6 de julho de 2022


Parabéns, Mauro Santayana, pelos seus 90 anos


06/06/2022


A ABI parabeniza o companheiro Mauro Santayana pelos seus 90 anos.

Jornalista autodidata. Prêmio Esso de Reportagem de 1971, fundou, na década do 1950, O Diário do Rio Doce, e trabalhou, no Brasil e no exterior, para jornais e publicações como Diário de Minas, Binômio, Última Hora, Manchete, Folha de S. Paulo, Correio Brasiliense, Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil onde escrevia uma coluna de comentários políticos.

Em 1964, ano de golpe militar no Brasil, colaborava com o embaixador Mário Palmério (1916-1996), no Paraguai, nas negociações para a implantação da Hidrelétrica de Itaipu. Exilou-se, então, durante mais de dez anos, no Uruguai, no México, em Cuba, em Praga e na Checoslováquia. Trabalhou como jornalista e chefe das emissões em português da rádio Havana, em 1966, e como comentarista político da rádio Praga, entre 1968 e 1970. Em Bonn, na Alemanha, foi correspondente do Jornal do Brasil entre 1970 e 1973.

Cobriu, como correspondente, a invasão da Checoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia, a Guerra Civil Irlandesa e a Guerra do Saara Ocidental. Entrevistou várias personalidades que marcaram a história do Século XX, como Willy Brandt (1913-1992), Manuel Francisco Garrincha dos Santos (1933-1983), Dolores Ibarruri (1895-1989), Jorge Luis Borges (1899-1986), Juan Domingo Perón (1895-1974) e Luiz Inácio Lula da Silva.

Amigo e colaborador de Tancredo Neves, contribuiu para a articulação da sua eleição para a Presidência da República, que permitiu o redemocratização do Brasil. Foi secretário-executivo da Comissão de Estudos Constitucionais e Adido Cultural do Brasil em Roma. 

Compõem sua trajetória literária os livros A Tragédia Argentina – Poder e violência de Rosas ao Peronismo (Francisco Alves, 1976), Conciliação e Transição: As armas de Tancredo Neves (Paz e Terra, 1985), Dossiê da Guerra de Saara (Paz e Terra, 1987), Mar Negro (André Quicé, 2000) e Tancredo, O Verbo Republicano (Autêntica, 2010). Participou da obra coletiva Repórteres (Senac/SP, 1997).

Dividiu, até fevereiro de 2011, um blog com Villas-Bôas Corrêa e Wilson Figueiredo, no portal do Jornal do Brasil, onde publicava comentários sobre temas políticos em esferas econômica, política nacional e internacional, economia, crônicas de Minas e do Mundo. Publicou, no mesmo portal, comentários na coluna Coisas da Política, nos quais percorria os mesmos temas, atento aos acontecimentos mais importantes do dia. Também escreveu para Carta Maior.

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