8 de dezembro de 2022


Terceirização é o tema da 18ªedição do Reinventar


25/05/2017


Foto Tradicional dos jornalistas do grupo Reinventar (Imagem: Reprodução)

A Associação Brasileira de Imprensa recebeu na manhã dessa quinta-feira, 25, em sua sede, a 18ª edição do Reinventar dos Jornalistasd/RJ com o tema “Como inovar e empreender em tempos de terceirização: o que muda para os profissionais de comunicação”.

O objetivo do encontro foi falar sobre como a terceirização vai impactar no mercado jornalístico e foi marcado por muitos questionamentos e dúvidas em relação à Reforma Trabalhista. Para marcar o primeiro evento de 2017, o painel foi realizado no 11º andar da entidade, num formato mais informal. “Modificamos a configuração do espaço físico, que até então eram palestras, para promover um movimento maior e aproximar os participantes e fazer uma provocação”, explicou Rosayne Macedo, jornalista mediadora do grupo.

Rosayne abriu o encontro fazendo uma retrospectiva do grupo Reinventar, apresentou as novas propostas e calendários de 2017 e lembrou a proposta inicial do projeto. “O Reinventar surgiu em 2015 durante a crise de 2015 mas sempre falo que não estamos aqui para falar em problemas mas buscar soluções alternativas e colaborativas para superar esse momento de grandes transformações por que passa o jornalismo”.

Os convidados dessa rodada foram o sócio-fundador da startup Canal Meio, Vitor Conceição e a advogada Luiza Paula Gomes, do TI Rio (Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro.

O jornalista Vítor Conceição lembrou que a crise na indústria da mídia surgiu em 2008 quando a publicidade dos jornais impressos caíram vertiginosamente, na migração para as plataformas digitais. Para Vítor, há muitos investidores mas os empreendedores têm que fazer um jornalismo “diferente”. “Não adianta reproduzir o velho modelo do jornalismo impresso em outras plataformas. Temos que redesenhar os modelos, nos reinventar”, afirmou.

Outro aspecto importante citado pelo publicitário foi o monitoramento das redes sociais. “É fundamental que os profissionais usem bem as redes sociais. Ele afirmou que a presença digital é a marca do profissional. Seja em que rede for, no Facebook, no Twitter ou mo Youtube, temos que estar lá. O empresário, que contrata 4 funcionários pelo regime tradicional da CLT,  ainda  sugeriu que os empreendedores não tentem “pegar atalho” para não se atrapalharem mais à frente nos aspectos burocráticos e jurídicos.

A advogada Luiza Paula Gomes lembrou que há tempos as relações de trabalho vem se modificando no jornalismo. E que a Reforma Trabalhista vem sistematizar algumas situações e empreendimentos que já existem. A advogada apresentou ao público algumas formas de empreendimento legal que os profissionais podem escolher, de acordo com seus perfis, tanto para quem quer ser dono de seu próprio negócio ou para quem trabalhar como autônomo, como é o caso do freelancer. “Esse profissional pode trabalhar como contribuinte individual ou pode ser uma forma de trabalho intermitente na nova legislação trabalhista, quando o empregador chama o trabalhador por hora quando ele precisa”, explicou.

Luiza ainda advertiu para alguns aspectos práticos a fim que os futuros microempreendedores fiquem alerta para não fazer contratos que disfarcem situação irregular de emprego e que se informem sobre a legislação para não efetuarem contratos errados. Na opinião da especialista o MEI é uma das formas mais procuradas por profissionais de comunidação. “Para o jornalista eu indico o MEI, que é uma forma de empreendimento acessível. Caso a empresa cresça automaticamente ela se já torna uma micro empresa”, conluiu.

A próxima edição do Reinventar está prevista para o mês de junho, mas a data ainda não foi divulgada.

 

 

 

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