Sepe/RJ condena a criminalização de movimentos sociais


Por Igor Waltz*

25/07/2014


Ato do Sepe/RJ condenou a criminalização de movimentos sociais (Foto: Raul Azêdo)

Ato do Sepe/RJ condenou a criminalização de movimentos sociais (Foto: Raul Azêdo)

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro organizou um ato público, nesta quinta-feira, 24 de julho, para repudiar ações da Justiça, que segundo a entidade, visa à criminalização de movimentos sociais e de ativistas. Em junho, a Secretaria Estadual de Educação abriu processo administrativo para demitir quase 150 professores envolvidos na greve da categoria, deflagrada no mês anterior. O evento, realizado na sede da ABI, contou com a presença de militantes políticos e de representantes de outros categorias profissionais atingidas por ações judiciais. Ivanete Conceição Silva, membro da coordenação geral do Sepe, considera que a greve de maio de 2013 foi um marco histórico do Sindicato, fundado há 37 anos. Ela considera que a opção política do governo de trazer os grandes eventos para o país desencadeou uma série de ataques a toda e qualquer forma de resistência, não apenas da classe trabalhadora, mas do movimento negro, indígena, por moradia, etc. “Os movimentos sociais têm sido duramente reprimidos nas ruas e judicialmente. Isso deixa claro não apenas a posição do Executivo e do Legislativo desse País, agora também do Judiciário, em penalizar todos aqueles que de alguma forma se colocassem na oposição”, afirma Ivanete. Outro membro da comissão geral do Sepe, professor Mário Sérgio, acredita que a luta contra a instauração de um processo demissionário no Rio não pode ser combatido sem a mobilização dos sindicatos e das centrais sindicais. “Profissionais em estágio probatório estavam sendo ameaçados de demissão. Se chegarmos a esse ponto, perderemos nosso direito de greve, constitucionalmente garantido. Seria o fim da classe trabalhadora. Vamos lutar em defesa dos trabalhadores e do direito de greve”, conta. Sandra Maria de Bertagnoni, membro do colegiado que coordena o Sindicato, defendeu de que estaria em curso um processo de criminalização dos movimentos sociais. “Estamos aqui para demonstrar o nosso repúdio contra ações policiais que tiraram companheiros nossos de suas casas. Estamos solidários aos companheiros petroleiros, metroviários, trabalhadores do IBGE, etc”, disse.

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