Jornalista Ricardo Viveiros lança livro sobre Santana do Parnaíba


13/08/2014


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O jornalista e escritor Ricardo Viveiros lançou, na noite desta terça-feira (12/08), o livro A Vila que descobriu o Brasil: A incrível história de Santana de Parnaíba (Editora Geração, 288 páginas, R$ 44,90). O evento, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo, contou com a presença de mais de 300 pessoas.

Dentre as personalidades para as quais Ricardo Viveiros autografou seu novo livro, incluem-se: o prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, acompanhado de secretários municipais; o prefeito de Sorocaba, Antonio Carlos Pannunzio; o reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Benedito Guimarães Aguiar Neto; o presidente da KPMG, Pedro Melo, e diretores da companhia; o presidente do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia), José Roberto Bernasconi; o presidente da União Brasileira dos  Escritores, Joaquim Maria Botelho; o presidente da empresa Engrecon, José Carlos Nadalini; o diretor executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Mansur Bassit; o senador do parlamento italiano Fausto Longo; o presidente da Publicis, Orlando Marques; o escritor e membro da Academia Paulista de Letras Paulo Natanael; o ilustrador Zélio Alves Pinto; o jornalista e escritor Audálio Dantas; o jornalista José Nêumane Pinto; o jornalista e editor Luiz Fernando Emediato; a cerimonialista Brasília de Arruda Botelho; o crítico de artes Jacob Kilntowitz; e as autoras Raquel Navieira e Bete Marun.

Resultado do trabalho de oito anos de pesquisa, que envolveu viagem a Portugal e a análise de uma vasta bibliografia, a obra mostra como Santana de Parnaíba, na ocasião um pequeno povoado às margens do rio Tietê, foi fundamental para as Bandeiras e a expansão do território sob o domínio dos portugueses, que resultou na formação do Brasil.

“A obra é sobre a História do Brasil. Sua narrativa começa um pouco antes do descobrimento de nossa terra, quando os índios a chamavam de Pindorama. Entretanto, claro, a história é contada com ênfase na participação de Santana de Parnaíba. E traz, sobre a cidade, inúmeros fatos desconhecidos, trágicos e divertidos”, conta Viveiros, que completa.

“O livro é escrito com a preocupação do historiador, mas com o estilo do repórter. É gostoso de ler. O objetivo é o de mostrar a importância que a cidade teve para a conquista e consolidação das fronteiras brasileiras. Sua participação em significativos momentos da vida do País”, salienta o autor.

A narrativa

Cruzando os acontecimentos de época na Europa, com os episódios na Colônia, Viveiros constrói uma narrativa que mostra como a história do pequeno povoado – que mais tarde seria elevado a Vila e que é, hoje, uma cidade com mais de cem mil habitantes – influenciou e foi impactada pelos momentos vividos no Brasil e na Península Ibérica.

Um aspecto interessante trazido pelo livro é o mapeamento da trajetória dos primeiros exploradores do planalto de Piratininga, “o lugar onde o peixe seca”, com a descrição de acidentes geográficos hoje tão conhecidos – e completamente transformados – pela recentes gerações de paulistas. É o caso da Bacia Hidrográfica do Rio Tietê, “principal acidente geográfico do planalto, não só pela sua dimensão e quantidade de águas, mas também por correr na direção do interior e desaguar no rio Paraná”. Segundo Viveiros, “o rio que não corre para o mar era, portanto, a principal via de penetração nos sertões dos domínios portugueses, nos séculos XVI e XVII”.

É este o ponto de partida da grande aventura descrita por Viveiros em uma obra que, nas palavras do prefaciador e último vencedor de Livro do Ano de Não Ficção do Prêmio Jabuti, Audálio Dantas, mescla “a paixão do jornalista ao rigor da pesquisa histórica”. Na definição do prefaciador, “Ricardo Viveiros narra a fascinante história de Parnaíba com a preocupação do repórter atento que sempre foi. Ele é, como todo bom repórter, um caçador de histórias, do tipo que é capaz de ir até o fim do mundo para contar o que viu. De certa forma, um tipo de bandeirante da informação”.

Em 288 páginas, o autor refaz, literalmente, o caminho desde Portugal até Pindorama (como os índios chamavam o Brasil), de Porto Seguro (Bahia) até Santana de Parnaíba (São Paulo) e, dela, alcança as fronteiras de todo o País. “Foram muitas e impressionantes as constatações feitas. A principal é que, partindo de Santana de Parnaíba, se descobriu, efetivamente, o Brasil, fruto da coragem desbravadora de lendários bandeirantes, como: Fernão Dias Pais Leme, Raposo Tavares, Bartolomeu Bueno da Silva (o “Anhanguera”), Borba Gato e Domingos Jorge Velho”, resume Viveiros.

A Vila que descobriu o Brasil: A incrível história de Santana de Parnaíba reúne documentos, pinturas de época, fotos antigas e imagens iconográficas que ilustram o resgate da história desta cidade e sua importância para o Estado de São Paulo e a expansão nacional.

Santana de Parnaíba foi fundada em 1580 e elevada a Vila em 1625. Completa 434 anos em 14 de novembro próximo. Está localizada a 35 quilômetros da capital paulista e tem aproximadamente 110 mil habitantes.

Ricardo Viveiros nasceu no Rio de Janeiro em 1950, mas mora em São Paulo desde 1976. Sua infância foi de um típico garoto carioca, brincando na rua, andando de bicicleta, jogando bola, subindo em árvores e namorando. O gosto pelos estudos só era superado pelo encantamento por histórias lidas em livros ou ouvidas dos mais velhos, o que sedimentou o caminho para a carreira de jornalista e escritor. Viveiros trabalhou em jornais, revistas, rádios e TVs, e atuou ainda como ator, professor, diretor de museu, palestrante e produtor artístico. Escreveu 32 livros em vários gêneros, como: Poesia, Reportagem, Biografias, História, Arte, Crônicas e Infantojuvenis.

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