27 de setembro de 2022


Tereza Cruvinel é a entrevistada de Encontros


02/12/2021


Tereza Cruvinel mostra  os bastidores políticos no Encontros da ABI

O Encontros da ABI com a Cultura terá como entrevistada amanhã (5ª feira), às 19h30,  Tereza Cruvinel que acaba de ganhar o Prêmio Comunique-se como a melhor colunista de opinião do Brasil. Ao ser premiada, a jornalista prestou uma homenagem a toda a comunidade 247 e à mídia independente. “A minha premiação representa um reconhecimento ao fortalecimento e à afirmação dos veículos digitais independentes na internet, que contribuem para a ampliação da diversidade na oferta de informação, de conteúdo jornalístico, para a pluralidade das opiniões”.

Tereza Cruvinel atua no jornalismo político desde 1980 e, atualmente, é colunista e comentarista do Brasil 247. Ela foi fundadora e ex-presidente da EBC/TV Brasil, ex-colunista de O Globo, Jornal do Brasil, Correio Braziliense, RedeTV, sendo especializada em análise política. Os entrevistadores serão os jornalistas Cid Benjamin, vice-presidente da ABI, a conselheira Cristina Serra e a diretora de Jornalismo Andrea Penna. A apresentação é da jornalista Vera Perfeito, diretora de Cultura e Lazer.

A jornalista

Maria Tereza Cruvinel  nasceu em uma fazenda em Abadia dos Dourados, Minas Gerais, a 23 de maio de 1956. Foi criada no campo e aprendeu algumas funções como plantar e tecer, sendo uma exímia tecelã. Somente aos 16 anos chegou à Brasília, em 1972, ainda sem muita consciência política quando foi trabalhar no Ipea, aos 18 anos, havia muitos economistas de esquerda e um deles era Pedro Malan.

Ao ingressar na Universidade de Brasília (UnB), em 1976, participou da greve que durou um ano quando mais de 200 professores foram expulsos pelo reitor o capitão José Carlos Azevedo. A greve dos alunos foi também um protesto pelo assassinato do estudante Edson Luiz no Rio de Janeiro, mas as tropas militares ocuparam o campus e os estudantes foram obrigados a deixar o local.

Teresa decidiu que entraria para a Convergência Socialista e quando estava em missão o Rio de Janeiro, soube de diversas prisões em Brasília, decidindo então ficar na antiga capital do país na clandestinidade.  As ações de seu grupo eram na Baixada Fluminense onde D. Adriano Hipólito ajudava os participantes dos grupos que combatiam o regime autoritário. Ele foi preso, torturado e deixado nu à beira da estrada todo pintado de vermelho: o bispo vermelho.  Uma das vontades de Tereza é escrever um livro “Memórias da Baixada”.

Nesse mesmo momento surgiu o Movimento Negro, em 1978, em São Paulo, onde também despontavam as ações operárias e Lula começou a aparecer como líder. Em 1979, veio a anistia e ela esteve no aeroporto na volta de exilados como Leonel Brizola. Em 1980, retorna à capital e vai trabalhar como repórter no Jornal de Brasília e, em seguida, na editoria de política do Correio Brasiliense no início do governo Figueiredo. Até que em 1983, volta ao Rio, iniciando seu jornalismo político em O Globo ao encabeçar a coluna Panorama Político onde ficou por 24 anos, tempo em que adquiriu muito prestígio.

Quando foi convidada para presidir a EBC e deixou a coluna, foi muiti criticada e muitos colegas a chamaram de “louca”, mas ela decidiu realizar seu sonho  e ficou assustada ao descobrir que amigos próximos  de esquerda mostraram-se totalmente contra o governo do PT. Tereza criticou boa parte da imprensa que, segundo ela, distorceu a verdade no mensalão.

Na EBC, ficou os primeiros quatro anos com apenas três canais: Rio, Brasília e São Luiz no Maranhão. E quando começou a abrir canais desagradou a empresários de comunicação. No segundo mandato de Dilma Roussef não retornou ao cargo e, embora soubesse que a presidente queria que ela continuasse no cargo não teve autoridade para reconduzi-la já que o Conselho Curador queria sua substituição.Atualmente, Tereza Cruvinel trabalha na TV 247.

Entrevistadores

O jornalista, professor e escritor Cid Benjamin é, atualmente, vice-presidente da ABI. Ele foi líder estudantil e da resistência armada, participou do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, sendo preso, torturado e libertado junto com 39 prisioneiros em troca do embaixador alemão. Viveu 10 anos no exílio, retornando ao Brasil com a anistia, sendo um dos fundadores do PT e, atualmente, é filiado ao PSol. Trabalhou em O Globo e Jornal do Brasil e publicou livros e, entre eles, Gracias a la vida sobre sua prisão e tortura, em 1970.

A jornalista e escritora Cristina Serra é colunista da Folha de São Paulo. Trabalhou no Jornal do Brasil, revista VEJA e TV Globo onde foi repórter do Jornal Nacional, Fantástico e correspondente nos Estados Unidos. É autora, entre outros, do livro “Tragédia em Mariana – a história do maior desastre ambiental do Brasil”.

A jornalista Andrea Penna é diretora de Jornalismo da ABI e especializada em Saúde e divulgação científica há 20 anos, tendo trabalhado em jornais e revistas do Rio.

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