Morre, aos 56 anos, Luiz Antônio Novaes, no Rio


09/08/2016


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O jornalista Luiz Antônio Novaes

Luiz Antônio Novaes, o Mineiro, como era conhecido, morreu na manhã desta terça-feira (9). Ele estava internado há duas semanas com pancreatite aguda e deixa a mulher e dois filhos, Barbara e Álvaro. O corpo do jornalista será velado nesta quarta-feira (10), a partir das 9h, na capela 8 do Memorial do Carmo, no Cemitério do Caju. A cremação será às 16h.

Nascido na cidade de Alfenas, em Minas, formou-se na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Apaixonado pela reportagem, deixou de se tornar médico para seguir a carreira no jornalismo. Começou a trabalhar em Redação em 1986, como repórter na revista “Veja”. Em seguida, transferiu-se para o jornal “Folha de S.Paulo” e passou pela revista “Isto é”, antes de chegar ao GLOBO, em 1995. Foi coordenador de Nacional e secretário de Redação na sucursal de Brasília entre 1995 e 2000. Entre 2000 e 2001, foi editor de Política, para depois se tornar editor de Primeira Página, cargo que exerceu até meados de 2013. Entre 2014 e 2015, chefiou a sucursal de São Paulo do jornal.

Atualmente, assinava, com a mulher Mara Bergamaschi, o “Blog do Mineiro”, no site do GLOBO, e a coluna “Conexão São Paulo”, no jornal. No GLOBO, Mineiro venceu, com Rodolfo Fernandes e Claudio Prudente, a edição de 2003 do Prêmio Esso de Jornalismo, na categoria Primeira Página. O trabalho vencedor, com a manchete “Choque e pavor”, de 22 de março daquele ano, mostrava uma foto de uma explosão em Bagdá formando um enorme cogumelo que ocupava quase todo o lado esquerdo da página.

Há pouco mais de um ano, o jornalista se dedicava à preparação de um livro sobre a história do PT, a ser publicado pela Companhia das Letras, para o qual já havia feito uma série de entrevistas. Na juventude, Mineiro participou do Liberdade e Luta (Libelu), tendência do movimento estudantil brasileiro dos anos 1970, que teve alguns de seus quadros incorporados pelo PT.

Nos anos 1990, Mineiro já havia escrito dois livros sobre dois ex-presidentes do país. Em 1992, ano do impeachment de Fernando Collor, lançou com os jornalistas Gustavo Krieger e Tales Faria o livro “Todos os sócios do presidente”. Em 1994, publicou “Como Fernando Henrique foi eleito presidente”, com Luciano Suassuna

 

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