Justiça na Turquia ordena libertação provisória de repórteres britânicos


04/09/2015


vice-newsUm tribunal de Diyarbakir, sudeste da Turquia, decidiu nesta quinta-feira (3/08) pôr em liberdade provisória os dois jornalistas britânicos detidos na semana passada, embora não tenham soltado seu tradutor, de nacionalidade iraquiana.

Jake Hanrahan e Philip Pendlebury, e seu intérprete, Mohammed Ismael Rasul, cobriam o conflito curdo no sudeste da Turquia para o site americano “VICE News”, um site e foram detidos na semana passada na província de Diyarbakir.

Na quarta-feira última, o tribunal decretou prisão provisória para os três, mas após um recurso da defesa, os dois europeus foram postos em liberdade hoje, enquanto a detenção de Rasul continua. A promotoria turca acusa os três de “trabalharem a favor de uma organização terrorista, embora sem fazer parte de sua estrutura hierárquica”.

Segundo a agência de notícias “Anadolu, inicialmente suspeitava-se de uma suposta relação dos jornalistas com o grupo jihadista “Estado Islâmico”, mas depois a promotoria reorientou sua investigação para o aparente vínculo com o proscrito Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK), a guerrilha curda.

Washington, Bruxelas e várias ONGs de defesa dos meios de comunicação, que criticam com frequência as prisões do regime de Ancara, condenaram a prisão dos jornalistas.

O clube PEN International emitiu um comunicado pedindo a libertação imediata dos repórteres em que classificou a detenção de “assédio inaceitável, parte de uma tendência crescente na Turquia de acossar jornalistas que investigam alguns dos temas mais importantes e delicados do país”. A nota acusa diretamente o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de “tentar suprimir toda cobertura crítica, mas especialmente a referida ao conflito nas áreas majoritariamente curdas do sudeste”.

A nota acusa diretamente o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de “tentar suprimir toda cobertura crítica, mas especialmente a referida ao conflito nas áreas majoritariamente curdas do sudeste”. Embora vários jornalistas locais sofram assédio legal, os correspondentes estrangeiros não costumam ter conflitos com o judiciário, além de ocasionais detenções ou interrogatórios policiais que costumam terminar sem acusação.

 

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