Mais de mil mulheres apoiam Patrícia Mello


13/02/2020


A reação de repúdio veio rápida e certeira. Mais de mil mulheres jornalistas de diferentes veículos de comunicação assinaram manifesto em defesa da repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo, que foi alvo  de ataques durante sessão da CPMI das Fake News, na terça-feira (11),  no Senado.

Em depoimento, o ex-funcionário da empresa Yacows  Hans River acusou a jornalista ter se insinuado sexualmente para ele, com intenção de obter  informações para as matérias que publicou em 2018 sobre o disparo ilegal de mensagens durante a campanha eleitoral.

“É inaceitável que essas mentiras ganhem espaço em uma Comissão Parlamentar de Inquérito que tem justamente como escopo investigar o uso das redes sociais e dos serviços de mensagens como WhatsApp para disseminar fake news”, diz trecho do manifesto, apoiado também por mulheres de outras áreas profissionais.

“Nós, jornalistas e mulheres de diferentes veículos, repudiamos com veemência este ataque que não é só a Patrícia Campos Mello, mas a todas as mulheres e ao nosso direito de trabalhar e informar.  Não vamos admitir que se tente calar vozes femininas disseminando mentiras e propagando antigos e odiosos estigmas de cunho machista”, afirma o documento.

O jornal a Folha de São Paulo, além de divulgar nota de repúdio, publicou matéria comprovando as mentiras do ex-funcionário à CPMI.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em conjunto com diversas entidades da sociedade civil, assinaram nota de repúdio, exigindo  que as devidas medidas judiciais sejam tomadas.

Manifesto a favor da jornalista Patrícia Mello

https://docs.google.com/document/u/1/d/e/2PACX-1vQtHSGfZv_TBT4OzMktNTOHJHHw9BaHSZcGyn3A8wtJ-mNngJ6nBFgdKm0N7zPAkjA4nLwMxSFPMzVg/pub

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