Sindicato dos Jornalista do Rio divulga nota de repúdio ao caso Cláudia da Silva Ferreira.


24/03/2014


Cláudia da Silva Ferreira sendo arrastada em viatura da PM (Reprodução jornal Extra)

Cláudia da Silva Ferreira sendo arrastada em viatura da PM (Reprodução jornal Extra)

O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro e dezenas de entidades de defesa dos direitos humanos divulgaram nota de repúdio à ação da PM-RJ, que resultou na morte da auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira, 38 anos, no último dia 16.

Leia abaixo a íntegra do comunicado assinado pelas diversas entidades:

!Nós, organizações da sociedade civil e governamental abaixo-assinados repudiamos a ação de violência racial da polícia do Estado do Rio de Janeiro, cometida no dia 16 de março de 2014, no Morro da Congonha, zona norte do Rio de Janeiro contra a senhora Cláudia Silva Ferreira, 38 anos, auxiliar de serviços gerais. Cláudia, após ser baleada, foi lançada na caçamba de uma viatura policial e arrastada, de forma cruel, por 350 metros. O tratamento a ela conferido não seguiu o protocolo que determina que o socorro seja feito pelo Corpo de Bombeiros, no local do ocorrido, na presença da perícia.

Compreendemos que o ato reflete a barbárie recorrente nas operações policiais para com a população negra das comunidades de periferia, constantemente vítima da violência policial de forma desmedida. O processo de criminalização da pobreza tem justificado os homicídios cometidos por policiais, que se colocam no direito de matar homens, mulheres, jovens e crianças negros e negras, intitulados pela própria instituição policial como a “cor padrão”.

Esta operação tirou a vida de duas pessoas, cometeu atos com requintes de barbárie e desestruturou famílias. Por isso, exigimos punição exemplar para os envolvidos, revisão imediata das políticas públicas de segurança e combate ao racismo, medidas compensatórias financeiras, assistência e proteção à família da senhora Cláudia Silva Ferreira.

CEPPIR – Coordenadoria Especial de Promoção das Políticas da Igualdade Racial

SUPIR – Superintendência da Promoção da Igualdade Racial

CEDIM – Conselho Estadual dos Direitos da Mulher

CIR/OAB – Comissão da Igualdade Racial

AMAR- Associação de Mulheres Ação e Reação

COMDEDINE – Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro

COISA DE MULHER

MULHERES NEGRAS CONSTRUINDO VISIBILIDADE

MARKING- Movimento de Ação e Reflexão Martin Luther King

CENACORA – Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo

CRIOLA

DIVINA SENZALA

CEDICUN – Centro de Estudos e Divulgação das Culturas Negras

ALIANÇA DE BATISTAS DO BRASIL

Adriana Batista

Miro Nunes

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro”

 

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