner Moura, o filme mais visto do ano, estará neste canal.

APPLE TV – Greyhound:filme de Guerra com Tom Hanks em dramático episódio da Batalha do Atlântico durante a 2ª Guerra Mundial. Ele é comandante de uma escolta formada por quatro destroyers que acompanham mais de 50 cargueiros com suprimentos para os esforços da guerra na Europa. O problema pe que durante três dias, no meio do oceano, os navios ficam sem o apoio aéreo (os bombardeios da época não voavam grandes distâncias) tornando-se presas fáceis para os submartinos alemães. As batalhas dos navios aliados contra os u-boats nazistas são incríveis e algumas sequências foram filmadas em alto mar, usando uma embarcação genuína.

Vagabonds – de Magaajyia Silberfeld. Com um elenco de peso com Danny Glover, Robert Ri’chard e Kimberly Durdin, o curta Vagabonds chegou na Filme Filme. Rachel, nova em Los Angeles, é expulsa da casa do tio. Ela acaba morando em seu carro. Enquanto isso, Skeeter, uma ex-estrela de cinema que agora é alcoólatra, é expulso da casa de sua irmã e também acaba morando em seu carro. Ambos se encontram em um estacionamento em Malibufaleconosco@filmefilme.com.br

Imperdoávelo lema do filme com Sandra Bullock, que entra em cartaz na Netflix no próximo dia 10/12, é que ninguém sai ileso de seu próprio passado. Especialmente quando é preciso que a sociedade perdoe os erros cometidos. A reinserção social em países desiguais como Estados Unidos e Brasil aponta a protagonista e produtora do longa, é mais cruel quando se trata de mulheres encarceradas. Você é absolutamente invisível quando volta à sociedade. Ruth Slater (Sandra Bullock) é uma mulher de passado difícil que precisa cuidar da irmã pequena após a morte da mãe e o consequente suicídio do pai. Ameaçada de despejo na casa onde cresceu, no subúrbio de Washington, Slater acaba se envolvendo num incidente que vitimiza o xerife da região, e é condenada por homicídio. Vinte anos depois, liberada antecipadamente por bom comportamento, Slater tenta criar uma nova vida, enquanto busca notícias sobre a irmã, adotada por outra família que não vê com bons olhos esse reencontro. E ainda tem a sede de vingança dos filhos do xerife (agora adultos) e com a fama de “assassina de policiais”. No elenco estão Viola Davis, Vincent D’Onofrio,  Jon Bernthal e Linda Emond. A direção é de Nora Fingscheid.

SÉRIES

 

Star+ – Insâniasérie de terror que estreou no canal com Carol Castro interpretando uma policial responsável por perícias.A atriz acompanhou profissionais da área no dia a dia e esteve em cenas de crimes reais.

 

NETFLIX

 

Elfos – o terror natalino  dinamarquês transforma os folclóricos elfosem criaturas sanguinárias. A sperie acompan há uma família que viaja para uma ilha, povoada por esses seres e por uma comunidade religiosa extremista com o intuito de passar o Natal. Mas tudo dá errado quando a caçula da família leva para casa um bebê elfo.

Perdidos no espaço – o reboot da série dos anos 1960, que já recebeu duas indicações ao Emmy na categoria de efeitos visuais, chega À terceira e última temporada. Judy (Taylor Russell), Penny (Mina Sundwall) e Will (Maxwell Jenkins) estão presos em um planeta misterioso e longe de seus pais. John e Maureen, que tentam reencontrar os filhos.

Saindo do armário com Colton Underwood – conhecido por ter participado do reality show “The bachelor”, o ex-jogador profissional de futebol americano Colton Underwood vai  em b usca de entender seu mundo e de autoconhecimento. Após ter sido chantageado, ele decidiu assumir a homossexualidade. Na série, o atleta quer entender qual o seu papel na comunidade LGBTQIAP+.

Na cola dos assassinos – série sobre crimes reais que contam uma história bem direta. Há quatro episódios. O primeiro é “O assassino de Green River” que mistura depoimentos de policiais envolvidos no caso a imagens de arquivo e material jornalístico. O episódio explora os 19 anos de trabalho de policiais de Seattle. A narrativa recua até 1982 quando as primeiras mulheres sem identificação apareceram mortas. Os cadáveres surgiram Às margens do Rio Green, que passa perto da cidade. Aos poucos, os detetives foram reunindo algumas pistas. As moças era todas prostitutas. Alguns suspeitos foram interrogados, mas sempre sem sucesso. Enquanto ninguém era preso, outras vítimas iam aparecendo. Naquela época os testes de DNA eram rudimentares. Só recentemente o responsável foi preso.Depois de uma acordo que transformou a pena capital em prisão perpétua, ele confessou 49 homicídios. A obstinação dos policiais se traduz em algo que jamais é dito, mas chama atenção:eles envelhecem ao longo do documentário.

AMAZON PRIME VIDEO – Lol: Se rir, já era: o comediante Tom Cavalcanti e a humorista Clarice Falcão são os apresentadores do novo reality show do Prime Video. É a versão brasileira da franquia “Lost one laughing” e parte da reunião de dez talentos do cenário atual da comédia nacional.  Com seis episódios, o programa traz nomes como Nany People, Thiago Ventura, Bruna Louise e Diogo Defante para desafiarem uns aos outros e ver quem consegue ficar mais tempo sem rir. Mas é claro que eles fazem de tudo para atrapalhar essa meta.  Quem conseguir resistir na seriedade ganha 350 mil, que será doado a uma instituição de caridade escolhida pelo vencedor. O reality é a décima adaptação da série japonesa Hitoshi  Matsumoto Presentes Documental, origem de “Last one laughing”. Tom Cavalcante e Clarice Falcão entram para um time que á conta com apresentadores famosos pelo mundo como Eugenio Derbez, na série mexicana, e Rebel Wilson, da edição da Austrália.

STARZPLAY  Power Book II: Ghost: produzido pelo rapper 50 Cent, o novo episódio da segunda temporada está disponível na plataforma. A série foca na história de Tariq St. Patrick (Michael Rainey Jr) que foi obrigado a assassinar seu professor, Jabari Reynolds ( Justin McManus). Aos poucos, ele se afasta do que mais quer proteger: sua família.

 

STAR+  Insânia: estreia hoje no canal esta série, a primeira de terror psicológico da plataforma de streaming da Walt Disney Company que chegou ao Brasil no fim de agosto. Investigadora forense (Carol Castro) que sofre um trauma e é internada numa instituição psiquiátrica, a Paula da ficção percebe que nem tudo é o que parece por trás dos muros do casarão que abriga os pacientes. Com a Paula real e outras peritas (o número de mulheres na função foi algo que chamou positivamente a atenção da atriz Carol Castro) . Ela esteve em cenas de crimes reais e no IML para acompanhar necropsias.

 

Apple TV +–  terminou a te segunda temporada de The morning show. Depois de nove episódios em que a série se aprofundou no debate identitário enfrentou as patrulhas e tratou os exageros do politicamente correto com alguma ironia, esse último capítulo decepcionou. Todos os personagens tiveram direito a uma forma honrosa no desfecho. Um dos personagens Cory (Billy Crudup) quase se redime, mas deixa dúvidas quanto às suas boas intenções.

 

EXPOSIÇÕES E FEIRAS

 

19ª Festa Literária de Paraty (Flip) 2021  que acontece até domingo      não tem um autor homenageado, mas um tema: “Nhe’éry plantas e literatura”. Nhe’éry é como os guaranis chamam a Mata Atlântica e quer dizer “onde as águas se banham”. E segundo um dos curadores do evento o filósofo Evando  Nascimento, o “lugar de fala” da festa este ano “é vegetal”. Evando é autor do livro Pensamento vegetal (Civilização Brasileira)  e explica que “lugar de fala” é expressão repetida pelo movimento negro, feminista e LGBTQIAP+ para reforçar o pomto de vista de quem fala sobre opressões que experimentou na própria pele. Na Festa Literária estará o botânico italiano Stefano Mancuso, defensor de que as plantas são inteligentes; filósofos como Emanuele Coccia, também italiano; e outra atração da festa, o luso-canadense Michael Marder. Todos ambicionam dotar as plantas de dignidade metafísica a afirmam que ela têm lições políticas valiosas a nos dar. O botânico italiano Stefano Mancuso, outro convidado da Flip, é autor de títulos como  “Revolução das plantas” e “A planta do mundo, ambos publicados o Brasil pela Ubu, é um dos principais proponentes da “neurologia vegetal”. Ele defende que as plantas são inteligentes, comunicam-se umas com as outras e cooperam entre si graças a uma complexa rede  formada por raízes e fungos, uma espécie de internet vegetal. Seu livro,  “A incrível viagem das plantas” chega em  janeiro aos participantes do Clube Assinatura Flip. ProgramaçãoHoje – 20h – Vegetalize com Adriana Lisboa e Han Kang. Amanhã 16h: Transflorestar – Ato 1, com Iara Rennó; 18h – Em busca do jardim, com Alice Walker e Conceição Evarisrto; 20h – Ouvir o verde, com Alejandro Zambra e Ana Marins Marques. Domingo16h – Metamorfoses, com Emanule Coccia e Adriana Calcanhoto; 18h – Cartografias para adiar o fim do mundo, com Ailton Krenak e Muniz Sodré. Toda a programação será transmitida no canal da Flip no YouTube.

Floresta de Tecnologia – já está no CCBB-Rio a exposição Floras, de Rejane Cantoni e composta de 50 animações que formam uma instalação site specific. O jardim sensorial da artista paulistana é feito de luz, flores e folhas digitais movidas pelo vento, além de tempestades, pássaros e outras formas que remetem ao meio ambiente. O trabalho da artista visual aborda a relação entre a natureza e tecnologia.

20ª Bienal do Livro – começa hoje e segue até o dia 12 no Riocentro com 70% da capacidade do local para visitação, uso de máscara e comprovante de vacinação. Os ingressos podem ser comprados on line pelo site da Bienal. Este ano o evento será em formado híbrido com transmissão pela plataforma Bienal 360º. E as vozes LGBTQIAP+ terão espaço nesta edição mais uma vez. Duas mesas de discussão vão abordar o tema. E ainda para comemorar os 80 anos do personagem brasileiro Zé Carioca – personagem criado por  Walt Disney, será lançado “Zé Carioca- Viagens Fantásticas – volume 1”, pela Editora Culturama. A história mostra o papagaio mais famoso dos quadrinhos viajando pelo tempo e pelo espaço, conhecendo grandes figuras do mundo real, como o escritor Machado de Assis, ou da ficção como o detetive Sherlock Holmes. O público pode esperar um evento diferente de 2019 quando o ex-prefeito Marcelo Crivella perseguiu uma publicação de HQ de dois heróis que se beijavam na boca. A programação, pela primeira vez, será comandada por um coletivo de curadores que trabalharam ao redor do tema “Que história queremos contar a partir de agora?”. Para responder a essa questão foram convocados Thalita Rebouças, Conceição Evaristo, Itamar Vieira, Aílton Krenak, Pastor Henrique Vieira, Luiz Antonio Simas, Lulu Santos e Antonio Fagundes. Entre os escritores estrangeiros está confirmado o português Valter Hugo Mãe. A programação completa está no site da Bienal (www.bienaldolivro.com.br/programacao) No dia 12, o autor de novelas Gilberto Braga será tema de uma mesa que reunirá Fernanda Montenegro, Silvio de Abreu e Ricardo Linhares. Haverá transmissão pela internet no canal da Bienal.

Na lista de autores, nomes como o português Valter Hugo Mãe, a escritora argentina e especialista em literatura fantástica Mariana Enriquez, os americanos Matt Ruff, Beverly Jenkins, Julia Quinn e Josh Mallerman e talvez o maior nome dos mangás de horror, Junjo Ito. Como representantes da literatura nacional, estarão no evento Raphael Montes, Nei Lopes, Thalita Rebouças, Luiz Antônio Simas, Tati Bernardi, Conceição Evaristo, Itamar Vieira e Eliane Brum.

Ao todo, 160 expositores irão ocupar um espaço de 100 mil metros quadrados – por conta das medidas de segurança, metade dessa área será montada nas partes externas do Riocentro.

 

BORDADO DE CAICÓ até 6 de março , SEBRAE do Rio Grande do Norte apresenta o tradicional bordado de Caicó em exposição gratuita no CRAB do Rio de janeiro – Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro. Os famosos bordados de Caicó, município distante 283 quilômetros de Natal, revelam a diversidade e a tradição desse artesanato, conhecido no Brasil e no mundo por sua beleza, regionalidade, excelente qualidade e acabamento impecável. A mostra permanecerá até o dia 6 de março de 2022 e traz também renovação em criações desenvolvidas nas oficinas dirigidas pelo curador junto com a designer e ilustradora Lui Lo Pumo. Ali, foram criadas novas peças e temáticas, em parceria com as bordadeiras. São temas representativos do universo cultural e ambiental da caatinga, com novos riscos, muitos dos quais feitos pelas próprias bordadeiras, ou por Lui Lo Pumo, inspirados na canção “O Rabo do Jumento” de cantor e compositor Elino Julião, nascido em Timbaúba dos Batistas, que foi gravada, inclusive, em parceria com Lenine e é conhecida por todas as artesãs da região. Em mais de 200 peças bordadas, objetos e referências culturais, o visitante da exposição vai poder vislumbrar o universo do Bordado de Caicó, que vem sendo passado de mãe para filha desde meados do século 19. Sua origem remonta à chegada de famílias vindas da Ilha da Madeira, em Portugal, para o Rio Grande do Norte. Sob influência dessas imigrantes, as mulheres daqui começaram também a fazer esse tipo de bordado, que adquiriu feições locais, sem perder traços de sua origem. Na exposição, uma saia bordada em 1906 e outros objetos centenários de um acervo familiar revelam a ancestralidade desta arte. Uma tela da artista plástica potiguar Ariell Guerra, filha de família caicoense, representando a região, foi transposta para tecidos bordados e tudo isso estará exposto. O bordado de Caicó se caracteriza, ainda, por ser produzido em máquinas de costura de pedal. Rococó à mão. Para manter seu trabalho dentro das especificações do chamado Bordado de Caicó, as artesãs só podem utilizar 12 pontos: ponto cheio, richelieu, matiz, costurado, rococó à mão, rococó à máquina, aberto ou bainha, turco, rústico, quebra-agulha/espinho, crivo e granito. É definido geograficamente por ser praticado em 12 cidades da região do Seridó do Rio Grande do Norte: Caicó, Timbaúba dos Batistas, São Fernando, Serra Negra do Norte, Acari, São João do Sabugi, Jardim do Seridó, Ipueira, Cruzeta, São José do Seridó, Jucurutu e Ouro Branco. Além das peças de decoração, moda, cama, mesa, banho e enxoval para recém-nascido, a exposição traz novas linhas de produtos, inclusive com apresentação de vídeo do desfile da coleção de moda Bonito pra Chover, realizada este ano. Foi produzido ainda um documentário sobre o Bordado de Caicó pelo Sebrae e que poderá ser assistido na exposição. No dia 7 de dezembro, a exposição será aberta ao público com uma aula demonstrativa da prática deste bordado, também apenas para convidados. Peças bordadas de Caicó serão comercializadas no Espaço Vitrine CRAB.Serviço Exposição Gratuita Bordado de Caicó 12 pontos, tradição, beleza e arte. Visitação: até 6/3/2022, terça a sábado, das 10h às 17h.  Local: CRAB – Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro – Praça Tiradentes, 69, Centro, Rio de Janeiro. Link com opções de fotos:  https://drive.google.com/drive/u/2/folders/1Ni5fGHjR-o5xLqe4oFQdhNRc8oKY0ZAR

 

 

LAZER

TOUR MARACANà– programa de visitação do estádio mais famoso do mundo é uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro. O Tour conta a história do futebol brasileiro por meio de um visual moderno e tecnológico, com espaços interativos para os visitantes aproveitarem ainda mais a experiência no templo do futebol. QR Codes em cada uma das atrações complementam as informações com imagens e narrativas.Os craques do passado, principalmente Pelé e Garrincha, também são homenageados no Tour Maracanã. O acervo do “Rei do futebol” inclui a rede e a bola do jogo em que ele marcou seu milésimo gol. Já o “Anjo das Pernas Tortas” é lembrado com um uniforme usado na Copa de 62, além de um busto de bronze. O espaço destinado ao Hall da Fama apresenta os pés de craques como Pelé, Garrincha, Zagallo, Didi, Giggia, Eusébio Rivelino e Carlos Alberto Torres, além de Zico, Ronaldo Fenômeno, entre outros craques. Endereço:  Avenida Presidente Castelo Branco (Radial Oeste) s/n – Portão A – Maracanã, Rio de Janeiro.Horários: Bilheteria – 8h30 às 16h30 – diariamente. Tour – 9h às 17h – diariamente. Preço: R$60 (inteira), R$30 (meia).

Rio Gastronomia

 

Terá início na quinta-feira (9/12) a Rio Gastronomia 2021. O evento aconte de 9 a 12 e de 16 a 19 de dezembro com grades shows, restaurantes e trucks, aulas, feirinha de cachaças e de produtores do Rio e muita diversão. O local é o Pião do Prado, no Jockey Club Brasileiro. O ingresso pode comprado no ingresso.com/riogastronomia. Use máscara e será exigido o certificado de vacina digital ou físico, com documentos de identificação. Informações no site do evento: www.riogastronomia.com ou @riogastronomia.

 

LIVROS

 

19ª FLIP de Paraty – o evento está sendo transmitido pelo canal da festa no YouTube e as mesas de encerramento serão exibidas pelo Canal Arte 1. Participarão amanhã, às 20h Alice walker e Conceição Evaristo. Acompanhe pelo site da FLIP.

Como poeira ao vento ( Boitempo, R$83) – Leonardo Padura, 66 anos. Romance calcado em experiência, direta ou indiretamente, vivida por grande parte dos conterrâneos do autor: o exílio. No livro, Padura  apresenta o Clã, grupo de amigos partidos pela geografia e pelo tempo,  mas unidos por laços fortes de amizade e pela sensação de pertencimento a um país muito mais complexo do que fronteiras traçadas pelo maniqueísmo político. Indicado aos prêmios franceses Médicis e Femina, na categoria romance estrangeiro. O autor se debruça sobre o tema exílio sem jamais ter vivido fora de Cuba.

Rogério Daflon: livro com os melhores trabalhos do jornalista que morreu atropelado, em 2019, deixando tanta saudade será lançado hoje, 19h,  na Livraria da Travessa de Botafogo.

Salto AltoTodo o tempo do mundoAgora e na hora: uma divina comédia – Luis Erlanger .Um olhar aguçado sobre a complexidade do comportamento humano, diálogos questionadores, ácidos e divertidos é o que o jornalista e escritor Luis Erlanger oferece aos leitores nos seus 3 novos títulos, “Salto Alto”, “Todo o tempo do mundo”, “Agora e na hora: uma divina comédia”, e no relançamento de seu best-seller “Antes que eu morra”. Antes que eu morra, publicado em 2014, está sendo relançado com atualizações e ilustrações inéditas, elaboradas pelo próprio autor. O destaque também fica por conta da produção do audiobook, narrado por Eriberto Leão. O lançamento acontece nsegunda-feira (6/12), às 19h, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.

 

Vencedores do Prêmio Jabuti:

 

Melhor romanceO avesso da pele (Cia das Letras)– Jeferson Tenório. O avesso da pele é a história de Pedro, que, após a morte do pai, assassinado numa desastrosa abordagem policial, sai em busca de resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos. Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, Jeferson Tenório traz à superfície um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido, e um denso relato sobre as relações entre pais e filhos.

Concorreram também a Melhor Romance:

Os supridores (Todavia): José Falero. Com este seu primeiro romance, José Falero já se apresenta como um dos nomes mais relevantes da nova literatura brasileira. Ao criar um narrador culto e perspicaz — que contrasta com o dialeto a um só tempo urbano e filosófico da periferia —, o autor mostra seu talento incomum, fazendo uma verdadeira arqueologia da pobreza. Falero nos leva direto ao supermercado Fênix, na região central de Porto Alegre. É ali que trabalham Pedro e Marques, dupla que aos poucos veste a carapuça de um Dom Quixote e de um Sancho Pança amotinados. Moradores de “vila” (a favela no Sul), eles invertem o jogo mesmo que as consequências sejam graves. ” Preciso dar um jeito de experimentar as coisa que faz a existência valer a pena, e não vai ser trabalhando que eu vou conseguir isso.” Os dois conhecem pessoas que traficam na periferia onde moram, por isso insistem em se manter na legalidade. Mas, diante de uma “seca” de maconha devido ao desinteresse dos traficantes em comercializá-la, e já cansados da exploração do trabalho, os dois amigos decidem entrar para o tráfico. É a única opção para melhorar de vida. E também uma recusa à desumanização do trabalho assalariado. Uma recusa a todo o processo de exploração.

Soluções de dois estados (Cia das Letras): Michel Laub. O premiado autor Michel Laub, um romance sobre ódio, perdão e os modos como nossa intimidade é definida pela política e pela barbárie do nosso tempo. Uma cineasta alemã marcada por um trauma prepara um documentário sobre a violência brasileira.

Capanema Maru – O Ministério de Educação e Saúde (Jauá Editora) – Sandra Branco Soares. Noite de autógrafo, hoje, às 19hs, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Sobre o prédio do Ministério da Educação .

 

Livro do Ano e Melhor Livro InfantilSagatrissuinorana (ÔZÉ Editora)- João Luiz Guimarães e Nelson Cruz. A obra ilustrada é uma homenagem a Guimarães Rosa (1908-1967) ao usar seu estilo para recontar a fábula dos “Três Porquinhos” como uma metáfora para o rompimento de barragens como em Mariana e em Brumadinho. Além do troféu, os autores ganham R$ 100 mil.

Melhor PoesiaBatendo pasto (Relicário)- a poeta Maria Lúcia Alvim, morta por Covid-19 em fevereiro (livro guardado desde 1982). Batendo pasto” é o primeiro livro de poemas de Maria Lúcia Alvim (Araxá, MG, 1932) após 40 anos sem publicar inéditos (até o ano de 1980 ela teve 5 livros publicados). A chegada desta obra em 2020 se mostra como um verdadeiro acontecimento, pois é fruto de um trabalho conjunto que envolve descobertas, recuperação crítica e encontros fortuitos. Guilherme Gontijo Flores e Ricardo Domeneck foram os responsáveis por esse périplo em busca das publicações e informações sobre a poeta e, dentre algumas curiosidades, descobriram que ela compõe a tríade dos Alvins, uma vez que é irmã de outros dois grandes poetas: Francisco Alvim e Maria Ângela Alvim. Mas a grande surpresa seria mesmo esta: Maria Lúcia Alvim confiara ao poeta Paulo Henriques Britto, há algumas décadas, o manuscrito de “Batendo pasto”, de 1982, com a instrução de que fosse publicado apenas após a sua morte. Para nossa alegria, e através de um esforço de convencimento e reconhecimento em vida, temos este “Batendo pasto” finalmente entre nós. Maria Lúcia Alvim vive hoje em Juiz de Fora e completará seus 88 anos no dia 4 de outubro de 2020.

Não ficção:

Melhor Biografia, Documentário e Reportagem (Relicário)- A república das milícias: dos esquadrões da morte à era Bolsonaro – Bruno Paes Manso. O que fazia o policial Fabrício Queiroz antes de se tornar conhecido em todo o país como aliado de primeira hora da família Bolsonaro? E o líder miliciano Adriano da Nóbrega, matador profissional condecorado por Flávio Bolsonaro e morto pela polícia em 2019?

CiênciasCiência no  cotidiano: viva a razão. Abaixo a ignorância! (Contexto)-Natalia Pasternak e Carlos Orsi Martinho. O simples fato de vivermos no século XXI já nos faz beneficiários da ciência e dos seus frutos, mesmo que a gente não se dê conta dessa verdade. Os objetos que nos dão conforto, que nos dão prazer, que nos transportam, que nos emocionam, que nos informam (até este livro) só existem da forma como existem por conta dos conhecimentos científicos. O cidadão que ignora fatos científicos básicos pode se tornar presa fácil de curandeiros e charlatões, gente que mente para os outros e, não raro, para si mesma.

Dicionário dos refugiados do nazifascismo no Brasil (Casa Stephan Zweig)- coordenado pelo historiador e presidente da Casa Stephan Zweig, Israel Beloch. 15 mil pessoas chegaram ao Brasil entre os anos 20 do século passado e o fim da Segunda Guerra, em 1945. Muitos, judeus como Zweig deixaram a Europa fugindo do nazismo. O dicionário selecionou 500 personagens, contando suas vidas antes e depois da viagem. Há histórias em que se cruzam a realidade de uma Europa destroçada e do promissor Brasil. Esses refugiados sacudiram as instituições científicas e a cultura do país.

O avesso da pele (Cia das Letras) – Jeferson Tenório ganhou o Prêmio Jabuti. O escritor negro teve os direitos do livro vendidos para os EUA e o Reino Unido, semanas antes de vencer o prêmio.

Contos de Axé (Malê, R$58) – a antologia foi organizado pelo escritor Marcelo Moutinho. São 18 narrativas sobre o poder do candomblé e sua presença no nosso cotidiano. Para entende deve-se apenas gostar de literatura e ter a mente aberta. Os 18 autores trabalham com os arquétipos dos orixás e eles trazem para nossos dias situações em que as divindades estão presentes não apenas como palavras (o que já é muito), mas como sujeitos determinantes das trajetórias de simples mortais.

Lições de um século de vida (Bertrand Brasil, R$39,90) – Edgar Morin. A obra comemora o 100º aniversário do sociólogo, antropólogo, historiador e filósofo (completados em julho), um dos principais intelectuais franceses do século XX. No novo livro, ele se volta para sua  própria trajetória, apresentando seu testemunho, ao longo das últimas décadas,  sobre utopias que não se realizaram, revoluções que trouxwram esperança, e aponta saída para alguns impasses da Humanidade.

Destransição, baby (Tordesinhas, R$54,90) – Torey Peters. Primeira mulher transgênero a concorrer ao Women’s Prize em ficção , a autora constrói um romance em torno de gênero e identidade. A protagonista é Reese, mulher trans que tem uma vida confortável e uma relação estável com Amy, com a qual planejava ter um filho. Até que a namorada  “destransaciona” e se transforma em Ames, pensando em agradá-la. A decisão desiquilibra as duas.

O que fazem os artistas (Cobogó, R$58) –  Leonard Koren. O autor americano discute  a criação artística partir da análise da produção de sete grandes nomes – Marcel Duchamp, John Cage, Donald Judd, On Kawara, Richard Serra, Christo Vladimirov Javacheff e Jeanne-Claude Marie Denat. O objetivo pe mostrar que a velha pergunta “o que é a arte” não tem uma resposta tão simples e unânime, já que cada artista tem diferentes modos de materializar o conceito.

Poética da relação (Bazar do Tempo, R$69,90) – o escritor Édouard Glissant (1928-2011) nasceu na Martinica e foi um pensador da diáspora que elaborou um impactante projeto filosófico e poético para refletir sobre os efeitos da colonização. Para isso, liberou-se das matrizes conceituais do Ocidente, abrindo espaço para que o sujeito afrodiaspórico se tornasse protagonista da análise de sua própria experiência estética e cultural.Um dos seus mais importantes conceitos é o da Relação, um processo de contaminação de todas as diferenças reunidas sob as correntes da escravidão e do colonialismo. A Relação pressupõe conhecer o abismo dessa experiência, pois é a partir dela e da abertura da imaginação que se dá a partilha de mundos unidos pela própria separação. “Poética da Relação”, ensaio filosófico atravessado por uma linguagem poética, se tornou uma referência em todo o mundo, além de título essencial da bibliografia de Glissant, autor de uma obra colossal, englobando ensaios, poesia, romances e teatro. Prefácio de Ana Kiffer e Edimilson de Almeida Pereira. A capa tem imagem do artista visual brasileiro Arjan Martins, acompanhada de texto do curador Paulo Miyada.

Olho Nu – FOTOGRAFIA DE RUA –é o livro lançado pelo fotógrafo Rogério reis com fotos em homenagem ao Rio de Janeiro.Com 40 anos de carreira interruptas, o fotógrafo e jornalista carioca com fotos feitas na Cidade Maravilhosa. O livro chega via instituto Olga Kos, com 160 páginas, edição dos irmãos João e Kiko Farkas e totalmente em preto e branco. A obra custa R$ 120,00, sendo um apanhado da trajetória de Rogério, com cliques datados há décadas, na cidade do Rio, que traz, também, séries de fotos já de destaque do fotógrafo, como “Na Lona”, “Ninguém é de Ninguém”, entre outros. Na época, Rogério trabalhava em veículos jornalísticos  como o Jornal do Brasil, O Globo, Revista Veja e Agência F4. Nesses anos se consagrou com alguns registros especiais, como o belo retrato de Carlos Drumond de Andrade, em 1982, quando o poeta completava 80 anos de vida. Importante destacar que, como um bom livro de fotografias de rua, num momento em que essa arte era exclusiva dos fotógrafos profissionais. O livro é o reencontro editorial com os hábitos e costumes das ruas, do gênero street photography.

Dias de domingo (José Olympio, R$49,90) – reúne contos de quinze autores contemporâneos, entre eles Maria Ribeiro, Sérgio Rodrigues e Adriana Lisboa.  Uma coletânea com alguns dos principais nomes da prosa brasileira contemporânea que reflete sobre o domingo – um dia da semana especialmente envolto em suas próprias alegrias, mistérios e revelações. Um dia aguardado, festejado, temido, diferente dos outros. Ninguém fica indiferente ao domingo. No domingo cabe toda uma vida, várias mortes, sorrisos, visitas, choros, muitos ou só alguns chopes, um descanso, um desassossego, encontros, desencontros, com os outros, consigo, cabe muita coisa num domingo. Imagine então o quanto cabe numa coletânea de domingos – ou em Dias de domingo. Organizada por Eugênia Ribas-Vieira, essa coletânea reúne quinze escritoras e escritores que têm se destacado no atual cenário literário brasileiro se inspiraram (e muito) nessa temática ao mesmo tempo tão universal quanto particular. A multiplicidade das vozes que compõem esta antologia potencializa o tema, que acaba por tocar não só nos dias de domingo, mas em toda a vida. De todos os modos. Se é, afinal, a cada domingo que nos preparamos para os dias que virão, para a semana que se inicia, que Dias de domingo seja uma inspiração para seguir em frente, para ver a vida acontecer e fazer de conta que ainda é cedo, como diria a lendária canção.

Natureza  e a arte de plantar (Cepe, R$45 – disponível a partir de 16/12) – Leonardo Fróes. Conjunto de intervenções com que Fróes abordou na imprensa temas ecológicos – componente central de sua visão do mundo.

CULTURA

Bienal de São Paulo – de uma nota na coluna de Ancelmo Gois (O Globo): embora a Marinha não queira incluir o nome do marinheiro João Cândido (1880 – 1969) no Livro dos Heróis contra a opinião da Marinha,  a Bienal de São Pauloque termina no domingo, expõe preciosidades sobre o “Almirante Negro” como toalhas bordadas feita na prisão da Ilha das Cobras, aqui no Rio, pelo marinheiro protagonista da Revolta da Chibata, em 1910, contra os castigos físicos aplicados no marujos. Os bordados não falavam de revolta, mas da despedida de um amigo, de um amor secreto e de uma paixão pela Marinha. A descoberta foi de José Murilo de Carvalho em 1985. O Rei do Cangaço, Lampião, também bordava e a ele também se atribui a autoria da música folclórica “Mulé rendera” (“Olê, mulé rendera/Olê, mulá renda/ Tu me ensina a fazê renda? Que eu te ensino a namorá”.

Academia Carioca de Cultura – O engenheiro Carlos Alberto Serpa e presidente do Cesgranrio, às vésperas de completar 80 anos, não sossega e cria a Academia Carioca de Cultura convidando expoentes da cultura do Rio para ocupar as 45 cadeiras usando fardão confeccionado pelo Instituto Zuzu Angel e tendo como patronos nomes de figuras conhecidas na área cultural.  São 45 confrades, gente do porte de Marieta Severo, Fátima Bernardes, Zeca Pagodinho e Elza Soares. A ideia é que os encontros, regados a chá e salgadinhos, no melhor estilo ABL, sejam quinzenais, em uma das salas do palacete do Rio Comprido. Elza Soares gravará na Academia seu próximo álbum.

PODCASTS

Praia dos Ossos sobre o crime em que a socialite mineira Ângela Diniz foi assassinada pelo namorado Doca Street, em Búzios, em 1976.

Pistoleiros estreia domingo o primeiro podcast do Globoplay produzido pelo GLOBO. Assinado por Rafael Soares, o programa terá cinco episódios. O primeiro traz novas informações sobre Ronnie Lessa, acusado da morte de Marielle Franco.

MÚSICA

Antes e depois – Alaíde Costa. Aos 86 anos, a cantora aguarda o lançamento de seu álbum com 14músicas com gravações feitas por ela em 1972 e 1974 no Estúdio Eldorado, em São Paulo. Tem parceria com Nando Reis entre músicas de Francis Hime, Guinga (ainda desconhecido), Ivan Lins, João Bosco, Joyce Moreno e Marcos Valle com letras de Emicida, idealizador do álbum, e produzido por Marcus Preto. Alaíde começou a cantar há 65 anos e ficou associada à Bossa Nova, mas também se chegou ao Clube da Esquina quando gravou em dueto com Milton Nascimento o samba Me deixa em paz (Monsueto Menezes e Airton Amorim, 1951) no álbum do grupo (1972). É com os toques de Guinga (violão), José Luís de Souza, o Neco (piano, arranjos e direção musical), Edmundo Barcelos (bateria), Milton Botelho (baixo), Raimundo Nicioli (guitarra) e Kim Ribeiro (flauta) que Alaíde canta seis das 14 músicas do disco. São as faixas de 1972. As outras oito músicas foram gravadas em 1974 com o  quarteto formado por músicos identificados na ficha técnica do disco como Fernando (piano), Maurício (bateria), Milton (baixo) e Serginho (violão).

Na disposição das 14 músicas no disco, os seis fonogramas de 1972 se alternam com as oito faixas de 1974.  No disco estão as músicas Chega (Ivan Lins, 1974), a música-título Antes e depois (Oscar Castro Neves, 1965 – tema sem letra), Nada será como antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1971), o tema uruguaio Chinga chilinga (Ruben Rada, 1972). Além da faixa-título Antes e depois, há outros dois temas sem letras, cantados por Alaíde somente com vocalizes, Decarísssimo (1962) e Fuga y misterio (1968), de autoria do compositor e bandoneonista argentino Astor Piazzolla (1921 – 1992).  É com Guinga ao violão, José Luís de Souza, o Neco ao piano, arranjos e direção musical, Edmundo Barcelos na bateria, Milton Botelho no baixo, Raimundo Nicioli  na guitarra e Kim Ribeiro na flauta que Alaíde canta seis das 14 músicas do disco. São as faixas de 1972.

As outras oito músicas foram gravadas em 1974 com o quarteto formado por músicos identificados na ficha técnica do disco como Fernando (piano), Maurício (bateria), Milton (baixo) e Serginho (violão).

Festa – o primeiro lançamento do selo Bônus Track, de Luís Oscar Niemeyer ( irmão do novo imortal Paulo Niemeyer) e responsável por trazer ao Brasil os Rolling Stone será dedicado ao forró. Dia 13 de dezembro, quando Luiz Ginzaga faria 109 anos, o álbum sairá com 12 canções do rei do baião interpretadas pela dupla Elba Ramalho e Fagner que rodará o Brasil em excursão. Entre as músicas estão “Danado de bom”, “A morte do vaqueiro” e o “Cheiro de Carolina”.

Agostinho dos Santos en Uruguay – lançamento do CD com canções inéditas do cantor paulistano, morto há 48 anos em um desastre de avião que pegou fogo antes de chegar ao aeroporto de Orly, em Paris. É o registro do show no Uruguai gravado em 1962. Agostinho tinha 41 anos ao morrer e fora um dos cantores mais populares na década de 1950, a era do rádio. Ele cantava samba-canção, bolero e bossa nova. Sua gravação de Manhã de carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria, 1959). No CD, Agostinho canta 11 músicas no auditório da Rádio Monte Carlo, de Montevidéu. E, ao final, ele e os músicos Pedrinho Mattar (1936- 2007), o baterista Rubinho Barsotti (1932-2020, ex-Zimbo Trio) e o baixista Manuel Luís Viana dão uma entrevista ao locutor da rádio. Entre as músicas estão, além de Manhã de CarnavalA felicidadeCéu e marBalada tristeA noite do meu bem, Balada do homem sem Deus, Amor em paz e Meu castigo, entre outras. Agostinho yambém se apresentou no famoso show de Bossa Nova do Carnegie Hall, em 1962 em Nova York, com o mesmo roteiro musical do CD.

Benito Di Paula – o popular cantor, compositor, além de sambeiro e pianeiro como se intitula o fluminense Benito Di Paula, foi um sucesso na década de 1970. Hoje, aos 80 anos e com 50 de carreira, lança o álbum “O infalível zen” com 12 músicas inéditas compostas por ele, recentemente, numa parceria com seu filho Rodrigo Vellozo. Festejará seus oitentinha no palco do Vivo Rio ao lado do filho.

Chegamos sozinhos em casa – é o segundo disco do trio paranaense Tuyo, lançado durante a pandemia e indicado ao Grammy Latino. As falas surgem na série documental “Fragmentos”, disponível no YouTube, no qual a Tuyo disseca as 18 faixas do álbum a apresenta versões alternativas.

Sertanejo no Spotifya plataforma de streaming musical Spotify divulgou sua retrospectiva com os mais ouvidos de 2021 e, no Brasil, o sertanejo domina as listas, com sertanejo pop, sertanejo universitário e sertanejo no topo dos gêneros mais ouvidos do país, seguido de funk e pop. A canção “Batom de cereja”, da dupla Israel&Rodolfo foi a música mais ouvida de 2021, seguida por “Facas”, de Diego&Victor Hugo; “Ele é ele, eu sou eu”, de Wesley Safadão; “Mey pedaço de pecado”, de João Gomes e “Baby me atende”, de Matheus Fernandes. Entre os artistas mais ouvidos no SPotify em 2021 estão o grupo de forró eletrônicos Os Barões da Pisadinha, Gustavo Lima, Marília Mendonça, Jorge&Mateus e Henrique&Juliano. Marília Mendonça lidera a lista das mulheres mais ouvidas, seguida pela dupla Maiara &Maraisa. Luísa Sonza, Ludmilla e Ariana Grande completam o time. Entre os álbuns mais ouvidos no Brasil estão trabalhos de João Gomes, Jorge & Mateus, Gusttavo Lima, Olivia Rodrigo e Israel & Rodolfo. No ranking das cinco playlist mais ouvidas, duas são de sertanejo: Esquenta Sertanejo e Potência Sertaneja.

SHOWS

HOJE

17h – Banca do André – point de happy hour na Cinelândia.A programação, gratuita, começa às 17h com um DJ, que comanda as carrapetas no intervalo da programação. O dono da banca é André Neves. Rua Pedro Lessa, esquina da Av. Rio Branco. Às sextas-feirasGrátis.

18hEspecial Samba do Trabalhador com Moacyr Luz, no Beco do Rato, cantando grandes sucessos e rendendo tributo s a lendas do samba. Fechando a noite, tem apresentação do cantor e compositor Mauro Diniz. (Rua Joaquim Silva, 11, Lapa. R$30).

19h30 Rita Benneditto-  a cantora e compositora maranhense sobe ao palco com um repertório que homenageia o samba de várias regiões brasileiras, com nomes como Jovelina Pérola Negra, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Dorival Caymmi. No show “Samba de Benneditto”, Rita reúne 26 composições, entre clássicos e autorais numa viagem pela história da cultura afro-brasileira.Teatro Rival Refit – Rua Álvaro Alvim, 33/37, Centro. (21) 2240-4469. R$ 80 via Sympla ou na bilheteria.

23h30Diogo Nogueira e Jorge Aragão- dois grandes nomes da música brasileira apresentam seus maiores sucessos no projeto “Dois no samba”. Durante a noite, Diogo Nogueira canta os hits “Pé na areia”, “Tá faltando o quê”, “Clareou”, “Fé em deus” e seu lançamento “Flor de Caña”, enquanto o mestre Jorge Aragão embala a plateia com “Do fundo do nosso quintal”, “Eu e você sempre” e “O show tem que continuar”. Espaço Hall – Av. Ayrton Senna 5850, Barra da Tijuca. A partir de R$ 50 via Ingressorapido ou na bilheteria.

FESTIVAL SALA CONTEMPORÂNEAhoje e domingo na Sala Cecília Meireles e ainda 10 e 11 de dezembro, reunindo artistas que se dedicam à música dos séculos XX e XXI de compositores brasileiros e estrangeiros. Madrigal ContemporâneoMarina Spoladore (piano)Doriana Mendes (soprano) e Ingrid Barancoski (piano) e Abstrai Ensemble formam o elenco do Festival, que terá concertos presenciais e transmitidos pelo YouTube da Sala e pela TV Alerj.

19h – Marina Spoladore (piano) – Programa: Marisa Rezende, Pauxy Gentil-Nunes, Toru Takemitsu e György Ligeti. Link para a compra de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/70262/d/116461. R$40. Presencial e transmissão pela TV ALerj

 

22h – Céu – a cantora vai fazer a lona decolar com um show inédito! Sem poder se encontrar com os fãs presencialmente desde 2020, Céu faz um show especial no Circo para finalmente celebrar esse reencontro. https://eventim.com.br/event/ceu-circo-voador-14340113/. Pista: inteira R$140 (levando 1kg de alimento não perecível paga meia); R$70. Circo Voador.

 SÁBADO

16h – Concerto em homenagem a Nelson Freire, na

Sala Cecília Meireles com quatro jovens pianistas brasileiros: Erika Ribeiro, Juliana Steinbach, Lucas Thomazinho e Pablo Rossi interpretando peças que fizeram parte do repertório do maior pianista brasileiro: Chopin, Villa-Lobos, Schubert, Glück e Schuman. Link para a compra de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/70265/d/116467R$10.

Todos deverão apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19 para ter acesso às dependências da Sala n caderneta de vacinação ou pelo aplicativo Conecte SUS, acompanhado de um documento de identidade. Quem não tomou as duas doses da vacina poderá acessar o espaço, desde que comprove que tomou a primeira e ainda aguarda a data da imunização final. Programa: Erika Ribeiro, piano – Frédéric Chopin (1810-1849)– Barcarolle em Fá sustenido maior, op. 60 e  Mazurka, op. 17, nº 4; Heitor Villa-Lobos(1887-1959) – – Valsa da Dor; Franz Schubert (1797-1828) – Fantasia Wanderer em  Dó maior, opus 15, D.760, com Pablo Rossi,piano; Heitor Villa-Lobos(1887-1959) – Rudepoema e Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993) – Toccata, com Lucas Thomazinho, piano; Christoph Glück (1714-1787) –   Dança dos espíritos abençoados e Robert Schumann (1810-1856)-  Fantasia op. 17, I – Durchaus phantastisch und liedenschaftlich vorzutragen e Heitor Villa-Lobos(1887-1959) – Festa no Sertão, com Juliana Steinbach, piano.

18h a 26ª edição do Trem do Samba para convidados. Os populares podem ir nos trens normais até Oswaldo Cruz onde haverá 15 shows e três palcos com apresentações do Samba do Trabalhador com Moacyr Luz, além de atrações como Dudu Nobre, Leci Brandão, Tia Surica, Dorina e Marquinho de Oswaldo Cruz. Palcos: Praça Paulo da Portela, Rua Átila da Silveira e Rua João Vicente. Praça Paulo da Portela (Estrada do Portela): As Matriarcas, Lazir, Pipa Brasey, VG Salgueiro, VG Vila Isabel, VG Império Serrano, VG Mangueira , VG Portela,  Marquinhos de Oswaldo Cruz, Tia Surica e Leci Brandão; Rua Átila da SilveiraMoacyr Luz e O samba do trabalhador, Banda Criolice, Marina Iris, Ernesto Pires, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Osmar do Breque, Bia Aparecida, Dorina, Mauro Diniz, Didu Nogueira e Jorge Simas, Debinha Ramos, Noca da Portela, Zé Luiz do Império; Rua João Vicente (em frente à estação): Dudu Nobre, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Banda Marcelinho Moreira, Tania Machado, Roberto Serrão, Chico Alves, Juninho Timbáu, Marquinhos Satã, Aldo Ribeiro, Gabrielzinho, Nina Rosa, Marquinho Diniz

18hso compositor Zé Keti recebe a Medalha Tiradentes “post mortem” na quadra da escola de samba da Portela com show da Velha Guarda, incluindo Noca e Monarco. Zé Keti foi um marco na cultural nacional e suas músicas são cantadas até hoje como “A voz do morro”, “Máscara Negra”,  “Acender as velas”, além de ter participado  do show “Opinião”.

19h e 21h – Candlelight: O Melhor do Samba à luz de velas no Centro Cultural Veneza. Os grandes clássicos do samba na voz de Nilze Carvalho durante 60 minutos. ProgramaAlguém Me Avisou e Acreditar (as duas músicas são de Dona Ivone Lara/Délcio Carvalho); Juízo Final e Folhas Secas (Nelson Cavaquinho); Você Abusou (Antônio Carlos e Jocafi); Chega de Saudade  (Tom Jobim e Vinícius de Moraes); Me Deixa Em Paz (Monsueto) ;  O Qué É o Amor (Arlindo Cruz); Além de Mim (Jorge Aragão); Brilho no Olhar (Almir Guineto); Verde Amarelo Negro Anil  (Nilze Carvalho/Marceu Vieira) ; Retalhos de Cetim (Benito di Paula); Dança da Solidão (Paulinho da Viola); Retrato da Bahia  (Riachão); Fumo de Rolo (Nei Lopes/Wilson Moreira); Emoriô – (Gilberto Gil/João Donato); Não Deixe O Samba Morrer  (Edson Conceição e Aluisio Silva); Vai Vadiar (Monarco e Ratinho). Os artistas: a cantora e compositora Nilze Carvalho – voz, cavaquinho e bandolim; Diego Zangado – bateria; e Hudson Santos – violão 7 cordas. Ingressos: Meia-entrada os estudantes, idosos (60+), pessoas com necessidades especiais (PNE) e acompanhante, jovens de baixa renda e professores da rede pública estadual e das redes municipais de ensino. Marcação dos lugares no evento, por ordem de chegada e tipo de ingresso adquirido. Ambiente à luz das velas e com distanciamento social. A abertura de portas é 30 minutos antes e não será permitida a entrada na sala após o encerramento das portas. Idade: a partir dos 8 anos e menores de 16 anos deverão ser acompanhados por um adulto. É obrigatória a apresentação do certificado de vacinação contra a covid-19 para assistir o evento. Compra pelo site do Centro Cultural Veneza.

22h – show de Geraldo Azevedo e Chico Cesar o “Violivoz”. Show já estreou em Recife, passou por Natal e Aracaju e seguiu por outras cidades até  aportar em solo carioca hoje e amanhã. Eles escolheram um repertório de hits dos dois: Táxi lunar, Mama África, Deus me proteja, Moça bonita, Pensar em você, À primeira vista, Bicho de sete cabeças, Dia branco, Pedra de responsa, Dona da minha cabeça. E duas parcerias: Tudo de amor (nasceu antes da pandemia em noitada de violão e vinho na casa de Chico); e Nem na rodoviária composta remotamente. Chico da Paraíba, 57 anos, e Geraldo de Pernambuco,76 anos. Todos juntos pela primeira vez. Dois dos maiores cantautores da música popular brasileira se encontram no palco do Circo Voador para revisitar obras antigas e criar novas canções. Ingressos pelo site e na bilheteria. Sábado e domingo (18h)

21 h – Cazas de Cazuza  – uma ópera-rock de Rodrigo PittaApós 31 anos da morte de Cazuza, um dos maiores poetas da história da música brasileira, suas letras e canções, sua imagem irreverente e, principalmente, sua mensagem, deixaram uma marca e um legado único na história da MPB, transformando-o em um ícone jovem, cuja obra transcende o tempo e permanece viva. Vinte e um anos depois, o espetáculo está de volta, após ser exibido em 2000. Em nova montagem e com um novo elenco.Em dois atos, o musical mostra a história de oito personagens, Mia, Enrico, Justo, Bete, Deco, Vera, Ernesto e Dornelles, que vivem no Baixo Leblon, no Rio de Janeiro, abordando temas como preconceito, sexo, drogas, amor e desemprego presentes nas 20 músicas de Cazuza, entre elas “O Tempo não para”“Pro Dia nascer Feliz”“Um Trem para as Estrelas”“Codinome Beija-Flor”“Ideologia”“Bete Balanço” e “Brasil”.Com participação especial de Paulinho Serra, que viverá Dornelles, os papéis principais serão interpretados por  Fernando Prata (Enrico), Yan Dufau (Deco), Jade Baraldo (Bete Balanço), Leandro Buenno (Justo), Julianne Trevisol (Mia), Janamo (Vera) e Alexandre Damascena (Ernesto). Dois componentes do elenco da versão original estarão na nova montagem, o ator Fernando Prata que interpretou Enrico em 2000, volta a viver o papel do poeta desempregado 21 anos depois. A versão 2021 terá como Diretor Musical o cantor e compositor Jay Vaquer que fez parte do elenco da montagem original no papel de Justo. 18 anos. Ingressos a partir de R$40 (meia) e R$80 (inteira). Abertura da casa: 2h antes do início do show.

 

DOMINGO

13h  Feira da GlóriaO domingo será de samba na Feira da Glória. Ao longo do dia, se apresentam as rodas  Ed Samba (15h30), Gloriosa (17h) e Sambastião (18h30) — e todas juntas em um “Rodão glorioso“, às 20h—, além da bateria Show da Folia Carioca (21h30), com participações de Marina Íris e Áurea Martins. O evento, que homenageia o centenário de Dona Ivone Lara, conta também com feira de artes, gastronomia e espaço infantil.Praça Nossa Senhora da Glória. Dom, a partir das 13h. Grátis.

17h– FESTIVAL SALA CONTEMPORÂNEA- Quinteto Villa-Lobos – Sala Cecília MEireles.Programa: Mário Tavares, Ronaldo Miranda,

Ilza Nogueira e Heitor Villa-Lobos. Link para compra de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/70267/d/116469. Ingressos 40,00  – presencial.

PROGRAMA: Mário Tavares, Ronaldo Miranda, Ilza Nogueira e Heitor Villa-Lobos. Link para compra de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/70267/d/116469

 

14h – Roberta Sá-  a sambista se reencontra com o público em uma roda com convidados. No repertório, além de seus maiores hits, estão sucessos de outros artistas: “Alô fevereiro”, “Samba de um minuto”, “Amanhã é sábado”, “Colabora” (repertório da Beth Carvalho), “Maneiras” (Zeca Pagodinho) e “Fala Baixinho” (do grupo Revelação). Tuna Beach Bar – Av. Niemeyer 101, Leblon. Dom (5,12 e 19/12), 14h. R$ 40 (feminino) R$ 60 (masculino) via Sympla

SEGUNDA-FEIRA

 

19h – Bar do Serginho: o bar reabriu (com comprovação de vacina) para apresentação de MPB. A última apresentação foi de chorinho. Rua Dias de Barros, 2 A – Santa Teresa. Telefone: (21) 2509-6957.

TERÇA e QUARTA- FEIRAS

20h30 – Orquestra Sinfônica Brasileira: é uma viagem pela música folclórica das cinco regiões do país, proposta pela Orquestra Sinfônica Brasileira na “Série A OSB do Brasil”, que chega ao fim nos dias 7 e 8 de dezembro. No palco do Vivo Rio, a música tradicional da Região Nordeste será celebrada, com participação de Elba Ramalho e Maestro Spok, e regência do maestro Lanfranco Marcelletti. Ingressos a partir de R$25 (meia) ou R$50 (inteira).www.vivorio.com.br

QUINTA-FEIRA

20h – Jockey Club – Show de GERALDO AZEVEDO, com participação especial Marcelo Jeneci no palco abre o evento Rio Gastronomia no Jockey Club do Brasil, na Gávea. Crianças de até 10 anos possuem entrada gratuita. Na noite de abertura, o artista pernambucano com mais de meio século de trajetória vai desfiar no violão sucessos de seu repertório. A lista vai das baladas “Dia branco” e “Caravana” a forrós e xotes como “Moça bonita”. O músico divide parte do repertório com o cantor e compositor paulistano Marcelo Jeneci, craque da sanfona, em participação especial.

22h30 – Samba Independente dos Bons Costumes estará às quintas-feiras na Fundição Progresso tocando clássicos e canções utorais. R$60.

TEATRO

Diariamente

G.A.L.A. Texto e direção: Gerald Thomas. Com Fabiana Gugli.Uma mulher num barco à beira do naufrágio, sozinha como a população do mundo em tempo de pandemia, briga com o autor-diretor dizendo que “Beckett não está mais lá” e que “chega de Beckett!”.Diariamente, em qualquer horário. Gratuito, com exibição no YouTube. 45 minutos. 16 anos. Até 22 de setembro de 2022.

HOJE

20h – ‘Proto – Henrique IV’  Texto: Luigi Pirandello. Direção: Gabriel Villela. Com Chico Carvalho. A adaptação do texto de Pirandello conta a história de um homem que depois de descobrir que Matilde, a mulher que ele ama, tem um caso com seu melhor amigo Belcredi, cai de um cavalo e bate a cabeça numa pedra. Ele perde os sentidos da realidade e enlouquece, passando a acreditar que é o próprio rei Henrique IV. Sex a dom, às 20h. Grátis, por meio do Sympla. 12 anos. Até domingo.

SÁBADO

Alcoolika: muita gente bebeu mais durante a pandemia e, por isso, a atriz e diretora Alessandra Gelio, sóbria há quatro anos, criou a peça que estreia hoje no YouTube para falar sobre o tema. “Há quem pense que só é alcoólatra quem bebe todo dia . Na verdade, a maneira como se bebe é que determina isso. Eu, quando bebia, atrapalhava a minha vida”.

SEGUNDA-FEIRA e TERÇA-FEIRA

21h – ‘Horizonte submerso’– Criadores-intérpretes: Diane Ichimaru, Esio Magalhães e Marcelo Rodrigues. Direção artística e dramaturgia: Diane IchimaruO universo criativo do escritor Edgar Allan Poe, do artista plástico Paul Klee e do desenhista, músico e cineasta Dave McKean inspiraram a nova obra audiovisual da Confraria da Dança, que celebra seus 25 anos. Através das linguagens de dança, teatro e música, o espetáculo aborda temas como dilemas existenciais, a superação do medo, o enfrentamento da morte e o consciente e o inconsciente. Transmissão via YouTube da Confraria da Dança. Seg e ter, 21h.Duração: 38 minutos. Até 14 de dezembro.

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