Prêmio Vladimir Herzog homenageia Rose Nogueira


24/08/2017


A jornalista Rose Nogueira (Foto: Reprodução)

Com mais de 50 anos de Jornalismo, Rose Nogueira será a homenageada especial do Prêmio Vladimir Herzog 2017 por essas décadas de dedicação à profissão e à luta pelos direitos humanos. A solenidade de premiação será em 31/10, a partir das 20h, no Tucarena (Rua Monte Alegre, 1.024 – São Paulo).

Jornalista profissional desde a década de 1960, Rose passou pelas principais redações do País e figura entre criadoras do TV Mulher, programa exibido pela Rede Globo na década de 1980 que se tornou referência no jornalismo.

Mesmo aposentada das redações, aos 73 anos ela mantém a rotina de escrever, está sempre ligada nos noticiários, é conselheira fiscal do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e continua militando pelos direitos humanos como membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) e do Grupo Tortura Nunca Mais-SP.

“Para quem viveu intensamente esses últimos 50 anos, fica cada vez mais claro que a história é um processo e não eventos num espaço de tempo”, diz. “Isso nos dá uma visão muito clara e, ao mesmo tempo, muito emocional de tudo”.

Nessa trajetória, Rose também viu e viveu na pele o golpe de 1964. Apoiadora da Aliança Libertadora Nacional (ALN), ela chegou a abrigar em sua residência, na capital paulista, o líder Carlos Marighella. Acabou sendo presa em 1969, cerca de um mês depois de dar à luz o seu único filho, Carlos Guilherme Clauset, o Cacá, que hoje segue os passos da mãe no jornalismo.

Depois de ser vítima de tortura física e psicológica no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), passou nove meses no Presídio Tiradentes, na chamada Torre das Donzelas, tendo entre as companheiras de cela a jornalista Edith Negraes e a então militante Dilma Rousseff. Em 1971, foi julgada e absolvida pela Justiça, nunca deixou a luta pela condenação dos torturadores e pela verdade e justiça às vítimas do regime repressivo.

Fonte: Portal dos Jornalistas