1 de julho de 2022


Lindomar Castilho, Nelson Ned e Agnaldo Timóteo no filme do Macunaíma


19/04/2022


Vou rifar meu coração, filme sobre música brega

no Cine Macunaíma

Cineclube Macunaíma exibe hoje, a partir das 10h e até segunda-feira, Vou rifar meu coração, de Ana Rieper. É um documentário brasileiro de 2012 premiado como Melhor Filme, Júri Popular IV Cine Fest Londres, UK, entre outros e aborda o universo da música brega, entrevistando artistas como Agnaldo Timóteo, Wando, Amado Batista, Lindomar Castilho, Nelson Ned, Walter de Afogados e Rodrigo Mell, além de fãs do gênero que falam sobre momentos de suas vidas em que se identificaram com as canções dos ídolos. Lindomar Castilho, autor da música Eu Vou Rifar Meu Coração, só aceitou ser entrevistado com a condição de que a diretora não fizesse perguntas sobre o assassinato de sua ex-mulher, em 1981, pelo qual foi condenado a sete anos de prisão.

Amor, dor de cotovelo e o processo criativo da música brega no Brasil e artistas que colecionam recordes de discos vendidos e legiões de fãs reclamam do preconceito sofrido pelo gênero, um dos mais populares do país. Lançamento mundial em 26 de março de 2012 (mundial). Às 19h30, haverá debate com o cineasta Silvio Tendler e mediação do jornalista Rodrigo Fonseca, tendo como convidados as pesquisadoras O mediador é o jornalista Rodrigo Fonseca, tendo como convidadas a diretora do longa Ana Rieper, as pesquisadoras Adriana Facina e Ivy Almeida. Leia abaixo as músicas interpretadas. Assista ao filme e ao debate pelo canal da ABI no YouTube. Link: bit.ly/3uZn84f.

Filme

O imaginário romântico, erótico e afetivo brasileiro a partir da obra dos principais nomes da música popular romântica, também conhecida como brega. O amor que se aventura, arrisca tudo, se declara, se rasga, cala, chora. A música que fala sobre esses amores e essas pessoas vêm de artistas marcados por histórias e sentimentos brutos, violentos, proibidos. Essas canções estão no filme Vou rifar meu coraçãointerpretadas de Odair José, Agnaldo Timóteo, Waldik Soriano, Evaldo Braga, Nelson Ned, Amado Batista, Wando, e são crônicas da vida de amantes, traidores e traídos, prostitutas, machões, esposas, cabarezeiros e afins. Como diz Nelson Ned, “quem é que não teve na vida, um problema de amor, uma desilusão?”. Direção: Ana Rieper; produção Executiva: Suzana Amado; direção de Fotografia: Manuel Águas; montagem: Pedro Asbeg; pesquisa: Ivy Almeida, Raphael Borges, Valéria Burke; produzido por: Ana Rieper e Suzana Amado. Com 1h20 de duração.

Amor, dor de cotovelo e o processo criativo da música brega no Brasil. Artistas que colecionam recordes de discos vendidos e legiões de fãs reclamam do preconceito sofrido pelo gênero, um dos mais populares do país. Esse é o tema das entrevistas dos cantores Agnaldo Timóteo, Elvis Pires, Lindomar Castilho, Nelson Ned, Odair José, Rodrigo Mell, Walter de Afogados, Wando e Amado Batista. Há participações de cantores e bandas de Sergipe, Alagoas, Recife, do Clube do Brega da Feira de São Cristovão.

As músicas interpretadas são: Eu também sou sentimental e Não tenho culpa de ser triste (Nelson Ned); Folha, Princesa e O julgamento (Amado Batista); Moça (Wando); Eu vou rifar meu coração e Meu coração (Lindomar Castilho); Cara de Santa (Cheiroso de Alagoas); Sonhos (Peninha); Quem eu quero não me quer(Valdenice); Te amo de Verdade (Asas Morenas); Vou tirar você deste lugar (Zé Filho e banda); Baby (Pablo); Deslizes (Fagner); O Garanhão (Walter de Afogados); Chupa que é uva (Banda Gaviões do Forró); O que pensa que eu sou? (Banda Djavu); Perdido na noite (Agnaldo Timóteo); Tortura de amor (Waldick Soriano); Contigo na cabeça (Kelvis Duran).

Participação e prêmios em festivais: 2011: 44o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; 35o Mostra São Paulo; Melhor direção e Melhor Montagem no 7o  FestiCine Goiânia; Melhor Direção de Arte em um Documentário e Prêmio Especial da Associação de Críticos (Fipresci Uruguai) no V AtlantiDoc , Uruguai; 2012: XV Festival de Tiradentes; In-Edit São Paulo; Seleção Oficial – XXVII Guadalajara Int Film Festival, México; Cinelatino – 24èmes Rencontres de Toulouse, França; IX  IndieLisboa –Portugal; 15ª anual Cine de las Americas, Austin, Texas EUA; 4o Hollywood Brazilian Film Festival, LA –EUA; 4º Brazilian Film Festival of Vancouver –Canadá; World Cinema Amsterdam, Holanda; e Melhor Filme, Júri Popular IV Cine Fest Londres, UK.

A diretoria do documentário Ana Rieper é geógrafa e documentarista e vem se dedicando à realização de filmes sobre cultura popular, música e meio ambiente desde 1998, quando lançou Saara, seu primeiro curta-metragem. Diretora de televisão e cinema documentário nascida no Rio de Janeiro, em 1975, cursou Cinema e Geografia na Universidade Federal Fluminense. Iniciou a carreira em 1998, com a realização do curta-metragem Saara, eleito melhor filme no 2º Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte e melhor direção no 1º Fest Cine. Em 2001, fez a assistência de direção e participou da produção do programa A linguagem do cinema, de Geraldo Sarno (Canal Brasil). Em 2004, assinou a direção de produção do média documentário O Rio das mulheres pelo olhar de Ivaneide, de Carlos Eduardo Ribeiro Júnior. De 2005 a 2010, dirigiu o programa Afinando a língua (Canal Futura). Sua estreia na realização de longas-metragens se deu em 2011, com o documentário Vou rifar meu coração, que recebeu o prêmio de melhor direção de arte e menção especial da crítica no Atlantidoc Uruguai, além de ser eleito melhor filme no In-Edit Brasil 2012. Atua também como diretora de filmes institucionais nas áreas de Meio Ambiente, Arqueologia e projetos ligados a movimentos sociais. Filmografia selecionada: 5 X Chico – O velho e sua gente (2015, documentário coletivo dirigido com Gustavo Spolidoro, Camilo Cavalcante, Eduardo Goldenstein e Eduardo Nunes; Vou rifar meu coração (2011), menção honrosa da crítica e melhor direção de arte do Atlantidoc 2012 e Melhor filme no In-Edit Brasil 2012; Mataram meu gato (2006),  curta-metragem selecionado para a Premiére Brasil do Festival do Rio 2006; Veluda (2005), curta-metragem, Menção honrosa na Mostra do Filme Livre 2005; e Saara (1998), curta-metragem vencedor dos prêmios de melhor filme no 2º Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte e melhor direção no 1º Fest Cine.

 

Convidadas

 

 

Adriana Facina – escritora e pesquisadora, escreveu Vou fazer você gostar de mim, debates sobre a música brega (Multifoco, 2011) e Acari Cultural (Mauad, 2014) e desenvolveu pesquisa sobre música e lazer popular no Rio de Janeiro, com ênfase no funk. Atualmente pesquisa trajetórias de artistas com experiências de sobrevivência. É mestre em História Social da Cultura e doutora em Antropologia Social, com pós-doutorado, é pesquisadora do CNPq, professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/Museu Nacional/UFRJ e do Programa de Pó s-Graduação em Cultura e Territorialidades/UFF. Tem experiência nas áreas de Antropologia e História, com ênfase em Antropologia Urbana e História Cultural, atuando principalmente em experiência urbana e criação artística, literatura e letramento, teorias da cultura, indústria cultural e mediações, música popular, criminalização da pobreza, criação e fruição cultural em favelas. Publicou ainda os livros Santos e canalhas: uma análise antropológica da obra de Nelson Rodrigues(Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2004), Literatura e sociedade (Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2004) e Nó em Pingo D’Água:.sobrevivência, cultura e linguagem (Mörula, 2019).

Ivy Almeida –foi responsável pela pesquisa do filme Vou rasgar meu coração junto com Raphael Borges e Valéria Burke.

 

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