Desigualdade de gênero cresce
no jornalismo


16/03/2016


cda020114gz817_min_cefafb-1234726O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lançou pesquisa para avaliar o cumprimento dos direitos das mulheres dentro das redações e assessorias de imprensa. O objetivo é saber qual o grau de desigualdade de gênero no jornalismo brasileiro. A entidade apura a incidência de casos de assédio moral e sexual, machismo, racismo e preconceito com mulheres gestantes. O trabalho foi lançado no Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

Segundo o sindicato, embora as mulheres sejam maioria nas redações brasileiras, chegando ao percentual de 64% da categoria, elas ainda recebem salários menores que os colegas homens, além de não aparecerem no posto de comando de várias publicações ou assessorias de imprensa. O estudo diz que os homens ocupam a maioria dos cargos de diretoria e definem a linha editorial.

“O questionário possui perguntas rápidas e fechadas. O objetivo é que o instrumento aponte números desse universo e também dê luz a novas ações da entidade direcionadas especificamente para as jornalistas”, explica o texto de divulgação.

O questionário tem nove perguntas e pode ser acessado por meio deste link. Não é preciso se identificar ou colocar o nome da empresa empregadora. Além da pesquisa, a entidade do Distrito Federal vai lançar no final do mês o Coletivo de Mulheres Jornalistas. A iniciativa contará com uma mesa de debates que tratará de temas como condições de trabalho e feminilização da profissão, machismo, racismo, assédio moral no ambiente de trabalho, imagem da mulher na mídia e outras temáticas de gênero.

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