New York Times propõe programa de demissão


Por Claudia Sanches*

21/07/2016


O grupo New York Times propôs um plano de demissão voluntária, a fim de racionalizar os seus projetos de informação e desenvolver a atividade digital.

O número de pessoas envolvidas não foi determinado, mas “serão aceitos tantos candidatos quanto possível”, afirma um documento interno ao qual a AFP teve acesso.

O grupo de mídia não prevê demissões este ano, indicou em outra nota citada pelo jornal, mas vai se reorganizar para se concentrar nos planos internacional e digital.

Na redação, a oferta de aposentadoria atinge todos os funcionários com mais de três anos de experiência, exceto para aqueles que compõem as equipes de vídeo, computação gráfica e design digital, de acordo com o documento.

O plano prevê uma indenização de quatro a 52 semanas, à taxa de remuneração de uma semana para cada seis meses trabalhados. “Buscamos voluntários, pessoas que poderiam considerar que esta oferta se adapta aos seus projetos de longo prazo”, acrescenta a nota.

O grupo também fez a oferta para os funcionários de outros departamentos.

O New York Times mantém uma redação com 1.300 funcionários, apesar de uma queda na receita de publicidade e na circulação do seu jornal em papel, compensada parcialmente por sua receita com publicidade e assinantes online.

Esta é a primeira proposta de demissão voluntária à redação, após a abolição em 2014 de 100 postos, incluindo 20 demissões.

No início de maio, o jornal anunciou uma redução de suas perdas no primeiro trimestre, que se situaram em 8,3 milhões de dólares em comparação com US$ 14,3 milhões no mesmo período do ano passado. A receita caiu 1,2% para 380 milhões de dólares.

*Informações do Zero Hora

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