Noite do curta-metragem no Cine ABI


22/08/2008


“Carlitos repórter”, filme em que Charles Chaplin surgiu pela primeira vez para o grande público, em 2 de fevereiro de 1914, abriu a programação desta quinta-feira, 21, do Cine ABI. O curta-metragem narra em 15 minutos a história de um jornalista picareta que tenta, ao longo de todo o tempo, tirar uma fotografia original, em meio a improvisações, embuste e muita correria.
Na seqüência, foram exibidos 19 vídeos da série “No meio da rua”, do jornalista e cineasta João Saboia, que contabiliza cerca de 360 mil exibições no site do Youtube:
— Este trabalho se caracteriza pela simplicidade — diz Saboia. — Uso uma pequena câmera digital para registrar as imagens que julgo interessantes, especialmente quando vinculadas ao cotidiano e à rotina de jornalistas.

 João Saboia

Ligação

Antes do início da sessão, aberta pelo jornalista e Conselheiro da ABI José Resende, também responsável pelo Centro Hiistórico-Esportivo da Casa, Saboia agradeceu o convite do Diretor de Cultura e Lazer da Associação, Jesus Chediak, para participar da mostra:
— Tenho forte ligação com a entidade. A cerimônia da minha formatura em Jornalismo, em 1980, foi realizada no Auditório Oscar Guanabarino, no 9º andar da Associação. É um orgulho poder mostrar aqui na ABI meu trabalho, que ocupa pela primeira vez uma sala de exibição.

Para Saboia, exibir seus curtas ao lado de um clássico de Charles Chaplin também foi uma oportunidade rara e significativa:
— Os filmes de Chaplin se aproximam da minha estética de simplicidade. Carlitos representa a fase inicial do cinema e o meu trabalho focaliza o avanço tecnológico focado na simplicidade.

Encanto
 

    Ilma Martins e Tony Marins

Tony Marins, jornalista, sócio e colaborador da ABI, aplaudiu os curtas-metragens da noite:
— As imagens de Saboia encantam por tecer a crônica do cotidiano com linguagem simples, porém crítica. Os filmes são fantásticos e exibem diversos aspectos da sociedade,do grotesco ao singelo, com destaque para o vídeo sobre o bloco Crustáceos da Manguaça.

Também admirador do talento de Charles Chaplin, Tony ressaltou a atuação do artista e a linguagem de ação do curta:
— A obra de Carlitos, como sempre impecável, impressiona pelo
ritmo ágil e a montagem das cenas salpicadas de ironia e comicidade, que mantêm a platéia em suspense.

Raquel Miranda, bancária aposentada, compara o personagem de Chaplin ao perfil do típico malandro brasileiro.
— A atuação de Carlitos está genial como sempre. Ele é aquele sujeito pobretão, vigarista, que acaba se envolvendo em uma confusão. Não pode haver nada pior para um jornalista do que virar notícia em uma situação desagradável como a narrada neste curta. É aquela velha história do feitiço virando contra o feiticeiro. No final, a astúcia vence a prepotência.

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