Maurício Azêdo recebe diploma do Prêmio Esso na ABI


16/12/2008


nbsp;Eliane Martins

Os Conselheiros Lênin Novaes e Pery Cotta à mesa com Ruy Portilho, Guilherme Duncan e Maurício

Na tarde desta terça-feira, 16, diante dos Conselheiros da Associação Brasileira de Imprensa, o Presidente Maurício Azêdo recebeu das mãos do jornalista Ruy Portilho, Coordenador do Prêmio Esso, o diploma de certificação com o qual a ABI foi homenageada na premiação. Na festa do último dia 9, a ABI foi representada pelo Conselheiro Milton Coelho da Graça.

Orgulhoso com a homenagem à Associação, Maurício comentou ser mais do que justo fazer a renovação da entrega do diploma diante do Conselho Deliberativo da Casa. Em seguida, ele passou a palavra a Ruy Portilho, que relembrou a importância da ABI na história do Prêmio Esso:
— A idéia de prestar esta homenagem à ABI, na pessoa do Presidente Maurício Azêdo, não surgiu apenas devido ao centenário da entidade, mas porque o Prêmio Esso nasceu sob os auspícios desta Casa. A premiação só decolou, só sobreviveu nos primeiros anos e ganhou impulso para chegar ao 53° aniversário porque esta Associação foi uma das sustentadoras do Esso e de todos os prêmios da época, especialmente nos anos de chumbo. As entregas dos troféus eram sempre feitas com a presença de sua Diretoria. Hoje, aqui, faço um prolongamento da homenagem diante dos membros do Conselho.

                                                            Maurício Azêdo

Maurício agradeceu a Portilho pelas palavras, relembrou os tempos difíceis para os jornalistas durante a ditadura militar e exaltou a luta de Rodolfo Konder, que escreveu vários livros e ganhou o Prêmio Vladimir Herzog em 1994:
— Tínhamos, naquele momento, nas condições aviltantes e humilhantes do regime militar, vários companheiros presos, entre os quais nosso querido Rodolfo Konder, que era um dos líderes dos jornalistas vinculados ao Partido Comunista Brasileiro que tinham sido golpeados pela ação repressiva do DOI-Codi. Ele viveu um momento tormentoso muito prolongado, que o levou, inclusive, ao exílio pela segunda vez. Ele já havia sido exilado logo depois do golpe de 1964, porque era um destacado militante sindical da Petrobras e com esses episódios de outubro de 1975 (morte da Vladimir Herzog) e os meses subseqüentes, nosso Rodolfo Konder teve que trilhar, mais uma vez, o caminho do exílio. Isso o levou a vários países da América do Sul, Europa e América do Norte. E constituiu o refinamento de uma alma sensível do ponto de vista literário. Foi assim que Rodolfo Konder pode fazer 20 livros, fora as antologias de que tem participado através de uma criação literária que, em muitos momentos, tem como cenário e inspiração essas violências das quais ele e muitos companheiros foram vitimas. Então, nós recebemos essa evocação do Ruy Portilho na homenagem que ele e o Guilherme Duncan, organizadores do Prêmio Esso, prestaram à nossa Casa como mais um estimulo para que continuemos nessa luta, que tem heróis recobertos de modéstia como nosso querido companheiro Rodolfo Konder.
 
Elvira Lobato e ABI festejados no Prêmio Esso

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