Lei considera ‘Almirante
Negro’ herói do Rio


22/11/2019


Adalberto Cândido, o Candinho, filho do ‘Almirante Negro’ (Imagem: Reprodução)

O nome de João Cândido Felisberto, conhecido como o “Almirante Negro”, foi incluído, nesse mês, em que comemora o Dia da Consciência Negra, no Livro dos Heróis do Estado do Rio de Janeiro. O Livro fica na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, sendo aberto à visitação.

A PL 427, de 2019, dos Deputados Estaduais André Ceciliano e Waldeck Carneiro, foi aprovada por unanimidade na assembleia. Ela foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Estado, Lei 8624, de 18 de novembro de 2019. O Livro dos Heróis do Estado do Rio de Janeiro se destina à inscrição de pessoas ilustres, mortas há mais de 50 anos, que tenham – por seus atos – contribuído para a defesa, o progresso ou desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, do Brasil ou da Humanidade.

Adalberto do Nascimento Cândido, o Candinho, o único filho vivo que trabalhou na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) por 62 anos, o funcionário mais antigo da ABI, diz o caminho até o reconhecimento foi longo. O filho do “Almirante negro” falou sobre a emoção de ver o nome do pai no livro dos heróis, e agradece a homenagem ao presidente da ALERJ André Ceciliano, a Waldeck Carneiro e aos demais deputados.

“É muito gratificante o Estado do Rio de Janeiro ceder essa moção ao meu pai, como herói estadual. E foi ali, perto da assembleia mesmo, que teve o movimento de 1910, na Praça XV”, diz Adalberto Cândido, de 81 anos.

Em novembro de 1910, um marinheiro negro liderou a Revolta da Chibata, um motim contra castigos impostos por oficiais brancos da Marinha.

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