Jornalistas debatem censura e racismo, 50 anos depois


18/10/2019


A legislação da censura criada pela ditadura militar, que proibiu, entre outros temas, a divulgação de  informações sobre racismo no Brasil, será debatida em 12 de novembro, na sede da  ABI,  pelos  jornalistas  Muniz Sodré, professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Álvaro Caldas, da Comissão da Verdade do Rio.

Na ocasião, será homenageado o jornalista, professor e escritor Carlos Nobre, recentemente falecido, e que estava entre os organizadores deste evento –  uma roda de conversa e debate sobre censura e racismo diante de normas autoritárias editadas pelo governo, mais especificamente entre  1967 e 1970, que atingiram os meios de comunicação, teatro e cinema.  Em 10 de novembro de 1969, por exemplo, ato do governo Médici, proibia a imprensa de publicar notícias sobre conflitos com índios, esquadrão da morte, guerrilha, movimento negro e discriminação racial.  Quase meio século depois, essas questões serão revisitadas no encontro de jornalistas.

Exemplos destas arbitrariedades são o Decreto-Lei 898, mais conhecido como Lei de Segurança Nacional, de 29/09/1969; o Decreto-Lei 1077, de 26/01/1970, que regulava a censura prévia em toda a mídia; a Lei 5250, de 09/01/1967, em seus artigos 61, 62 e 63, que determinava, entre outros itens, a apreensão com ou sem ordem judicial nos casos considerados subversivos que vinculassem material sobre guerrilha ( chamada de propaganda de guerra)  e relacionados  a preconceito de raça ou de classe, temas então considerados incitação à ordem política e social do Brasil.

Serviço:

Censura e Racismo: 50 anos em debate

Dia 12/11/2019, no auditório Belisário de Souza, no sétimo andar da ABI, entre 16 e 18 horas

Realização: ABI, por meio da Comissão Mulher & Diversidade, e Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, através da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio).

 

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