18 de agosto de 2022


Rede social CalifaceBook lançada por jihadistas é bloqueada na internet


Por Cláudia Souza*

11/03/2015


califacebook

Membros do Estado Islâmico criaram perfil nas redes sociais(Foto: observador.pt)

 Os seguidores do Estado Islâmico (EI) bloqueados no Facebook e outras redes sociais, decidiram lançar seu próprio CalifaceBook para difundir mensagens mensagens na internet. Com o nome de domínio 5elafabook.com, e aspecto semelhante ao Facebook, o site jihadista começou a funcionar no domingo, dia 8, mas foi retirado do ar já na segunda-feira, 9, e teve a conta no Twitter fechada.

Na página principal do  CalifaceBook um texto em inglês avisava que o site havia sido suspenso temporariamente “em nome da segurança de seus membros”.

Não há informações sobre quem criou o 5elafabook.com – nome baseado na palavra árabe khelafa (califado) – nem quantos membros a rede social atraiu. A mensagem dizia apenas que o site era independente e que não fora patrocinado pelo EI. Porém, o texto ressaltou que o grupo extremista segue “em expansão em todo o mundo com a permissão de Alá”.

O site teria sido desenvolvido com o programa SocialKit, que permite aos usuários criar suas próprias redes sociais. Foi registrado no dia 3 de março por uma empresa de serviços de informática GoDaddy.com, e domiciliado na cidade iraquiana de Mossul, ocupada pelo EI desde 2014. O país de origem registrado é o Egito.

“O principal objetivo do site é esclarecer ao mundo que não só levamos armas e vivemos em grutas, como eles imaginam. Nós avançamos junto com o mundo e queremos que este avanço seja islâmico. Amamos morrer como vocês amam viver, e prometemos lutar até que morra o último de nós”, afirmava um dos trechosveiculados.

SEGURANÇA

De acordo com o site de vigilância de grupos militantes SITE Intelligence Group, jihadistas debateram na internet se o 5elafabook seria confiável  poderia ser utilizado por inimigos do EI.

“Não há sites seguros. Por mais que o site pertença diretamente ao EI, os servidores estão controlados pelos governos, que podem coletar todos os dados de quem visita a rede”, disse um usuário que se apresentou como Taqni Minbar.

O EI, que instaurou seu próprio califado em territórios ocupados em Iraque e Síria, utiliza a internet para difundir suas mensagens e veicular pretensas vitórias.  

Vários países estão tentando deter a ameaça jihadista aplicando restrições mais duras aos sites e redes sociais que colaboram, mesmo  indiretamente, com a propaganda do EI.

*Com Reuters e agências internacionais

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