8 de agosto de 2022


Japonesas se mobilizam contra assédio na mídia


16/05/2018


A ativista Yoshiko Hayash (Imagem: Reprodução)

A ativista japonesa Yoshiko Hayash, criadora da entidade Women in Media Network Japan, afirmou ontem, em coletiva de imprensa, que as jornalistas japonesas se calam por medo de quebrar o elo com sua fonte.

“Estamos determinadas a erradicar o assédio sexual e outros ataques à dignidade humana”, insistiu Hayashi.

“A sociedade japonesa ainda é marcada por um pensamento muito masculino, mas mudando os meios podemos contribuir para mudar a sociedade”, ressaltou a jornalista.

As 86 jornalistas já registraram 19 depoimentos de colegas de profissão do sexo feminino com entre 30 e 50 anos que trabalham para veículos escritos ou audiovisuais.

Esses depoimentos dão conta, por exemplo, de toques em um táxi, alusões sexuais, perguntas sobre a vida privada por líderes políticos.

Também revelam a falta de compreensão das hierarquias das empresas quando se queixam das coisas que acontecem.

A iniciativa surgiu depois do escândalo causado por um caso de assédio sexual de uma jornalista por um alto funcionário do Ministério das Finanças.

O vice-ministro das Finanças, Junichi Fukuda, foi forçado a renunciar. Mas, apesar da renúncia, ele ainda tem o apoio do vice-primeiro-ministro e do ministro das Finanças Taro Aso.

No Japão, a grande maioria das mulheres que sofrem assédio sexual permanece em silêncio porque as pessoas que decidiram falar foram submetidas a fortes pressões, que vão de difamação na internet a ameaças físicas.

 

 

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