Morre no Rio o jornalista Edison Nequete


23/11/2010


Morreu na madrugada desta terça-feira, 23 de novembro, aos 84 anos, de causa não identificada, no PAM de Irajá, o jornalista, escritor, diretor de teatro e ator Edison Curie Nequete. Ele era associado da ABI, onde ingressou em 18 de junho de 1968, quando exercia a função de redator da Rádio Jornal do Brasil. O enterro será nesta quarta-feira, às 16h, no cemitério de Irajá.
 
 
Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde nasceu em 27 de julho de 1926, Edison Nequete foi professor de teatro na sua cidade natal. Sua incursão no jornalismo se deu no Rio de Janeiro, na década de 1960, onde trabalhou no Diário de Notícias e como redator na Agência Nacional, no programa “A Voz do Brasil”, e exerceu a mesma função na Rádio JB.
 
No início dos anos 70, Edison Nequete, além do trabalho na Agência Nacional, atuava como redator do programa “Na onda certa”, da Rádio Mundial que era dirigido para o público jovem. Além disso, fazia o noticiário da edição da meia-noite do jornal “O seu redator chefe”, também no Sistema Globo de Rádio. Ele também foi redator e cronista colaborador do Jornal do Commercio.
 
“O Nequete tinha um excelente texto, principalmente para o rádio”, disse o jornalista Marcelo Auler, da sucursal carioca do Estadão, que o conheceu no Sistema Globo de Rádio, em 1973: — Nos conhecemos com ele me mostrando a dureza do jornalismo e tentando me fazer desistir de exercer a profissão de jornalista. Recentemente o Nequete me procurou pedindo ajuda e eu e outros colegas tentamos ajudá-lo, inclusive com uma internação, disse Marcelo Auler após lamentar a morte do amigo.
 
 
No campo das artes, além do teatro, Edison Nequete se lançou na música como letrista no início dos anos de 1950, quando teve seus versos escritos em castelhano musicados pelo compositor erudito gaúcho Natho Henn. Uma das músicas da dupla foi incluída no repertório do tenor Mário de Oliveira e executada várias vezes pela Orquestra da Rádio Farroupilha, à época dirigida pelo Maestro Manso. No mesmo período teve outro poema musicado por Lilá Rippol.
 
 
 

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