ONU relaciona morte de
Khashoggi a governo saudita


24/06/2019


Agnès Callamard, relatora especial da ONU sobre execuções extrajudiciais e especialista independente em direitos humanos, afirma que há provas suficientes para a abertura de uma investigação sobre a responsabilidade de autoridades da Arábia Saudita, inclusive do príncipe herdeiro Mohamed Bin Salman, no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, morto em outubro de 2018, dentro do consulado da Arábia Saudita, em Istambul, na Turquia.

Desde 2017, Khashoggi trabalhava como articulista no jornal Washington Post. Opositor do governo da monarquia saudita, ele havia deixado o país e se mudado para os Estados Unidos temendo represálias.

 

São onze os acusados pelo assassinato brutal de Khashoggi, cujo corpo ainda não foi localizado. De acordo com as autoridades sauditas, o crime foi praticado pelo grupo em uma ação “fora de controle” do governo e sem interferência da Casa Real. Contudo, o governo turco e a CIA, agência americana de inteligência, consideram que a monarquia saudita, especialmente o príncipe regente Mohamed bin Salman, teve influência no assassinato.

 

Após investigar a morte do jornalista saudita por seis meses, a relatora especial da ONU afirma em um relatório que “existem elementos de provas que justificam uma investigação suplementar sobre a responsabilidade individual de altos funcionários sauditas, incluindo o príncipe herdeiro”, segundo destaca nota da AFP.

O relatório recomenda que sejam impostas sanções ao príncipe herdeiro Mohamed Bin Salman e aos acusados de envolvimento no crime, “até que e a não ser que evidências sejam providenciadas e corroboradas de que ele não tem responsabilidade por esta execução”, destaca nota da CNN.

 

A relatora especial da ONU diz que as atuais sanções internacionais contra os oficiais sauditas não são suficientes porque “falham em corresponder à gravidade do crime ou ao fato de que o estado da Arábia Saudita é no final das contas responsável pela violação do direito do Sr. Khashoggi à vida”.

 

Fonte: Portal Imprensa

 

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