16 de agosto de 2022


Líderes divulgam eleições presidenciais na Bolívia


09/01/2020


Hércules martins, Bentilho Silva, Paulo Jeronimo, Célio Martins e Adela

Representantes da sociedade civil da Bolívia, apoiadores do ex-presidente Evo Morales – asilado político no México desde novembro do ano passado -,  reuniram-se nesta quarta-feira, 8, com o presidente da Associação Brasileira de Imprensa ( ABI), Paulo Jeronimo de Sousa, na sede da entidade no Rio.

O grupo de líderes políticos, formado por Bentilho Jorge da Silva, Secretário de Comunicação da Cooperativa Cultural Esperantista, com sede no Rio, Célio Freitas Martins, ex-presidente da Organização dos Trabalhadores de Bairro (OTB), de Cochabamba, sua mulher, Adela Choque Coca Martins, e o filho Hércules Choque Coca Martins, percorre países da América do Sul para divulgar as próximas eleições presidenciais  na Bolívia, marcadas  para  3 de maio, e angariar apoio à candidatura daquele que vier a ser o candidato de Morales.

“Desde o golpe que destituiu Evo Morales da Presidência da República, em 10 de setembro do ano passado, lideranças bolivianas se organizam para relatar sobre a real situação do país”, disse Bentilho.

Nos próximos dias, a comitiva seguirá para São Paulo, onde terá encontros com imigrantes bolivianos. Em São Paulo está a maior comunidade de bolivianos fora do país de origem. Grande parte  trabalha com costura e no comércio popular na região do Brás, no centro da cidade.

Bentilho disse que a América Latina e o Brasil precisam saber o que está acontecendo na Bolívia desde o golpe de Estado, que levou o ex-presidente ao exílio.  “Apoiado pelos Estados Unidos, a mídia fez uma estratégia que criou uma suposta fraude eleitoral e manipulou a opinião pública. O presidente da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que esteve no país para apurar a suposta fraude, estava ‘comprado’ pelos norte-americanos ”, destacou Bentilho.  Célio Freitas Martins informou que até hoje o governo não computou os votos das comunidades indígenas.

Após semanas de tensão e violência social, Evo Morales, segundo Célio Martins, recebeu 24 horas para renunciar, já que a polícia e o Exército apoiaram o golpe e se autoproclamou a presidente interina Jeanine Añez, em 12 de novembro.

Adela, também integrante da comitiva, fez um apelo às populações da América Latina e ao Brasil. “É importante para nós, que a ABI, com sua visibilidade e atuação combativa, divulgue a verdade.  Estão mentindo para o mundo e estancando o progresso que a Bolívia teve nos últimos anos no governo de Evo Morales. Esse governo autodeclarado, golpista, assumiu com a bíblia na mão, revelando um retrocesso ao domínio norte-americano, caracterizado pela dominação das igrejas pentecostais. A ideia deles é destruir a população indígena, verdadeiros donos das terras”.

 

Morales não poderá concorrer às eleições presidenciais, excluído por um artigo baseado na Constituição. Entre os possíveis herdeiros políticos do ex-presidente, estão o jovem líder Andrónico Rodríguez, os ex-chanceleres Diego Pary e David Choquehuanca e o ex-ministro da economia Luis Arce.

 

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