Jornalista da Globovisión sequestrada na Venezuela segue desaparecida


Por Cláudia Souza*

09/04/2014


 

Reprodução de imagem do site clasesdeperiodismo.com

Reprodução de imagem do site clasesdeperiodismo.com

 

Nairobi Pinto, 29 anos, correspondente da emissora venezuelana Globovisión, seqüestrada no domingo, dia 6, permanece desaparecida. O jornalista Luis Pinto, pai de Nairóbi, testemunhou o sequestro da filha ocorrido na porta de sua residência, localizada na região de Los Chaguaramos, na capital Caracas.

De acordo com Luis Pinto, a jornalista foi sequestrada por três indivíduos encapuzados, que ainda não fizeram contato com a família.

— Quero transmitir a angústia que sinto nesse momento.Peço que não a machuquem. Confio em Deus, mas me sinto impotente, afirmou o pai da vítima.

O ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez Torres, associou o sequestro da jornalista às barricadas montadas, supostamente por opositores do governo, na região de Los Chaguaramos.

— Informo que as autoridades seguem as investigações sobre o seqüestro. Na área onde a jornalista reside se manteve uma barricada muito violenta. Chamou-nos a atenção os registros de vários crimes neste local, como roubos e até uma tentativa frustrada de seqüestro.

Nos últimos anos, autoridades, empresários e atletas foram seqüestrados em Caracas. Em fevereiro último, o ex-campeão mundial de boxe venezuelano, Antonio Cermeño, foi seqüestrado e morto; em 2012, o embaixador mexicano Carlos Pujalte e sua esposa foram seqüestrados, mas foram soltos pouco tempo depois; em 2011, o cônsul chileno em Caracas foi sequestrado, espancado e baleado na perna antes de ser libertado.

Dados oficiais do governo venezuelano informam que mais de 11 mil pessoas foram assassinadas no país em 2013. Já a ONG Observatório Venezuelano contesta os dados e afirma que ocorreram 25 mil assassinatos no ano de 2013.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou nota oficial repudiando o crime.

— Diante da difícil situação de perigo e violência que enfrentam nossos colegas venezuelanos, não pode passar despercebido o desaparecimento da jornalista. Exigimos das autoridades ponham todo o empenho em localizar o paradeiro de Nairobi, afirmou o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, que manifestou “solidariedade ao povo da Venezuela, à família da vítima e aos jornalistas e meios de comunicação afetados pela violência”.

*Com agências internacionais

 

 

 

 

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