Jornalista é ameaçado pelo prefeito de Foz do Iguaçu em coletiva


24/03/2014


Prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, do PSB (Crédito: Reprodução)

Prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, do PSB (Crédito: Reprodução)

O jornalista Yassine Ahmad Hijazi, do portal de notícias paranaense A Fronteira, foi ameaçado pelo prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), durante uma entrevista. A agressão ocorreu em uma coletiva de imprensa, após o repórter questionar o político sobre os baixos índices de popularidade de sua gestão.

O repórter afirma ter sido atacado verbalmente e ameaçado pelo prefeito durante entrevista. No registro captado pelo microfone de outro jornalista, é possível ouvir Pereira proferindo ofensas contra Hijazi e ameaçando o profissional caso o vídeo seja divulgado.

O jornalista entrou com duas ações contra o prefeito. A primeira na esfera cível, por calúnia e constrangimento, e a segunda na esfera penal, por injúria e ameaça. “Essa é uma questão moral. Eu estava lá (evento) como jornalista, fazendo o meu trabalho. Fui ofendido e tenho o direito de me defender judicialmente”, disse o jornalista.

Para a ação cível uma audiência de conciliação já foi marcada para o próximo mês de maio. Já a queixa crime, ficará a cargo do Tribunal de Justiça do Paraná.

Apoio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná emitiu nota de repúdio à ação do prefeito. De acordo com o comunicado, o sindicato “lamenta o ocorrido e ao mesmo tempo louva a atitude do profissional por tornar o caso público e buscar reparação. Que o caso sirva de exemplo para outros jornalistas que são ameaçados ou impedidos de buscar e divulgar a informação”.

Na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, vereadores da oposição prometeram exibir o vídeo no plenário. “A ação movida pelo Yassine é pelo pedido de respeito, reagindo dessa forma o prefeito não pode esperar que outras pessoas o tratem diferente”, confirmou Sônia Inês Vendrame, mestre em Comunicação e Semiótica, membro da equipe do site.

A assessoria de imprensa da prefeitura comunicou por telefone que nenhuma nota será emitida pelo prefeito até o recebimento da chamada judicial. “O pedido de desculpas já foi feito na abertura do evento, em público”, revelou um dos assessores. Hijazi discorda. “Ele (prefeito) pediu desculpas por não ter respondido à minha pergunta, não por ter me xingado”.

*Com informações da Gazeta do Povo e do Sindjor-PR.

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