Ministro garante liberdade de imprensa


22/09/2008


O Ministro da Justiça, Tarso Genro, enviou à ABI declaração, nesta segunda-feira, dia 22, afirmando que a proposta que o Governo encaminhou ao Congresso Nacional sobre as escutas ilegais e sua divulgação não contém restrições à liberdade de imprensa. Segundo o texto, a medida “não tem nenhum vínculo, nenhuma ligação direta ou indireta, nenhum tipo de incidência sobre a reserva de fontes, para os jornalistas, nem tem qualquer relação com a liberdade de imprensa ou com o direito de informação”.

A seguir a íntegra do documento encaminhado pelo Ministro Tarso Genro à ABI:

A proposta do Governo a respeito das escutas ilegais e da sua divulgação, que está sendo remetida ao Congresso Nacional, não tem nenhum vínculo, nenhuma ligação direta ou indireta, nenhum tipo de incidência sobre a reserva de fontes, para os jornalistas, nem tem qualquer relação com a liberdade da imprensa ou com o direito de informação.

Tenho lido alguns comentários sobre o assunto ‘escutas ilegais’ e seu uso, que não se reportam à proposta do Governo, mas a uma proposta imaginária que não se sabe a origem.

O projeto-de-Lei do Governo diz, simplesmente, que utilizar informação obtida ilegalmente, ou que está sob sigilo, para obter vantagem, ou para caluniar, difamar, ou injuriar é crime. Aliás, o projeto do Governo apenas cria um novo tipo penal, integrando numa só norma delitos que já existem na legislação brasileira. É absolutamente impossível retirar do projeto a idéia de que ele se destina a ‘punir’ jornalistas ou a abrir o ‘sigilo da fonte’.

O projeto do Governo visa, na verdade, a punir pessoas que tiram proveito próprio de escutas ilegais e pessoas que usam as informações para caluniar, difamar ou injuriar.

Repito: o projeto não só não veda o direito de informação, como também o protege, porque os grampeadores ilegais vão pensar duas vezes quando tentarem instrumentalizar os jornalistas para usar o direito de informação com o objetivo de obter vantagem pessoal. O jornalista que divulga um fato faz a divulgação abrigado no direito de informação. A responsabilidade penal, no projeto do Governo, sobre o vazamento, ou sobre a escuta ilegal, é de quem faz o vazamento ou de quem organiza a escuta ilegal.” 

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