3 de outubro de 2022


Helio Doyle: Ibaneis mandou me atacar.


10/09/2021


Por Helio Doyle, conselheiro da ABI

O secretário de Comunicação do governador Ibaneis Rocha recebeu ordens para me atacar ou resolveu tomar as dores de seu chefe incompetente, preguiçoso, mentiroso e negacionista. Só porque eu contei que Ibaneis não estava em Brasília, mas no Piauí, quando a PM permitiu que a Esplanada fosse invadida pelos bolsonaristas.
Ibaneis não estava mesmo em Brasília, pelo menos até 22h. Às 20h, o próprio vice-governador não tinha certeza de que Ibaneis chegaria ainda à noite. E hoje quem foi para a sala de situação do CIOP acompanhar as manifestações foi o vice, embora Ibaneis tivesse voltado a Brasília. Não é à toa que digo que é preguiçoso.
O secretário me chama de ex-jornalista, talvez para me igualar a ele. Sou jornalista, conselheiro da ABI e seu diretor em Brasília. Exerço a atividade jornalística rotineiramente. Mas não sou assessor de imprensa de um deputado distrital, como diz. Poderia ser, mas exerço, no gabinete do deputado Leandro Grass, outras funções.
O secretário irado deveria nomear os projetos em que diz que atuei como lobista e esclarecer as afirmações mentirosas que faz. Deve ser claro. Nunca pedi a Ibaneis, que conheço desde quando ele era conselheiro da OAB-DF e eu prestava consultoria à entidade, para estar em seu governo. Tínhamos, até o início da pandemia, uma relação distante mas cordial, e ele sempre soube de minhas atividades privadas e de meu desinteresse em participar do governo.
Passei a criticar exacerbadamente o governador quando ele assumiu postura negacionista e criminosa em relação à pandemia e aderiu às teses bolsonaristas. Fiz as críticas pessoalmente, por whatsapp, e ele me bloqueou. Diga-se de passagem, pela segunda vez: a primeira foi quando o critiquei, no Metrópoles, por estar nomeando notórios corruptos para seu governo. Algum tempo depois me desbloqueou a pedido de um amigo comum.
Fui secretário, sim, de Cristovam, Roriz e Rollemberg. O único que me demitiu, embora negue que o tenha feito, foi Cristovam. Dos outros governos, saí por vontade própria e sem conflito. Essas histórias estou contando no “Papo com Hélio Doyle”, transmitido pelo expresso61.com.br. Vou lembrar, inclusive, que quando me chamou para cuidar da publicidade, Roriz me disse para acabar com a enorme corrupção que havia lá, senão o TSE poderia cassar seu mandato.
Aliás, contei essa história a Ibaneis, antes do segundo turno, quando ele me revelou, pedindo que não publicasse, que o secretário de comunicação seria Bartolomeu Rodrigues, não havendo hipótese de ser Weligton Morais. Algo o fez mudar de ideia.
Não retiro uma só de minhas críticas ao péssimo governador e não me intimidarei com processos. Aliás, só sabia de um, em que ele pede indenização de 50 mil reais. O secretário fala em dois, vou aguardar a notificação.
Continuarei criticando Ibaneis e seu desgoverno, que tanto mal faz ao Distrito Federal. Calúnias e intrigas são respostas de quem não tem argumentos.

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Após críticas, PM do DF exclui jornalista de grupo de WhatsApp

Abraji: https://www.abraji.org.br/noticias/apos-criticas-pm-do-df-exclui-jornalista-de-grupo-de-whatsapp

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