SIP condena perseguição a jornalista americano que revelou caso Snowden


Por Igor Waltz*

25/10/2013


Para a SIP, o trabalho jornalístico de Greenwald provocou preocupação justificada entre líderes de governos e cidadãos." (Crédito: Gustavo Stephan/O Globo)

Para a SIP, o trabalho jornalístico de Greenwald provocou preocupação justificada entre líderes de governos e cidadãos. (Crédito: Gustavo Stephan/O Globo)

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP na sigla em espanhol) condenou nesta terça-feira, 29 de outubro, toda forma de perseguição contra o jornalista americano Glenn Greenwald, que denunciou a espionagem cibernética dos Estados Unidos no mundo, e apoiou suas atividades jornalísticas.

“Durante nossa Assembleia Geral em Denver (Colorado), ficamos cientes das pressões exercitas por governos contra os cidadãos para que façam – ou aceitem – uma falsa escolha entre liberdade de expressão e segurança nacional”, expressou o presidente da comissão de liberdade de imprensa e informação da SIP, Claudio Paolillo, em um comunicado de imprensa divulgado nesta terça-feira em Miami.

Greenwald, jornalista americano que mora no Brasil, pediu demissão há duas semanas do jornal The Guardian, para comandar uma nova operação jornalística digital de alcance global. Em junho, ele publicou no periódico britânico as primeiras revelações do ex-consultor da Agência Nacional de Segurança (NSA) Edward Snowden.

Em agosto, o governo britânico deteve o companheiro de Greenwald, o brasileiro David Miranda, no aeroporto de Londres, e apreendeu material jornalístico que ele transportava em direção ao Brasil.

As autoridades britânicas não esclareceram se Greenwald e Miranda estão sob investigação criminal pela revelação dos detalhes sobre o programa de vigilância governamental.

“Em nossa opinião, o trabalho jornalístico de Greenwald provocou preocupação justificada entre líderes de governos e cidadãos”, indicou Paolillo. “Apoiamos Greenwald e seus colegas jornalistas para que exerçam sua atividade profissional sem perseguição ou intimidação do governo”.

*Com informações da AFP.