3 de outubro de 2022


Roda do Bip Bip homenageia Aldir Blanc


02/09/2021


Aldir Blanc na homenagem da Roda do Bip hoje

Como informa o jornalista Luiz Fernando Vianna no Segundo Caderno de O Globo de hoje, A Roda do Bip Bip  que acontece toda quinta-feira, às 20h, no Instagram (@rodadobip) faz homenagem ao compositor Aldir Blanc que faria 75 anos hoje. Ele faleceu de Covid-19, em 4 de maio do ano passado. O violonista Tiago Prata, o Pratinha, recebe convidados na roda virtual. O álbum Aldir Blanc inédito, com interpretações de Maria Bethânia, Chico Buarque e outros, tem lançamento previsto para o final deste mês pela gravadora Biscoito Fino.

Nas plataformas digitais foi lançado o álbum Como canções e epidemias, do cantor Augusto Martins e do pianista Paulo Malaguti Pauleira, como parte das comemorações do aniversário de Aldir. Tendo como título um verso de Caça à raposa (Aldir e João Bosco) , o álbum de voz e piano, com 14 faixas, foi concebido antes da morte de Aldir. Augusto encontrou uma versão sua e de Pauleira, de 2005, de Altos e baixos (melodia de Sueli Costa) e fez o projeto.

Hoje, também chega às plataformas a canção Pro dia nascer Aldir, de Rodrigo Lessa e Manu da Cuíca, na voz de Thais Motta. Aldir considerava Manu a melhor letrista das novas gerações.

Mais uma homenagem ao Aldir da diretoria de Cultura da ABI através de sua música com João Bosco e que caracteriza bem as dificuldades deste país, principalmente nos tempos atuais.

O bêbado e a equilibrista( quem não se lembra na voz de elis Regina)

Caía a tarde feito um viaduto/ E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos/ A lua, tal qual a dona de um bordel/ Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel/ E nuvens lá no mata-borrão do céu/ Chupavam manchas torturadas/ Que sufoco/ Louco/ O bêbado com chapéu-coco/ Fazia irreverências mil/ Pra noite do Brasil/ Meu Brasil

Que sonha com a volta do irmão do Henfil/ Com tanta gente que partiu/
Num rabo de foguete/ Chora/ A nossa Pátria mãe gentil/ Choram Marias e Clarisses/ No solo do Brasil

Mas sei que uma dor assim pungente/ Não há de ser inutilmente/ A esperança/ Dança na corda bamba de sombrinha/ E em cada passo dessa linha/ Pode se machucar

Azar/ A esperança equilibrista/ Sabe que o show de todo artista/ Tem que continuar

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