26 de novembro de 2022


Trabalho infantil é pauta do programa ‘Câmera Record’


23/06/2017


Foto: Divulgação/Record

Com a pauta sobre o trabalho infantil, a equipe do ‘Câmera Record’ percorreu Acre, Alagoas, Minas Gerais, Pará e Pernambuco durante dois meses. De forma exclusiva, a próxima edição do programa, que será exibida na noite de próximo domingo, 25, mostrará como é a vida de crianças e adolescentes que trabalham país afora.

Os jornalistas Domingos Meirelles, Marcus Reis, Aguiar Júnior e Thiago Correia foram os responsáveis pelas entrevistas. Lucas Wilches foi o editor. A emissora e a produção do ‘Câmera Record’ se embasaram em um dado “triste e preocupante” divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): aproximadamente 3 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalham no Brasil.

Segundo o Comunique-se, tomando todos os cuidados para não ferir as regras presentes no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a edição do ‘Câmera Record’ tratou de não mostrar os rostos por completo das crianças e dos adolescentes entrevistados. Além disso, os nomes usados foram fictícios, como o caso de Júlio, que se vê obrigado a trabalhar para ajudar nas contas da família. “Eu ganho 200 reais por mês, eu dou tudo para minha família”, diz o garoto, que mora e labuta em Cruzeiro do Sul, cidade acriana e uma das maiores produtoras de farinha de mandioca do país.

Situação similar à de Júlio ocorre no Nordeste. Um adolescente de 16 anos, por exemplo, arrisca a própria saúde ao limpar tripas de boi em matadouros públicos de Pernambuco e Alagoas.”Compro roupa, ajudo em casa, compro chinelo, tudo!”, diz o jovem entrevistado. A equipe responsável pela pauta reforça que, em muitos casos, as crianças e os adolescentes trabalhadores são incentivados pelas famílias a abandonarem a escola para se dedicarem à labuta. A recompensa? R$ 20,00 por dia de serviço prestado.

Os outros dois temas a serem exibidos no ‘Câmera Record’ envolvem meninos que produzem telhas em olarias clandestinas na região da Amazônia paraense e o trabalho em carvoarias no Vale do Jequitinhonha, interior de Minas Gerais. No Pará, a quem trabalhe em dois turnos por dia para receber R$ 7,00.

Em solo mineiro, os repórteres rodaram mais de mil quilômetros e encontraram um homem que admitiu a prática criminosa para baratear a produção. “Se hoje, na média, o dia normal é R$ 40,00, você consegue um adolescente até por R$ 20,00”, conta o criminoso.

Siga a abi

© 2013 ABI - Associação Brasileira de Imprensa – todos os direitos reservados -Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, Cep: 20030-012