Coletivo que levava imprensa foi atingido por pedras


11/08/2016


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Ônibus que transportava jornalistas foi atingido por pedra, de acordo com o Comitê Rio 2016 (Foto: Reprodução)

O diretor de segurança do Comitê Rio 2016, Luiz Fernando Corrêa, confirmou nesta quarta-feira (10) que o ônibus ocupado por jornalistas realmente foi atingido por uma pedra e que a perícia descartou a possibilidade de disparos de arma de fogo terem atingido o veículo. Para ele, o ocorrido na noite de terça-feira (9) foi “um incidente de oportunidade”.

Segundo ele, o motorista do coletivo foi orientado a deixar o local o mais rapidamente possível, já que os ocupantes do ônibus ficariam expostos se a perícia do veículo fosse realizada ali.

“Foi um incidente de oportunidade no deslocamento do patrulhamento móvel. O local foi mapeado e, além do patrulhamento móvel, terá uma equipe fixa. O nosso papel é  fazer o intermédio entre o evento e as autoridades de segurança. A equipe da nossa área passou a acompanhar o evento todo”, explicou Corrêa.

Ainda segundo o diretor de segurança da Rio 2016, a perícia concluiu que o ônibus foi atingido por pedra e não por tiros. “Mais detalhes serão divulgados até o fim do dia”, garantiu.

Jornalista americana: ‘Sei identificar um tiro’
As afirmações da organização dos Jogos foram contestados pela jornalista americana Lee Michaelson, que estava no ônibus. Ela insistiu no fato de que o veículo foi atingido por tiros. “Parecia uma arma de pequeno calibre. Foram dois tiros rápidos. Dois barulhos que não poderiam ser de pedras, ‘pop pop’. O ônibus estava por volta de 50 km/h. O tipo de impacto parecia o de um tiro. Eu servi nas Forças Armadas, não sou uma especialista, mas eu já ouvi tiros. Sei identificar um”, assegurou a jornalista.

Diretor de comunicação da Rio 2016, Mario Andrada afirmou que as luzes internas do ônibus foram acesas pelo motorista para que quem estivesse de fora observasse que não havia presença militar dentro do veículo.

Andrada disse ainda que não se arrepende de ter dito que o Rio seria a cidade mais segura do mundo durante os Jogos: “Um atleta não se arrepende de dizer que vai ganhar antes da partida”.

Para Luiz Fernando Corrêa, qualquer questão que envolva a Olimpíada tem uma repercussão que se soma à imagem da cidade e passa uma sensação de insegurança. “No entanto, todas as pesquisas indicam que os visitantes estão se sentindo mais seguros. É natural de uma grande metrópole que ocorra algum tipo de incidente”, afirmou o diretor de segurança.

Relembre o caso
O ônibus, que transportava jornalistas brasileiros e estrangeiros entre as arenas da Olimpíada, foi atingido e teve as janelas quebradas por volta das 19h30, na altura de Curicica, em Jacarepaguá, quando ia do Complexo de Deodoro em direção ao Parque Olímpico da Barra.

Ainda de acordo com o Comitê Rio 2016, dois passageiros sofreram ferimentos leves. Um deles é o jornalista bielorrusso Artur Zhol.

Informações do portal G1

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