Polícia prende três suspeitos da morte de diretor de jornal da Baixada Fluminense


Por Cláudia Souza

04/11/2015


José Roberto de Ornelas de Lemos, diretor do Jornal Hora H, vinha sofrendo ameaças. (Crédito: Gustavo Azeredo/ Jornal Extra)

José Roberto de Ornelas de Lemos (Crédito: Gustavo Azeredo/ Jornal Extra)

A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, prendeu na manhã desta quarta-feira, dia 4, Vanderson da Silva, Braulino Brejeiro Fernandes e Celso Henrique Batista Ribeiro, suspeitos da morte de José Roberto Ornelas de Lemos, 47 anos, filho do dono do jornal “Hora H”, e diretor financeiro do diário. O crime aconteceu no dia 11 de junho de 2013, no bairro de Corumbá, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

José Roberto foi morto por um grupo de pistoleiros encapuzados, que efetuaram pelo menos 44 disparos contra ele em uma padaria localizada na Av. Eduardo Pacheco Vilhena, em Corumbá, na qual a vítima costumava fazer compras no final do expediente do jornal. Os assassinos atiraram de dentro de um Gol cinza e fugiram em seguida. No momento do crime, apenas três funcionários estavam no estabelecimento, mas nenhum deles foi ferido. José Roberto foi socorrido por amigos, mas chegou morto ao Hospital da Posse, em Nova Iguaçu.

De acordo com as investigações iniciais feitas por policiais da 58ª Delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro(Nova Iguaçu), no momento em que foi morto José Roberto portava uma pistola calibre 380, municiada e numerada, mas nenhum projétil chegou a ser disparado. Os investigadores afirmaram ainda que o número de disparos indicaria um crime encomendado. De acordo com levantamento da Delegacia, José Roberto já havia sido detido em 2003, acusado de financiar os pistoleiros que assassinaram o então subsecretário de Governo de São João de Meriti, Kennedy Jaime de Souza, crime atribuído a disputas por um desvio de recursos públicos. O empresário respondia em liberdade também pelos crimes de extorsão e formação de quadrilha, mas foi absolvido pela Justiça.

“José Roberto vinha recebendo ameaças de morte por suas atividades no jornal, que é muito forte na região. A gente vinha batendo muito em alguns assuntos”, disse José Lemos, pai do empresário e proprietário e fundador do jornal “Hora H”.

A hipótese foi corroborada pelo irmão da vítima, Luciano Ornelas de Lemos. “O jornal é bastante polêmico. Fala mal de polícia, de bandido e de político. As ameaças contra meu irmão eram freqüentes. Havia sempre carros suspeitos rondando perto dele”.

O jornal “Hora H”, de perfil popular, faz denúncias de crimes contra policiais e criminosos, além de supostos casos de corrupção em órgãos públicos da Baixada Fluminense.

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