José Reinaldo Marques
23/12/2005
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Ruy Baron |
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Desde sua inauguração como Capital da República pelo Presidente Juscelino Kubitscheck em 21 de abril de 1960, Brasília se transformou num reduto de grandes profissionais da imprensa brasileira. No time de craques do fotojornalismo está André Dusek, da IstoÉ.
Apesar de receber muitos elogios dos colegas de profissão, Dusek nunca teve uma fotografia premiada, mas fala com orgulho daquelas que considera uma marca na sua carreira:
— Em 1980, fui o primeiro fotógrafo a fazer uma reportagem no garimpo de Serra Pelada, quando houve a febre da corrida do ouro. Foi um trabalho muito marcante que publiquei no Correio Braziliense e na revista francesa Photo Reporter e ainda rendeu uma exposição. Mas trabalhando em Brasília, no centro do poder, faço mais cobertura política, tendo registrado do fim do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte, bem como outros momentos históricos do Brasil.
Dusek nasceu há 49 anos no Rio e vive em Brasília desde 1975. O gosto pela fotografia, conta, sempre andou família:
— Cresci cercado de quadros por todos os lados e vendo álbuns de fotos com registros de parentes até do século XIX. E até hoje tenho uma câmara Voigthlander de chapa da década de 20 que foi do meu avô, um arquiteto húngaro que se radicou no Brasil e eu nem cheguei a conhecer.
O pai, o tcheco naturalizado brasileiro Milan Dusek, pintor, escultor e gravador, sempre fez fotografia como amador:
— Aprendi fotografia acompanhando meu pai no velho laboratório caseiro e achava um barato ver a imagem surgindo no papel dentro da banheira. Tudo o que eu aprendi de revelação, ampliação e manuseio da câmara foi com meu pai, embora mais tarde, já profissional, tenha feito alguns cursos de especialização.
Realização
André Dusek formou-se em Eletrônica na Escola Técnica Federal Celso Suckow da Fonseca, no Rio. Em Brasília, tentou o vestibular para Engenharia Elétrica na UnB, mas foi reprovado em duas tentativas.
— Na terceira, escolhi Comunicação Social e, como já gostava de fotografia, me especializei em fotojornalismo. Não me arrependo de nada. Se fosse engenheiro, talvez não estivesse tão feliz e realizado como me sinto hoje.
Depois de fotografar e escrever matérias para os jornais-laboratório da universidade Campus e Muro, para grupos de teatro amador de Brasília e para um jornal do antigo MDB chamado Campanha, Dusek precisava de um estágio e foi trabalhar quase que de graça para as revistas Manchete e Fatos & Fotos no escritório brasiliense da Bloch Editores:
— Fazia de tudo. Quando resolveram me contratar, perguntaram se eu queria ser efetivado como repórter de texto ou fotográfico. Embora eu goste de escrever, optei pela imagem.
Depois vieram o Correio Braziliense, a agência Ágil, O Estado de S.Paulo, o Jornal da Tarde e, finalmente, IstoÉ, sempre em paralelo às atividades sindicais e com a crença de que “a fotografia é uma mídia que ajuda a entender o processo de transformação social e uma forma de expressão visual com linguagem própria, que complementa e confirma o texto”.
— Assim como o repórter de texto, o repórter-fotográfico tem responsabilidade com o que faz e com o que exibe para a sociedade.
No aspecto tecnológico, ele acha que o trabalho foi facilitado com o equipamento digital. Acredita também que a profissão está mais valorizada em relação a salários e a reconhecimento.
Quanto aos planos, conta que já reuniu material suficiente para editar um livro:
— Nesses 28 anos de profissão, sempre gostei de fotografar os colegas em ação; tenho imagens de fotógrafos, cinegrafistas, repórteres e motoristas nas situações mais diversas. Já renderam duas exposições e acho que já podem virar livro.
Clique nas imagens para ampliá-las:
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“Esta fotografia registra...” |
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“Mais deputados pugilistas...” |
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“Em 1981, o escritor Eugène...” |
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“Fui o primeiro fotógrafo...” |
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“O ex-Presidente José...” |
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“Esta é mais uma cena dramática...” |
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“Esta foto que eu fiz dos...” |
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“O Presidente venezuelano Hugo...” |
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“Esta fotografia mostra o...” |
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“Eu estava cobrindo a posse do...” |