Imprensa perde Beatriz Thielmann e Luiz Quilião


Por Cláudia Souza

31/03/2015


quiliaomenorO corpo do repórter cinematográfico Luiz Quilião, 57 anos, foi velado e cremado nesta terça-feira, dia 31, no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, em Brasília. Os parentes informaram que as cinzas serão jogadas na Baia do Guajará, em Belém, no Pará, e em Vila de São Jorge, Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

O cinegrafista estava internado desde o dia 18 de fevereiro último com quadro de trombose intestinal. No último domingo, dia 31, após um forte sangramento no intestino, sofreu uma parada cardíaca. O cinegrafista  deixa dois filhos.

O gaúcho Luiz Quilião  tinha 34 anos de carreia na imprensa, 19 deles na TV Globo. Trabalhou em redações no Rio Grande do Sul, no Amazonas, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A dedicação ao jornalismo foi reconhecida com dezenas de prêmios, entre os quais seis – além de uma homenagem da Organização das Nações Unidas (ONU) – pela série “Terra do meio, Brasil invisível”, exibida no telejornal “Bom dia Brasil”, em 2007.

A jornalista Beatriz Helena Monteiro da Silva Thielmann,  da TV Globo, morreu aos 63 anos, no último domingo, 29, em São Paulo, em decorrência de um câncer.  Ela deixa os filhos Diogo e Rafael, e os netos Catarina e Felipe. Em nota, a Rede Globo afirmou que “para os colegas, a perda é irreparável, pois Beatriz era uma profissional brilhante e uma colega de trabalho sem igual”.

beatriz-thielmann1menoraindaGrandes coberturas

O corpo de Beatriz Theilmann foi cremado na tarde desta segunda-feira, dia 30, no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Norte do Rio de Janeiro, mesmo local do velório, que reuniu parentes, amigos e colegas de trabalho. Ao longo de mais de três décadas de carreira, Beatriz cobriu importantes momentos do País, como a promulgação da Assembleia Nacional Constituinte, em 1988, a eleição e morte de Tancredo Neves, a implantação do Plano Cruzado, a Eco-92, os Jogos Pan-Americanos, e a visita do Papa Francisco ao Rio.

A primeira escolha profissional de Beatriz foi o curso de Direito, mas, após dois anos, optou pela Faculdade de Jornalismo. No final de 1982, conseguiu uma vaga de estágio em edição de texto em TV, acumulando a função com o trabalho de repórter em um jornal impresso.

Na TV Globo realizou matérias para os telejornais “Bom Dia Brasil”, “Jornal da Globo”, “Jornal Nacional”, “Globo Repórter”, e para jornalísticos da GloboNews, Foi a primeira repórter da emissora a entrevistar Fidel Castro, em 1987, quando esteve em Cuba cobrindo a viagem de Abreu Sodré, então ministro das Relações Exteriores. A jornalista também cobriu as visitas do então presidente da República, José Sarney, à União Soviética e a países do Leste Europeu.

Em 2003, Beatriz  escreveu o livro “De mulheres para mulheres” em parceria com a  médica Odilza Vidal, sobre as novidades da ciência para as mulheres acima dos 40 anos. Em 2005, roteirizou e dirigiu o documentário “O bicho dá; o bicho toma”,  sobre a luta pela preservação de animais silvestres, e em 2007, dirigiu, em parceria com a jornalista Regina Zappa,  “Vento Bravo”, que descreve a trajetória musical de Edu Lobo.

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