17 de agosto de 2022


Morre Quino, o criador da personagem Mafalda


30/09/2020


 

O cartunista Quino, ao lado de uma escultura de sua personagem Mafalda, na Espanha Foto: Miguel Riopa/AFP/Arquivo

Quino, o cartunista argentino conhecido por criar as histórias em quadrinhos da personagem Mafalda, morreu aos 88 anos, confirmou o editor Daniel Divinsky, pelo Twitter. “Quino morreu. Todas as pessoas boas do país e do mundo ficarão de luto por ele”, escreveu ele. A causa da morte não foi oficialmente divulgada, mas segundo a imprensa argentina, o artista sofreu um acidente vascular cerebral nos últimos dias.

Criação de Mafalda

Quino criou Mafalda já em seu primeiro emprego como desenhista publicitário, em 1962. A garotinha seria personagem de uma peça de propaganda, que foi rejeitada por jornais na época. O autor retomou o personagem em 1964.A primeira tirinha foi publicada no dia 29 de setembro daquele ano. A partir deentão, as historinhas, agora sem objetivo publicitário, acabaram aparecendo em jornais do mundo todo. Mais tarde, os livros de Mafalda foram traduzidos para mais de 30 idiomas.A personagem também virou protagonista de um filme, produzido na Argentina e lançado em 1982.Além da garotinha, as tirinhas também tornaram célebres personagens como Manolito, Susanita, Guille, Filipe e Libertad. Em 1973, após quase 2 mil tirinhas,Quino decidiu que não desenharia mais Mafalda. Em uma entrevista em 2014, questionado se a personagem manteria seu olhar crítico ao mundo tantos anos depois, Quino disse que sim. “E tem mais argumentos ainda. Se você ver os jornais, não precisa nem perguntar o porquê.”Depois de abandonar a personagem, Quino continuou a criar histórias com tom político, muitas vezes sobre opressão e desigualdade social, para jornais de vários países.

Fonte: pesquisa na internet

 

 

 

 

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Laerte

“Conheci o trabalho do Quino em fins dos anos 60 – alguém foi à Argentina e trouxe umas Mafaldas. Fiquei boba, porque entendi algo que era possível fazer com desenho de humor que me interessava muito – esse tom único que ele tinha, nas tiras e nos cartuns. Essa combinação precisa e dificil entre a delicadeza e a contundência, num modo de contar como é o mundo e também como é o quarteirão de casa”.

Carol Cospe Fogo

“Nunca foi segredo minha admiração por Quino. Sua arte atemporal mistura indignação e sátira de maneira genial. Seja por Mafalda, seja por outros trabalhos onde sequer precisava utilizar palavras para passar uma mensagem, Quino segue imortal para mim”.

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